O que (meio que) aconteceu em 2023: XG

2023 foi um ano importante e de muito trabalho para o XG. Depois de se introduzir como o grupo japonês pronto para conquistar um espaço na onda hallyu em 2022, o XG foi um grupo onipresente esse ano com 8 MVs e diversos singles lançados durante esse ano. E mesmo que aquele SMASH hit e grande ponto de virada ainda não tenha chegado na vida do grupo, o XG foi bem sucedido o suficiente para conseguir seu primeiro certificado de ouro, com as 100 mil cópias vendidas do EP “New DNA” no Japão:

Eu sinceramente não lembro a última vez que um ato feminino da avex conseguiu certificado de ouro no Japão. Na verdade eu não faço a menor ideia de COMO veio esse certificado, já que o EP tem umas 40 mil vendas pela Oricon e duvido muito que tenha feito streaming o suficiente para chegar aos 100k, mas se a RIAJ está falando eu não vou discordar.

Esse certificado de ouro é meio que a cereja no bolo de um ano prolífero para o XG, tanto em popularidade internacional quanto no próprio Japão. Começando pela popularidade internacional do single “SHOOTING STAR / LEFT RIGHT”, acumulando quase 200 milhões de streams no spotify, descolando parcerias internacionais e fazendo barulho em alguns países pela Ásia, e partindo para o EP “New DNA” que garantiu um #1 na Oricon e o segundo Top 20 da carreira do grupo com “New Dance”, além de figurar nos charts da Nova Zelândia com “Grl Gvng” (#16) e “TGIF” (#33). Foi um ano onde os kpoppers adotaram de vez o XG e divulgam o grupo como se fosse K-pop, o que é mais ou menos a ideia perturbada do vô Max Matsuura para esse grupo. Um ano de vitórias, eu diria.

Obviamente os números do XG ainda são bem discretos no geral mas, na situação de barril da avex, o que elas conseguiram esse ano JÁ É um grande mousse. O XG virou um nome forte dentro do nicho, que a avex consegue exportar e descolar contatos internacionais e na internet, e até mesmo dentro do Japão elas tem sua popularidade e conseguem números satisfatórios e com potencial para ficarem ainda maiores nos próximos anos com o bom trabalho de gerenciamento e marketing que os responsáveis estão fazendo com o grupo. E como bônus uns 30 mil álbuns vendidos na Coreia, bem mais do que muito grupo que a fanbase de K-pop gosta de falar que hitou porque as vendas subiram de 15 para 50 cópias.

É interessante acompanhar o crescimento do XG. É basicamente o primeiro grupo que o Cool Japan conseguiu vingar sem se escorar no Soft Power dos animes ou qualquer tie in mais relevante, com elas fazendo o que basicamente deu certo no K-pop e mostrando que pode dar certo no J-pop também. Uma oportunidade não só para o grupo mas para como todos os outros atos que a indústria japonesa pretende divulgar globalmente. O sucesso do XG pode ser um primeiro passo para uma nova era da música japonesa… Ou uma grande exceção dentro de um mercado que ainda é muito protecionista. Veremos nos próximos anos como isso se desenrola.

6 comentários sobre “O que (meio que) aconteceu em 2023: XG

  1. um dos poucos grupos que posso falar que curto TODOS os singles. meu pecado é amar demais.

  2. Esse ano só curti Left Right delas. Amo que as músicas delas são totalmente em inglês, dá pra cantar legal no chuveiro. Espero que elas voltem a lançar pancadões estilo MASCARA, amo.

  3. Shooting Star e Left Right são MUITO boas, eu ouvi muito mas hoje em dia não aguento mais, mas ainda são incríveis, elas são maravilhosas, Harvey o Brasil te ama

    • É o grupo do ano pra mim, até as trasheiras delas me encantaram, torço muito por elas. Vai XG

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