O ano está acabando e esse Year End 100 também. Mais 15 músicas serão cortadas e barradas do grandioso e conceitual Top 10 desse ano. Lutaram muito, estapearam várias músicas mas, no final, morreram na praia do Top 25. Será que a sua fave ainda tem chance de conseguir o Top 10 ou o mais aguardado #1 desse ano amanhã? Ou será que roda hoje mesmo? Se você é fã do EXO, já adianto que não aparece em lugar nenhum, mas teremos algumas coisas que vocês vão olhar e pensar: “Sério, Douglas?” como o 25º lugar:
25º lugar — Jimin – Like Crazy
*BOOM* com um integrante do BTS batendo ponto na penúltima parte do Top 100. O que posso fazer se até o exótico vocal do Jimin se torna uma experiência prazerosa e hipnotizante quando a produção é um synthpop oitentista etéreo e fantasioso como esse? “Like Crazy” me dá uma leveza ouvindo, ao mesmo que a música me prende e me seduz em cima de um instrumental tão atmosférico e relaxante, me dando um prazer único que não quero parar de ter tão cedo. Eu poderia ouvir o Jimin cantando o dia todo, desde que fosse apenas “Like Crazy” sendo tocada em loop.
24º lugar — ITZY – Kill Shot
Uma das graças de acompanhar grupos perdidos musicalmente é que, casualmente, eles lançam coisas tão boas que me fazem pensar “E se elas seguissem por esse caminho?”. Por exemplo, “Kill Shot” do ITZY é o tipo de popzão mais pesado com atitude e uma vibe mais cyberpunk que combinou muito bem com elas e é muito melhor que qualquer tentativa de girlcrush de atitude que o grupo já tentou. A música é curtíssima com pouco mais de 2 minutos, mas a adrenalina que “Kill Shot” junto com os vocais sussurrados envolventes delas (Principalmente no refrão) compensa a duração curtíssima com um trabalho impressionante. Como o “Kill My Doubt” delas tem 3 SINGLES e “Kill Shot” não foi um deles eu realmente não sei.
23º lugar — Kep1er – tOgether fOrever
O mesmo vale para o Kep1er. Eu não consigo pensar em um single que eu fique impressionado positivamente ouvindo, mas as gatas resolvem mostrar seu jogo em b-sides como “tOgheter fOrever”, que é sensacional. Um popzão britânico do início da década passada, com um violino belíssimo dando todo o tom mais épico e emblemático enquanto sintetizadores eletrônicos fazem a música se tornar um daqueles pop perfeitinhos que encantam e emocionam qualquer ouvinte. Eu nem lembro mais como são as músicas que o Kep1er lançou esse ano, mas tenho certeza que “tOgheter fOrever” é a melhor b-side do grupo junto com “MVSK”.
22º lugar — Sunmi – Call my name
A Sunmi talvez tenha testado os meus limites com “Stranger”, mas foi com “Call My Name” que a querida mostrou que ainda tinha uma arma para me encantar ouvindo. “Call My Name” parece muito um epílogo de “Heart Burn”, a bandinha de fundo é mais cadenciada e a música em si é mais discreta, como se fosse uma banda indie fazendo alguma música mais passional em um barzinho de Seul. Eu adoro esse tipo de pedância coreana feita por uma grande gostosa como a Sunmi, pois isso obrigatoriamente deixa a faixa mais pop e com mais pulso, e “Call My Name” acaba sendo uma faixa ideal para os momentos que você quer curtir apenas um pop mais introspectivo e relaxante. Se o estranho single anual da Sunmi não foi para você, a b-side definitivamente é.
21º lugar — Miliyah – Prayer
A Miliyah lançou o meu álbum japonês favorito esse ano, mas ela também lançou um single muito bom fora do BLONDE16. “Prayer” é daqueles rap/hip hop old school onde a Miliyah meio que se referencia lembrando as raízes e entregando um beat agressivo e viciante enquanto solta versos como se ela fosse uma rapper de Nova York cantando que ela tem fé e sonhos. “Prayer” é insanamente boa, e a Miliyah fez muito bem em modernizar seu estilo de debut para conduzir o seu ano de 2023 (O melhor ano dela musicalmente em mais de uma década).
20º lugar — Narsha – Game (feat. Verbal Jint)
Em 2023 você tinha que ter muita fé que a Narsha faria um comeback solo depois de 12 anos, e tinha que ter mais fé ainda em acreditar que ela voltaria com uma farofa eletropop bem homossexual para nós velhotas de guerra da fanbase aclamarmos como se fosse a melhor música de todos os tempos… E não é que ela fez isso mesmo? “Game” é a minha obsessão de fim de ano, a Narsha tem um vocal lindíssimo e a farofa saída dirertamente dos álbuns “Sound G” e “Sixth Sense” me lembrou como o Brown Eyed Girls é mesmo o melhor grupo de todos os tempos. Se ela lança “Game” um pouquinho mais cedo eu tenho certeza que teria a audácia de colocar essa farofa safadíssima entre as 10 melhores músicas de 2023.
