O K-pop dentro da minha bolha vem entregando maiorias absolutas que me despertam a curiosidade em ouvir. Por exemplo, todo mundo falou muito bem do EP do NMIXX e eu fui lá ouvir só para saber se elas estavam com tudo mesmo (E estavam, o FREAK é realmente muito bom). Dessa vez temos “EASY”, EP do LE SSERAFIM onde praticamente todo mundo da minha bolha fingiu que era a Ivete Sangalo lidando com o apocalipse e macetou sem dó o álbum, com um ou outro que ainda dava moral para alguma b-side mas não era uma aclamação ou algo que impedisse de descer o pau nele. Então eu fui ouvir o “EASY” para ver se era exagero do pessoal ou se o que LE SSERAFIM lançou essa semana foi realmente um completo erro. E bem, todo o tédio que senti ouvindo a faixa principal meio que se expandiu para o álbum inteiro pois, nossa, que experiência difícil.

Artista: LE SSERAFIM
Álbum: EASY
Lançamento: 19/02/2024
Gravadora: Source Music
Nota: 45/100
A HYBE descreve o álbum como o LE SSERAFIM “não hesitando em trazer à tona não apenas sua confiança e resolutividade, mas também suas emoções cruas, como nervosismo e preocupação”. E nervosismo e preocupação são duas definições muito boas do que eu senti ouvindo esse álbum: As músicas morníssimas e que pareciam durar meia hora me deram nervoso, e eu fiquei realmente preocupado com a tentativa de replicar a energia de “Perfect Night” em um EP totalmente sem vida.
O álbum em si tem um direcionamento (bem estranho) no hip hop easy listening, passando por gêneros como trap, R&B e afrobeat que acabam criando um conjunto tedioso. Então ter como “intro” (Entre aspas pois ela é praticamente uma pseudo música e nem é a menor faixa do EP) um rockzão pesado e agressivo para transmitir atitude e força não faz o menor sentido. Esse rock não volta em nenhum momento do EP e é totalmente alheio a toda a atmosfera mais tranquila e “vibing” que o resto do “EASY” tem. E uma intro que não introduz nada a lugar nenhum nesse álbum é o menor dos problemas aqui, já que é a única coisa minimamente empolgante que o EP possui.
As músicas do “EASY” são familiares DEMAIS com sucessos recentes do pop americano. “Swan Song” bebe muito do mesmo som de “Kill Bill” da SZA e “Smart” lembra muito afrobeats como “Woman” da Doja Cat e “Water” da Tyla, por exemplo. Por si só isso não é um problema porque… Bem, K-pop né, referenciar sucessos da Billboard Hot 100 é o que a indústria faz desde sempre. Mas agrava muito como as músicas são familiares de uma forma preguiçosa e óbvia: Você só precisa 5 segundos de cada uma dessas músicas para pegar a referência, e a execução pobre e pouco criativa é desanimadora. É até engraçado saber que, se fosse o contrário e algum ato ocidental fizesse algo similar a uma música qualquer do LE SSERAFIM, threads e mais threads acusando de plágio viralizariam dentro da fanbase.
No geral, “EASY” é um álbum com uma execução fraca e um som desinteressante. Versões mais entediantes de sucessos ocidentais sem nenhum atrativo para eu querer ouvir as músicas do LE SSERAFIM ao invés de “Woman” ou “Kill Bill” e músicas chatas que não me levam para lugar nenhum com o simples propósito de serem “fáceis” de ouvir. A única coisa que a fanbase vem se segurando mais nesse comeback é “Smart” mas não por ser incrível, e sim por ser a única música com uma mínima vontade em ter um ritmo mais cativante com uma performance e coreografia fortes. O EP (E o comeback em si) é um grande fillerzão para manter o nome do LE SSERAFIM em evidência, pois o grupo já lançou coisas melhores antes e, certamente, lançará coisas melhores depois desse álbum.
