Yuna é a primeira idol NFT do K-pop provando que o capitalismo é uma droga com “Kiss Me Kiss Me”

O K-pop virou um lugar onde toda e qualquer invenção tecnológica é experimentado, e isso quase sempre é algo, huh, controverso entre a fanbase. A recente onda de idols virtuais e feitos com tecnologia AI mostram que qualquer coisa que o capitalismo inventar a Coreia estará lá, de portas abertas para receber e servir de testes. E o mais novo evento de testes para o K-pop é Yuna, a primeira idol virtual NFT:

Existe toda uma discussão sobre esses NFTs, primeiro pela complexidade (Ou falta de sentido em existir) do próprio negócio e depois pelo quão prejudicial é para o meio ambiente (De forma beeeem resumida, são necessários muitos computadores e energia para realizar os cálculos, decodificação e execução desses NFTs, e os recursos que já são escassos acabam indo a níveis absurdos como, por exemplo, a exploração de um vulcão ativo para criar uma “cidade de bitcoin”). Eu não apoio isso pois parece o tipo de marmotagem que Elon Musk defenderia com unhas e dentes e a gente simplesmente evita esse tipo de aliado (Além dos NFTs que vazaram serem de gosto e qualidade extremamente duvidosos), mas muitos artistas vem entrando nesse mundo e criando seus próprios NFTs para vender por aí, desde nomes mais emergentes que topam tudo por dinheiro…

… Até empresas mais consolidadas que adoram se beneficiar de um esquema de pirâmide.

A Coreia do Sul adora implementar tudo quanto é novidade tecnológica em seus produtos, e com o K-pop virando uma gigante máquina para a economia do país a cada dia que passa, é claro que essas inovações vão passar pelo entretenimento sul coreano. Mas saber que o K-pop se jogaria no mundinho de NFTs não quer dizer que estava pronto para receber uma notícia de que eles criariam uma idol NFT.

Daí temos Yuna, uma idol virtual NFT. É complicado entender até quando essa Yuna vai ser algo para o público e para divulgar a Seoul Stars (Ela seria uma espécie de introdução ao jogo play to earn “Seoul Stars”, que será lançado em breve) e em que momento ela se torna algo exclusivo para quem tiver o NFT dela, mas o site da Seoul Stars explica direitinho os planos para essa aventura. Quem tiver o NFT dela vai ter acesso a concertos e músicas e ao álbum (Planejado para o segundo semestre de 2022) da cantora, acesso exclusivo ao jogo que vai te dar moedas que te dão o poder de definir futuras atividades da Yuna e outras pataquadas que não me dei o trabalho de ver. É tudo muito besta na teoria (Basicamente é uma “versão com nota fiscal” do que a SM tenta engatar com as bonecas virtuais do aespa) e, apesar de ter curiosidade de ver como é na prática, não vou me sujeitar a comprar um NFT de uma bonequinha com design bem básico e entrar nesse esquema de pirâmide moderna aí.

Quanto a música, é tão básica quanto o design dela. Um popzinho EDM inofensivo que não ofende ninguém (O que já é mais do que boa parte dos lançamentos mainstream do K-pop esse ano), mas é aquela coisa meio datada e meio sem graça que esse monte de idol virtual dessas empresas de tecnologia vem soltando por aí. Com sorte as músicas que essa bonequinha lançar em 2022 ficam disponíveis no YouTube, pelo menos (Já que é tudo meio “Só quem tem o meu NFT pode consumir”) e, com mais sorte, a Dalsoobin não vai se meter nessas parcerias que a Yuna promete lançar ano que vem (Já que ela aparece na lista de artistas patrocinados por essa Seoul Stars).

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