Review Retrô: Quando Tommy heavenly6 ensinou a segurar o rock com “monochrome rainbow”

Bem, a Warner Music Japan resolveu liberar o catálogo que a Tomoko Kawase tem com eles no streaming. A parte dela com a Sony/Defstar já estava disponível, e agora a Warner liberou os lançamentos dela em suas duas personas (Até agora os lançamentos february6 só estão disponíveis no Japão, mas acho que é questão de tempo para liberar pra geral) e na banda the brilliant green (Pelo menos na Apple Music, que é o que eu uso). Isso significa que uma das minhas músicas favoritas ficou disponível para escutar legalmente, então sinto que é o momento ideal para reviver a salvação do rock “monochrome rainbow”:

Tommy se chama Tomoko Kawase, que nos anos 90 era a vocalista da banda de rock alternativo The Brilliant Green, que fez bastante sucesso no Japão. No início dos anos 2000 Tomoko decidiu investir em uma carreira solo através de 2 personas: Em 2001 surgiu Tommy february6 (Para lançar músicas mais pop) e, no ano seguinte, veio Tommy heavenly6 (Que seguiu com o estilo rock da banda, mais ou menos). Gosto de pensar que Gwen Stefani surgiu solo vendo o que a Tomoko Kawase fez com a carreira dela, pois são trajetórias bem semelhantes se olharmos de certo ponto. A persona february6 tem algumas músicas que a minha bolha de J-pop ama como a música do ônibus e “Lonely In Gorgeous”, mas a minha favorita dela vem da persona heavenly6 com “monochrome rainbow”.

Tem alguns fatores para isso: “monochrome rainbow” foi um dos meus primeiros contatos com J-rock e, por mais eu não tenha nenhuma conexão com rock japonês, essa música me marcou. Talvez esse charme de “rock de banda de garagem” e esse estilo gótico em 360p tenha encantado o jovem de 14 anos que eu era ouvindo isso, o que me faz entender todo o apelo que a Olivia Rodrigo tem com os adolescentes de hoje em dia. Esse vocal mais rasgado e “errado” da Tommy me encanta nessa música, cria uma harmonia única com o instrumental, fazendo uma música tão simples se tornar emotiva para mim.

O que eu acho mais legal é essa atitude mais “largada” que ela tem, como se ela estivesse indo bêbada gravar isso (Não só isso, como todo MV que conheço dela), o que pode ser bem verdade já que ela costumava carregar o cantil de conhaque dela para tudo quanto é canto. Hoje em dia me identifico horrores com ela como um bom viado alcóolatra que eu sou, e era super diferente do que eu costumava ver de divas pop por aí. E isso dá ainda mais uma cada de charme para “monochrome rainbow”, que acaba sendo perfeita para mim do início ao fim. Uma rockzão até simples, mas que me impacta muito.

Hoje em dia eu não sei que a Tomoko anda fazendo da vida. Vi que ela lançou uma ou outra música em 2017 e 2018 mas nem sei se ela aposentou ou, em algum momento, volta a lançar música solo ou com o the brilliant green. Mas é legal ver que a discografia dela está sendo disponibilizada, e nunca é demais sonhar com um retorno (Vocês sonham com grupo morto, deixa eu acreditar nas minhas aposentadas também). De qualquer forma, ouvir “monochrome rainbow” hoje foi nostálgico de um jeito muito bom.

2 comentários sobre “Review Retrô: Quando Tommy heavenly6 ensinou a segurar o rock com “monochrome rainbow”

  1. Saudades da Tomoko e dos rocks teen que ela entregava como heavenly6 (mesmo sendo quarentona, seguindo o exemplo da também eterna quarentona teen Avril Lavigne) e dos pops chiclete que ela entregava como february6…

    Se teve uma artista que conseguiu entregar boas músicas apostando na dualidade de estilos, foi a Tomoko. Dá vontade, né Koda Kumi?

  2. Eu sempre via gifs dos memes dela bebendo no tt e ficava me perguntando se ela realmente tava bêbada.
    Enfim, a música é muito boa e o suco do que eu gostava de ouvir, deu até uma sensação de nostalgia ouvindo.

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