O algoritmo de recomendações do YouTube segue me mostrando muita coisa legal ali pelos lados da Tailândia e do Vietnã, e dessa vez ele me recomendou “Arch”, da Alie Blackcobra. Pelo que a minha rápida pesquisa falou, Blackcobra é o stage name de Karint Aongchum, artista trans tailandesa que é popular nas redes sociais (Quase 500 mil seguidores no TikTok!! Um dia serei euzinho com esse número) e faz parte do grupo Alie. “Arch” é o seu 2º single em carreira solo, depois do debut solo com “Buzzkill” em 2023:
O início da música já me dá uma sensação de familiaridade mas, até aí, eu achava que era apenas um R&B melódico e cadenciado parecido com tantos outros R&Bs melódicos cadenciados por aí. A chave só vira quando chega o refrão que é, basicamente, uma versão mais safada do clássico “We Belong Togheter” da Mariah Carey, e eu fiquei pensando “UAU”.
Depois do refrão a música inteira se encaixa como uma versão mais safada de “We Belong Togheter” e eu fiquei hipnotizado em “Arch” quando as peças se juntaram. Não sei se foi ou não proposital, mas nem de longe é uma reclamação pois adorei a referência.
De resto eu adorei “Arch”. A referência é icônica e a reinterpretação em algo mais sexy que combine com esse timbre mais exótico da Blackcobra foi uma ideia muito boa também. “Arch” é uma música que não erra em sua proposta e tem uma execução redondinha que prende a minha atenção do início ao fim. Podemos levantar questionamentos sobre o timbre da Alie Blackcobra (Que realmente não é dos mais encantadores, especialmente depois de conectar essa música com a da Mariah), mas não acho que isso prejudique o resultado final. “Arch” é uma música muito gostosa, o instrumental é envolvente e ouvir a Blackcobra cantando me deixa mais libidinoso também.
Se você gosta de R&Bs mais cadenciados dos anos 2000 para embalar sua noite mais romântica, “Arch” é uma ótima recomendação. Espero que a Mariah saiba (Ou não se importe com) o que foi feito com “We Belong Togheter” e isso não dê nenhum problema para a Alie Blackcobra no futuro, mas já me inscrevi no canal e estarei acompanhando a diva tailandesa.
Dougie, fala da Pan Ansisha, So Good permanece Good!
A querida me lembrou um pouco a Gloria Groove ??? Acho que é a maquiagem e o cabelo… Enfim, a Tailândia tá entregando muito mais em pop do que a Coreia!
MAS DOUGIE FALA DA MÚSICA NOVA DO SUHO, “CHEESE”! Tá muito boa, bem gostosinha, só o que é terrível é o uso descarado de IA no mv, é até desconfortável de se ver, mas a música mesmo é uma delícia! Dá pra ouvir sem ver o mv. A SM tá ficando sem funcionários e tá usando IA pra fazer os designs, no mv de Supernova do aespa até ficou uma coisa meio que irônica, dá pra comprar, mas nesse, ficou estranho (se o futuro do kpop for esse, por favor, vamos voltar para o passado).
Hahaha, no refrão fica tão descarado que se torna icônico
douguinho fala da nossa querida idol honorária tinashe se graduando da nugupromoter
jss vivi pra presenciar a tinashe hitando isso deve ser efeito do eclipse q rolou la ou algo do tipo q mudou todo o canon do nosso universo
cascando q os fãs delas acham essa musica tenebrosa e tão putos q viralizou logo ela ai uns tao reclamando e outros tao reclamando dos q tão reclamando pois deviam agradever…..isso q da sua fanbase ser composta por tcholas do twitter kkkkkk
dela* agradecer* porra lea michele
Mais alguém aqui (que tenha dado play no vídeo, claro) achou que a cena no começo em que ela começa a andar de quatro era uma tentativa de sensualizar PRA LOIRA em vez de ser pro homem que entra com a loira? Se bem que, a julgar pelo final do vídeo, talvez a loira tenha dado sorte.
Pra ser sincero, não gostei muito da música; gosto de R&Bs cadenciados mas acho que pra um trabalho “inspirado” em “We Belong Together”, faltou a força da WBT original (por “força”, nem digo os vocais da Mariah, mas o próprio instrumental da música que não tem o mesmo impacto). Agora, o MV é interessante, algo que a Inês Brasil possivelmente lançaria se tivesse acesso a mais orçamento (inclusive um feat entre as duas seria maravilhoso).
Quanto à reação da Mariah, acho que a Alie não tem muito com que se preocupar. Quer dizer, o Latino tem décadas de trabalho “inspirado” em obras alheias e nunca teve problemas, e com alguns minutos de busca no YouTube é fácil encontrar vários cantores/bandas/grupos pequenos com “inspirações” bem mais descaradas (lembro de uma cantora de algum país com idioma diferente que lançou uma música cujo clipe é praticamente uma recriação cena a cena de “Holler” das Spice Girls)… no caso da Alie, eu diria que só o finalzinho do refrão ajuda a gente a identificar “We Belong Together”, o resto da música é mais difícil de identificar. E no caso improvável da Mariah descobrir essa música e se incomodar, acho que um processo contra uma cantora trans pode acabar causando mais danos pra imagem dela do que o que ela efetivamente ganharia (mesmo ela tendo justificativa pra isso).