Ontem eu me peguei pensando na longevidade da carreira do TWICE no Japão indo para o seu quinto álbum japonês, e também pensei em como está bem mais fácil emplacar para um grupo de K-pop emplacar carreira no Japão já que o nicho de kpoppers no Japão anda vingando até mesmo os lançamentos coreanos no país sem precisar passar por uma versão japonesa. Mas nem sempre foi assim, e hoje o Top Top.jpg traz 10 girlgroups e solistas que tentaram emplacar uma carreira no Japão mas mal conseguiram passar do 1º álbum… ou até mesmo do 1º single japonês. Nem todo mundo que se lançava no Japão conseguia o êxito de ser uma BoA Kwon, um KARA ou um SNSD da vida, e esse Top Top vai mostrar isso:
10º lugar — 4minute
Diversos girlgroups de 2º escalão tentaram engatar carreira no Japão depois do sucesso que KARA e SNSD obtiveram se lançando por lá e criando uma onda hallyu por lá, mas eu decidi começar esse post falando do 4minute pela insistência que tiveram com o grupo: Foram 7 singles, 1 álbum e 1 best album lançados no Japão em pouco mais de 2 anos de jornada do 4minute por lá. Nada foi capaz de passar de 15 mil cópias e o melhor desempenho do grupo na Oricon foi um 17º lugar com o single “WHY”, mas era divertido acompanhar cada farofa do 4minute no Japão pensando “Agora vai”… E nunca ia. O último lançamento do grupo no Japão foi a coletânea “Best Of 4Minute” em setembro de 2012 e, curiosamente, o grupo começou a viver a melhor fase da carreira na Coreia depois de encerrar as atividades no Japão com o smash de “What’s Your Name?”.
9º lugar — IU
Talvez você chegue aqui pensando “Hã? A IU se lançou no mercado japonês?” porque é uma dessas coisas que você tem que estar muito bem atualizado sobre a carreira da IU para saber que aconteceu. Mas sim, a irmã mais nova da nação coreana assinou um contrato com a EMI Music Japan e tentou ser a irmã mais nova da nação japonesa no final de 2011 , pré-debutando com a mini coletânea de músicas coreanas “I□U”. O debut oficial veio em 2012, com a versão japonesa do smash hit “Good Day”.
No geral a carreira da IU no Japão não foi um completo fracasso: A versão japonesa de “Good Day” vendeu 30 mil cópias e conseguiu um 6º lugar na Oricon, e a versão japonesa de “You & I” conseguiu se aproximar das 20 mil cópias. Para uma solista coreana em 2012 no Japão eram números satisfatórios, mas estavam inegavelmente bem abaixo do que se esperava levando em conta o fenômeno que a IU era na Coreia e que estava se expandindo pela Ásia. No total, IU lançou 2 EPs e 3 singles no Japão e nenhum dos outros lançamentos da IU no Japão conseguiu passar das 20 mil cópias vendidas. No final a IU estava fazendo mais dinheiro na Coreia mesmo, e o single “Monday Afternoon” acabou sendo o último lançamento da cantora no Japão.
8º lugar — Momoland
Em 2018 a Ásia estava rendida pelo Momoland com o massivo sucesso de “Bboom Bboom”, e isso obviamente descolou um contrato japonês para o grupo se lançar no país com a versão japonesa de “Bboom Bboom”. Essa versão foi capaz de vender pouco mais de 20 mil cópias e alcançar um 4º lugar na Oricon, diferentemente das versões japonesas de “BAAM” e “I’m So Hot”, lançadas como 2º e 3º singles no Japão e que falharam em passar esse número. A essa altura o Momoland já estava sofrendo várias baixas na formação e a febre de “Bboom Bboom” havia passado, e as menos de 2 mil cópias vendidas do único álbum japonês “Chiri Chiri” foram o último prego para enterrar a carreira japonesa do grupo.