19º lugar — Jeon Somi – Fast Forward
Ela conseguiu. Foram 4 anos de luta, tortura psicológica nas mãos do Teddy e lançamentos questionáveis, mas Jeon Somi FINALMENTE conseguiu lançar uma música para os homossexuais gritarem HINO e chamarem ela de madrinha/aliada/MÃE. “Fast Forward” é uma demo perdida do Chromatica que calhou de cair no colo da Somi? Sim, é, mas eu sou umas das 12 pessoas que ainda ouve e aclama o álbum da Lady Gaga e penso que ele seria idolatrado se fosse lançado por uma grande gostosa do K-pop. Se é a Somi que se encarregará de entregar um álbum assim? O Teddy não deixaria ela ter essa audácia, mas o gostinho que ela deu com “Fast Forward” é tudo de bom.
18º lugar — IVE – I AM
A grande força do IVE está nos pancadões pop grandiosos que o grupo lança de single, e com “I AM” não foi diferente. Que música emocionante, que dá vontade de gritar e extravasar cantando e dançando. O refrão tem uma melodia sensacional e super viciante, e todo o resto da música é cativante e perfeitinho, mostrando como uma música pop de girlgroup tem que ser. Mesmo que o ano do IVE não seja tão memorável quanto o ano passado, “I AM” brilhou na minha playlist e sempre me deu uma injeção de serotonina a cada play. Por mais “I AM” e menos “Baddie” na vida do grupo.
17º lugar — Lee Chae Yeon – I Don’t Wanna Know
Eu ainda não tenho simpatia por algum single que a Lee Chae Yeon tenha lançado na carreira, mas “I Don’t Wanna Know” foi meio que minha obsessão por muito tempo. A referência de sonoridade é o atual phonk/tuim que fez seu barulho esse ano, mas a música ficou a cara daqueles pop da segunda metade dos anos 2000 que uma Ashley Tisdale lançaria e os gays do twitter falariam que ela tentou salvar o pop mas deixaram flopar 15 anos depois, especialmente quando a Chaeyeon abre a boca para cantar e o instrumental ganha uma adrenalina única. Bem que a Chaeyeon poderia seguir esse caminho como solista.
16º lugar — Dong Nhi – Y Troi (feat. tlinh)
Meu vietpop favorito do ano nada mais é que um pop disco safadamente feito para viralizar dancinha no TikTok. Meio hipócrita eu reclamar de música de TikTok o ano todo e ter tantas músicas feitas para viralizarem lá nesse top, né?! Mas enfim. Eu não sei exatamente qual é o motivo de eu amar tanto “Y Troi” a ponto de colocar essa versão vietnamita de “Cupid” em cima da própria “Cupid” original, mas toda vez que dou play eu saio mais feliz, saudável e minha casa fica mais limpa com o ânimo que essa música me dá. Nisso, “Y Troi” se tornou facilmente uma das minhas músicas mais ouvidas esse ano, então nada mais justo que colocar ela bem alto. Ah, e o break final dessa música é uma das coisas mais satisfatórias do ano também.
15º lugar — J.Y. Park – Changed Man
Não adianta espernear: Os melhores singles da JYP são aqueles que o senhor JYP bota o pau metafórico do retrô na mesa. E esse ano ele mesmo decidiu segurar esse rojão em “Changed Man”, mais uma óbvia emulação de “Initial S” que mostra como esse single da Sori é a maior música de K-pop de todos os tempos. Synthpop oitentista agitado, animado e com vocais de um senhor com 30 anos de carreira nos maços de cigarro derby? Obviamente estou vivendo por isso e pronto para dizer que é o melhor single (Que já ouvi) da carreira dele.
14º lugar — Perfume – Moon
Talvez seja o fato de “Moon” ser basicamente uma versão retrofuturista de “Heaven” do After School, que é um dos melhores singles japoneses feitos por um girlgroup de K-pop, mas minha nossa senhora que single delicioso esse do Perfume, hein. “Moon” tem todo o charme e vocoder do grupo servindo mais uma faixa que, ao mesmo tempo que serve nostalgia em cima de sintetizadores oitentistas, entrega a magia e modernidade de um pancadão eletropop. O Nakata não parece disposto em largar a mão do synthpop e do retrofuturismo tão cedo, e eu sigo muito grato por isso render o melhor single do Perfume em uns bons anos.
13º lugar — Jungkook – Standing Next To You
SIM, outro solo do BTS nessa penúltima parte do Top e QUASE pegando Top 10. Quando eu digo que a melhor coisa que aconteceu na vida do BTS em termos de música foi se separar para trabalhar em carreiras solo é disso que estou falando: Pop funky puríssimo e extremamente viciante com um Jungkook vivendo a sua fantasia de Michael Jackson do grupo através de muita dança, close nesse rostinho bonito que a minha mãe ama e uma intensidade de tirar o fôlego. Quando eu falo que o BTS deveria morrer para sustentar as carreiras solo dos integrantes, é para eles mesmos terem a liberdade de lançar coisas tão boas quanto “Standing Next To You”.