Faixa a Faixa
O EASY começa com “Good Bones”, uma “intro que tenta ser uma música”. A faixa tem 2 minutos e 40 com muitos versos, palavras repetidas e uma execução que parece mesmo introduzir alguma coisa, só que mais longa que o normal. Ayumi Hamasaki faz muito isso nos seus álbuns e o próprio LE SSERAFIM faz isso com as intros do álbum, mas “Good Bones” não precisava passar de dois minutos. Por conta própria é uma intro bem boa, eu curti muito o rockzão agressivo do instrumental e, talvez, uma execução e intenção de fazer dessa uma música mais completinha tornasse essa a salvação do álbum, mas ela fica perdida não introduzindo o que o “EASY” realmente é.
Minha opinião sobre a faixa título não mudou desde o lançamento: “EASY” é uma das músicas mais chatas do ano. Uns elementos hip hop e sons trap meio soltos com um trabalho vocal demasiadamente brando e sem cor, sem um gancho ou qualquer coisa que conecte os pontos numa música empenhada DEMAIS em ser fácil de ouvir. É realmente fácil de ouvir, assim como é fácil dormir com essa música. Em “Swan Song”, a guitarrinha melancólica já denuncia que estamos diante de uma tentativa óbvia de servir um R&B tão profundo quanto o que a SZA faz em “Kill Bill”, assim como o resto da música que é quase como ouvir o mesmo sample. Porém a música fica devendo essa profundidade, com a performance das meninas na música mais uma vez sendo neutra e desinteressante. No final, “Swan Song” passa sem qualquer momento mais marcante, é esquecível e só me dá vontade de ouvir “Kill Bill” que é bem melhor.
“Smart” é o único momento onde o EASY tenta mostrar algum esforço em entregar uma música cativante, através de um afrobeat previsível que eu lembrei de cara de “Woman” da Doja Cat, mas tem uma produção um pouco mais leve e vocais que ajudam a música a ganhar mais força e intensidade. Não é nenhuma grande b-side que o próprio LE SSERAFIM já fez antes, mas que se destaca facilmente em um álbum tão insosso como esse. Em qualquer outro álbum do grupo, “Smart” passaria despercebido. “We Got So Much” revive todos os sentimentos que tive com “Easy” e finaliza o EP como mais uma música chata, porém tem pontos positivos pelo instrumental etéreo e vocais um pouco mais cintilantes que não fazem a música ser totalmente esquecível. Tudo é bem monótono, mas eu prestei atenção do início ao fim para ver se a música chega em algum lugar (Não chegou).
Concluindo…
“EASY” é uma tentativa falha e preguiçosa do LE SSERAFIM acompanhar algumas tendências que deram certo na América e foram pouco exploradas no K-pop (até agora). Nada nesse projeto me fez gostar de ouvir o LE SSERAFIM, e é um EP que ninguém se importará em ouvir quando o grupo conseguir lançar materiais mais fortes (Provavelmente já no próximo comeback).
2024 tá difícil quando se trata de k-pop mas não esperava que até o LESSERAFIM que tem meninas carismáticas e músicas chiclete desandasse
Os remix podem ser melhores que a música orginal? O LE SSERAFIM lançou dois remix de Easy, um Drum & bass e um Pluggnb, esse tem um pouco mais de “confetes”, não que isso seja muito difícil, mas queria saber sua opinião, é melhor que a original ou eu preciso de um otorrinolaringologista?
Esse foi um dos ep’s mais fracos e desinteressantes que eu ouvi no kpop pqp, as serafinas são mt capazes de entregar trabalhos bem mais interessantes e inspirados e aí vem com esse descarte de algum rapper americano + esse ep xoxo? Mds do céu…
erraram muito nesse álbum kkkkkkkkkkk, infelizmente vez ou outra o povo tenta seguir tendencias que nem valem a pena
Lsf nunca me convenceu, era muito conceito pra pouca coisa, gostei de Fearless, parecia que elas iam pra algo menos previsível, depois disso só afundaram, gostei de Perfect Night, mas em vez delas irem no “sem graça porém com algum momento interessante” resolveram ir no “medíocre, esquecível e tenebroso”.
O álbum do Gidle ser um Full album e sofrer pra passar de 20 minutos é uma vergonha, essa história de fazer música pra hitar tiktok é um nojo.