7º lugar — Crayon Pop
O Crayon Pop é um daqueles grupos que a fanbase ouvia e pensava “Nossa o conceito delas é tão J-pop, elas vão fazer tanto sucesso no Japão…”, especialmente depois do sucesso que o grupo fez com “Bar Bar Bar”. Aparentemente a Pony Canyon acreditou na fanbase, e foi a gravadora responsável por lançar o Crayon Pop no Japão com o EP “POP!POP!POP!” no final de 2014. Ao todo o grupo lançou 1 EP, 1 álbum e 2 singles, e nenhum deles foi capaz de passar das 6 mil cópias de acordo com a Oricon. Porém, apesar da maior parte das músicas japonesas do grupo serem versões das músicas coreanas, os 2 singles foram as inéditas “ra ri ru re” e “Dancing All Night”, o que mostra que o grupo pelo menos tentou.
6º lugar — Ailee
A Ailee estava crescendo na Coreia como uma das solistas mais populares em seus primeiros anos de carreira, e a Warner Music Japan logo arranjou um contrato para a querida promover no Japão. Então, no final de 2013 a cantora lançou seu 1º single japonês “Heaven”, que até ganhou um arranjo novo com leves alterações. O single vendeu pouco mais de 4 mil cópias na Oricon, um número tímido mas até ok para solistas de 2º/3º escalão no J-pop (A própria BoA já não estava conseguindo vender mais de 10k na Oricon em 2013, por exemplo), então não custou nada tentar de novo com a versão japonesa de “U&I” como 2º single. Só quando esse single vendeu 900 cópias e ficou fora do Top 100 da Oricon que a WMJ viu que o sucesso dela na Coreia não se repetiria no Japão. A Ailee ainda lançou um cover de “Sakura” da banda Ikimonogakari, que se tornaria o último lançamento da cantora no país.
5º lugar — Girl’s Day
Começando com a sequência de girlgroups coreanos que lançaram apenas 1 single japonês e logo viram que não vingariam por lá, temos o Girl’s Day que, depois de viver o auge da carreira do grupo na Coreia, se lançou no Japão em julho de 2015 com a versão japonesa de “Darling” (Após lançar uma coletânea de singles coreanos no Japão), com as versões japonesas de “Ring My Bell” e “Twinkle Twinkle” servindo como b-sides. O single conseguiu um 13º lugar na oricon e vendeu 17 mil cópias, o que não foi o suficiente para o grupo lançar um segundo single japonês. Dados alguns exemplos nesse post o desempenho de “Darling” não é de todo mal, mas essas meninas deviam estar loucas para engatar logo as carreiras como atrizes coreanas mesmo.
4º lugar — Brown Eyed Girls
Brown Eyed Girls era outro grupo que estava vivendo o auge na Coreia depois da sequência de hits que lançaram entre 2008 e 2009 e, em 2010, deu início a uma curta jornada no Japão lançando o álbum coreano “Sound G” no Japão com a versão japonesa de “Abracadabra” como adicional. No início de 2011 elas lançaram a versão japonesa de “SIGN” como primeiro e único single japonês do grupo e ficou por isso mesmo. Tanto a edição japonesa do “Sound G” quanto “Sign” não passaram de 5 mil cópias vendidas, e o Brown Eyed Girls logo voltou os seus esforços para continuar com a bem sucedida carreira na Coreia do Sul.
3º lugar — Dal Shabet
Em algum momento de 2015 as minhas comadres do Dal Shabet arranjaram um contrato com uma gravadora fundo de quintal japonesa e decidiram tentar a sorte no Japão depois de acumular inúmeros Top 20 na Coreia do Sul. No final de 2015, o grupo lançou um single inédito “Hard 2 Love” e uma coletânea com os singles coreanos do grupo “The Best”. A coletânea ter vendido menos de 1000 cópias tem a desculpa de ser limitada apenas para um evento que estava acontecendo na Tower Records naquela época, mas o single ter vendido pouco mais de 2 mil unidades foi porque floparam mesmo. Pouco tempo depois do lançamento desse single foi anunciado que Gaeun e Jiyul sairiam do Dal Shabet, então provavelmente a gravadora japonesa nem fez questão de tentar de novo com a formação toda diluída. “Hard 2 Love” foi lançada em coreano posteriormente, como faixa do último EP do grupo “Fri. Sat. Sun”.