12º lugar — NewJeans – ETA
Não tem como, ainda acho esse buzinaço de “ETA” sensacional e a magia do funk carioca sendo usada para um single adolescente é o grande acerto do NewJeans. Todo o resto dos trabalhos do grupo esse ano podem não ter me encantado do jeito que os trabalhos de 2022, mas “ETA” trouxe aquele sentimento de renovação e vivacidade que o NewJeans conseguiu resgatar com o debut. Incrível como um simples elemento foi capaz de dar tantos níveis para uma música vocalmente simples com uma batida gostosa porém muito trabalhada esse ano, mas é hora de admitir para mim mesmo que “ETA” é a minha música favorita do NewJeans até o momento.
11º lugar — DeVita – Ride For Me (feat. DAWN)
Acho fascinante como o GRAY é um ótimo produtor de R&B na Coreia para grandes gostosonas. Todo mundo lembra de “Dally” da Hyolyn até hoje, por exemplo. E esse ano ele consegue repetir o feito “Ride For Me” dessa DeVita com o ex-Hyuna aqui. Uma música ágil, sexy e extremamente rebolativa, com o violão rasgadinho dando um charme ainda mais especial na música e um refrão cheio de palavras e ritmo que me deixa ativo e com vontade de cavalgar em alguém como a própria DeVita canta. Com 30 segundos a mais “Ride For Me” voaria fácil no meu Top 10 mas não estou aqui para reclamar do tempo, mas sim para aclamar essa querida com essa música potente e deliciosa.
As músicas solos do BTS são boas, são muito superiores as músicas tenebrosas do grupo, o grande problema é que quem canta são os membros do bts, até se um dos marginais do nct pegasse a demo ia deixar a versão do bts mais acabada que o BabyMonster.
Essa música do Jimin é ótima na versão ao vivo, se você consegue ouvir aquilo até o final você pode conquistar qualquer coisa que você quiser.
Ainda acho que as músicas do aespa merecem top10, a blogosfera tá esquecendo de Don’t Blink e Thristy que mesmo sendo b-sides surram muita title track por aí.
I Am também, tá sofrendo mais que a Juliette, I Am é a música do ano, e não tá no top5 de ninguém, #JusticeForIAm
E ainda tem as b-sides do To.X que eu poderia escrever fácil trinta linhas defendendo Melt Away e principalmente Fabulous.
Dougie, te pagaram quanto para colocar o Jimin nessa lista?
Sou meio ruim de chutes, mas imagino que “Enchanted Night”, do Billlie, e aquela música da Kaela Kimura com a AI devem estar no top 3, e que “Allergy” deve estar no top 10 também.
“25º lugar — Jimin – Like Crazy”
Ai kkkkkk esse Dougie é tão funny
Tive um déja vu ouvindo o instrumental dessa música da Narsha.. sabia que tinha me lembrado de alguma coisa e essa coisa é simplesmente o tema de abertura do Eletrofunk Brasil que ficou marcado na minha memória pelo tanto que ouvia o clássico controverso “teoria da branca de neve” da mc mayara na infancia
https://youtu.be/peRFscP6L9o?si=lD10h7atlMWjTJfL
Vc se safou ao colocar DeVita em #11, pq se ela perdesse para o Jimindo e o JYP, que crime, Dougie (E nossa, eu esqueci da mulher, lembro que eu ouvi tanto qdo saiu, o que aconteceu quando salvei na playlist?)
queria que o jimin nunca mais cantasse na vida essa música é ótima e essa demo era perfeita pro inevitável solo do haechan daqui a alguns anos e ele com ctz nao tomaria chapisco por não saber cantar quando chegasse a hora do encore
Mas tomaria por ser feio e não ter presença de palco, além de que ninguém ligaria, assim como qualquer coisa que esse rato faz no nct.
ta confundindo com todas as coisas que falaram do jimin depois que esse solo dele saiu vida tenta dnv mais tarde
doutora femcely, qual seu top 3 do istj?
oiii juridy, acho que depois de maturar bastante fica broken melodies em #1 indisputado, aí yogurt shake e poison sem uma posição fixa. acho poison um r&b de omega explodindo de tesão muito bem feito mas ouvir o haechan e o jisung gemendo faz abaixar minha pressão e yogurt shake me lembra as melhores da primeira fase deles (the first -> we go up) deles então fico sempre oscilando entre as duas
eu amo que a miliyah lança uma música chamada oração e a thumb é logo um BITCH
Parei de ler em jimin
Eu fiquei empolgado quando li “Jimin”… até perceber que não se tratava da ex-rapper do AOA (“HEY!”).
EU FIQUEI IGUALLLLLL ia ficar de cara mas não surpreso se twinkle little star viesse bater ponto aqui porque apesar de não ser top25 (pra mim morria num top70-60 da vida) ela é muito gostosinha e eu não julgaria tanto quanto o outro jimin (que eu não tenho nenhum problema pessoal além da cara que eu acho estranha pra quem é tão endeusado como visual, pra mim ele entrega j.y. park e isso estaria tudo bem se não fosse a babação de ovo). se ele estivesse abrindo o fecho eclair da minissaia dele ao som das pretty girls of aoa talvez eu levasse o mono mais a sério, contudo