A diva Garam deve ter dado tanta graças a Deus pela hybe ter expulsado ela, porque o currículo dela continua intacto, enquanto o lsf só afunda, e a tendência é piorar.
De todas as músicas desse EP a q eu mais gostei foi swan song, até q ela é gostosinha de ouvir, mas é meio monótona ent só de escutar essa música umas 3 vezes já causa um certo enjoo. Good bones era a música q eu tava mais ansiosa pra ouvir e quando finalmente lançou foi um banho de água fria pra mim, pensei q elas iam cantar mas era só um falatório q n tinha fim, só gostei da parte “easy, crazy, hot, i can make it”. Na primeira vez q ouvi easy foi horrível mas agr me acostumei (na força do ódio) já as outras músicas eu achei meio meh mas n ao ponto de odiar, só n me cativaram msm e é isso. Aliás as serafinas estão sendo canceladas por terem gravado o mv de easy na igreja, pior q sou tão lerda q nem tinha percebido q o mv se passava numa igreja. Enfim, desejo tudo de bom pra elas e q consigam superar tudo isso
não achei easy ruim, só meio insosso. ja ja elas lançam um ep bom pra gente esquecer isso ai
eu to até agora chocado com o quão ruim esse álbum é, principalmente pros parâmetros do lesserafim, que lançou o meu álbum de kpop favorito de 2023. vc falou tudo sobre essa proposta easy listening do comeback: “fácil de ouvir, mas mais fácil ainda de dormir ouvindo”. de primeira eu tinha odiado todas mas consegui engolir smart depois que o twitter me jogou um video delas cantando essa com a legenda “se mata baby se mata”. de qualquer forma, smart é uma musica apenas legal e seria uma fillerzona em qualquer bom álbum. decepção total viu
O meu medo é isso hitar (e parece que está hitando) e todos os grupos existentes começarem a lançar essas chatices… poxa, por que coreano não gosta de hitar umas farofas?
Se o EP de EASY fosse uma comida, seria um miojo que não pegou o gosto do tempero enquanto cozinhava: com gosto de nada, sem sal, e ainda ficou empapado.
Esse trabalho é realmente preguiçoso.
A empresa delas faz parte de um conglomerado poderosíssimo e cheio da grana, é inadmissível que alguém tenha dado green light para esse projeto xoxo.
Acredito que as meninas não tem tanta voz na empresa a ponto de bater o pé e dar alguma opinião sobre o que lançar etc, então não vou jogar nenhuma crítica para elas.
Acho que a empresa desperdiça o potencial delas. Algumas ali não são as melhores cantoras do mundo, mas a empresa tem dinheiro para pagar os melhores coaches e tal, mas não o faz.
Claro que uma empresa capitalista precisa dar atenção ao lucro, mas a forma de consumir música hoje em dia é tão ligada aos números (de vendas, streams, views no youtube, músicas no topo da Bilboard 100) que as empresas sabem que elas não precisam mirar na qualidade, pois a fanbase vai consumir mesmo não gostando do trabalho final.
Enfim, espero que o próximo cb seja mais bem executado.
IndieGal, vc foi luz
aliás dougie, tu não tava com uma resenha semi-rascunhada do álbum do itzy pra lançar? tava curioso pra ver tuas opiniões sobre ele (sobretudo os solos)
bom, pelo menos não vou ser obrigado a olhar pra cara da chaewon dessa vez, já que não lançaram nenhuma eve, psyche and bluebeard’s wife. mas uma pena que a yunjin, a sakura e a outra japonesa lá estejam sendo desperdiçadas com essas músicas xoxas, elas merecem coisa melhor
o lessera tem uma visão estética e um lineup TÃO legal. me irrita que elas não saem do lugar desde unforgiven. e nem smart eu consegui gostar mas não foi nem pelo pseudoplágio mas porque parece música de playlist pronta pra tocar na renner (e talvez isso diga muito sobre o que eu acho de woman e water, mas principalmente de water). chato chato chato até o próximo comeback
Não ouvi o álbum, mas pelo que vi comentando, parece que resolveram só cumprir calendário e lançaram o que tinha na empresa.