2º lugar — Wonder Girls
Ali pelo meio de 2012, enquanto a JYP ainda tentava emplacar o Wonder Girls nos Estados Unidos, a Defstar Records mostrou interesse em lançar o grupo no Japão. O JYP comprou a ideia, e decidiram lançar a versão japonesa de “Nobody” para o EP “Nobody for Everybody” em julho de 2012. O EP contava com versões em 3 idiomas de “Nobody”, a versão coreana de “Be My Baby” e versões atualizadas de “You’re Out” e “Saying I Love You” com os vocais da Hyelim no lugar da Sunmi (Essa mudança também foi feita nas versões inglês e coreana de “Nobody” que estão nesse EP). O EP teve um modesto 14º lugar na Oricon com 10 mil cópias vendidas, e a carreira japonesa do Wonder Girls se resume a isso e uma coletânea ainda mais flopada “Wonder Best Korea / USA / Japan 2007–2012”. É bem capaz de você perguntar para um fã do próprio grupo e ele não saber ou lembrar que houve essa tentativa de emplacar o Wonder Girls no Japão de tão aleatório que isso foi (Além de vir antes do hiatus de 3 anos do grupo).
1º lugar — f(x)
Não é a carreira japonesa mais curta e/ou fracassada que temos nesse post, mas o fracasso da carreira japonesa do f(x) é o mais emblemático em termos de flop para mim por um simples motivo: Ser um fiasco da SM Entertainment. A SM quase sempre foi muito boa exportando seus artistas para o território japonês com SNSD, SHINee, TVXQ e BoA fazendo um grande sucesso no país. Até mesmo Super Junior e EXO, que não são conhecidos por seus lançamentos japoneses, tiveram sua relevância e boas vendas por lá, o que torna o flop do f(x) ainda mais destacável.
O f(x) debutou no Japão com a versão japonesa de “Hot Summer” sendo lançada como single digital em 2012, mas só em 2015 o grupo começou “pra valer” a sua carreira japonesa com o “SUMMER SPECIAL Hot Summer / Pinnochio”. Um segundo single com a versão japonesa de “4 Walls” e a inédita “COWBOY” foi lançado em 2016… E ficou por isso mesmo. Nenhum dos singles conseguiu passar de 10 mil cópias na Oricon, e o f(x) nunca mais lançaria nada além de um Station depois disso. Talvez com um timing melhor o f(x) tivesse mais sorte (Elas tentaram carreira logo na época que o Japão estava fazendo queima de arquivo da onda hallyu), mas fica aí esse simbólico 1º lugar nesse post como consolação para uma carreira tão curta em terras japonesas.
Menção Honrosa — 2NE1
Nem de longe o 2NE1 tem a carreira japonesa mais curta ou mais fracassada de um ato do K-pop. O grupo tem até um EP #1 na Oricon e isso já é bem mais que todas as citadas por aqui, mas eu vou colocar como menção honrosa por ser algo que os próprios blackjacks fazem piada pelo quão flopada foi essa aventura do 2NE1 no Japão, além do icônico meme que reverbera até hoje em discussões entre sones e blackjacks casualmente na ala mais INSS da fanbase.

O primeiro lançamento japonês do 2NE1 foi uma coletânea de músicas coreanas do grupo chamada “2NE1”, mas a carreira japonesa delas só começou pra valer com o EP “NOLZA”, versão japonesa do 2º mini álbum coreano do grupo. O EP conseguiu um #1 na Oricon vendendo 26 mil cópias e, apesar de não bater de frente com os million sellers do SNSD e do KARA lançados meses antes, era um EP com versões japonesas de um EP coreano conseguindo o #1, então dá para considerar esse um resultado satisfatório que dava para levar fé no grupo por lá. Porém, o 12º lugar atingido pelo primeiro single “GO AWAY” foi um balde de água fria nos planos do grupo.
No total o 2NE1 lançou 2 álbuns, 3 singles e alguns álbuns ao vivo de forma digital no Japão, sendo quase tudo versões japonesas dos seus lançamentos coreanos. O single mais vendido “GO AWAY” mal passou das 20 mil cópias na Oricon, e o álbum mais vendido “COLLECTION” (42 mil cópias) ainda vendeu menos do que o 2NE1 costumava vender fisicamente na Coreia. Alguns meses depois do lançamento da versão japonesa do “CRUSH” o grupo entrou no hiato que culminou em disband do 2NE1 anos depois, então nunca saberemos se a carreira japonesa parou por aqui devido ao flop ou ao escândalo que matou qualquer chance do grupo lançar coisa nova.
Eu entendo a SM ter largado a mão do f(x) cedo, pois como grupo era uma bagunça, não tinha coesão entre as integrantes e as músicas bem questionáveis, se você parar pra ouvir com cuidado. Serviram basicamente como laboratório para o Red Velvet.
Agora… Em relação ao 2NO1, é realmente uma vergonha terem fracassado no Japão, ainda mais um grupo que supostamente tinha algum alcance internacional e forte apelo tecnológico nas produções.
Eu nunca vi tanta má vontade de uma ent com um grupo como a SM com o f(x), o descaso com elas foi de cair o cu da bunda
Park Bom aspirador de pó!
Como diria a Inês Brasil, é aquele ditado: nem todo mundo que sai do k-pop consegue ser uma BoA ou um KARA quando vai tentar a sorte no Japão…
A única música japonesa que eu lembro do 2ne1 é Missing You, nem sabia que tinham lançado até álbum
Foi como resposta pro Brave, fogo no WordPress
E pensar que os falecidos After School, Rainbow, Secret, T-ara (lancaram 3 albuns, então creio que nem deram tão ruim assim), Red Velvet, Apink e até mesmo o CHI-CHI tentaram a carreira no Japão e não vingaram…Enfim, pelo menos essas tentativas renderam músicas (em sua maioria) bem legais.
Me pergunto como que o SISTAR não debutou por lá no auge do sucesso. As vezes me pergunto se toda a carreira da SISTAR não foi formada por sasaeji, pois apesar de bens sucedidas, nem chagaram a fazer turnês e nem debutaram no japão
“a longevidade do Twice no Japão” elas não vendendo uma coxinha mais no Japão, Douglas kkkk é igual no resto do mundo, sustentadas pelas turnês e tá tudo bem
Elas voltaram a certificar nas vendas físicas com o álbum e single anteriores (Esse álbum que lançaram hoje não deve ter problemas de bater os 100k tbm), não é nada uau ou que chegue perto do auge delas mas estão lá vendendo no Japão sim (A questão é ninguém abrir o spotify para dar o play nelas, tanto que o Japão é o único lugar que mais ou menos ouve as músicas coreanas delas)
imagina no seu ultimo sopro de vida vc soltar uma COWBOY caras serio ngm jamais fez faz ou fará como o f(x)
NÃO SEI COMO O YG TEVE A CORAGEM DE DEBUTAR ESSE GRUPO FEIO NO JAPÃO SABENDO QUE ELAS NÃO TERIAM APELO NENHUM TANTO PELO VISUAL DEFORMADO QUANTO PELA FALTA DE TALENTO
DIFERENTE DO SNSD QUE TODAS TINHAM A CINTURA FINA, ROSTO DE SER HUMANO E METADE DO GRUPO SABENDO CANTAR E POR ISSO O SNSD LUCROU A CARREIRA INTEIRA DO 2NE1 SOMENTE NO JAPÃO, BRUACAS PISADAS
pra mim a situação do f(x) no Japão foi mais por que a SM nunca quis fazer nada com o grupo mesmo, a única musica japonesa delas que não foi regravação foi lançada quando elas já tinham 7 anos de carreira…
Acho que o fx foi um grupo experimental