Depois de lançar o pior EP do ano com EASY e tomar pedrada atrás de pedrada com as promoções desse comeback, temos um novo EP do LE SSERAFIM na praça: CRAZY. O fervo da faixa título me deixou muito mais animado para ouvir o álbum, mas a sequência de EPs dispensáveis que a HYBE anda assinando me deixa com o pé atrás na hora de ouvir qualquer coisa que sai de lá. Será que o CRAZY supera esse medo sendo um álbum competente? Vamos conferir agora:

Artista: LE SSERAFIM
Álbum: CRAZY
Lançamento: 30/08/2024
Gravadora: SOURCE MUSIC
Nota: 65/100
“CRAZY” tem uma energia muito grande de EPs da 2nd gen do K-pop para mim, no sentido de ter 2 músicas que abalam as estruturas sendo muito boas carregando um projeto bem mais ou menos. O K-pop tinha muito disso de jogar todos os esforços e ideias de conceito no single e fazer o álbum com músicas que estavam ali de qualquer jeito, sem muita pretensão de serem tão boas quanto a faixa principal. Esse EP do LE SSERAFIM me deixa essa sensação de que eles tinham uma ideia MUITO boa para fazer um projeto de club bangers para esse grupo enlouquecer e me deixar louco ouvindo, mas infelizmente só se empenharam com isso em 2 músicas.
O grande mérito do “CRAZY” está nas produções, especialmente as mais artificiais de “Chasing Lightning” e “CRAZY”. O grupo pega todas as críticas que acumularam durante esse ano e basicamente ri de tudo isso entregando as músicas mais processadas, agressivas e pesadas que a HYBE está afim de fazer em um girlgroup, e essas duas músicas merecem ser pontuadas como destaques positivos aqui. Aliás, parabéns para o responsável que percebeu que “Chasing Lightning” funcionaria como uma grande fritação de 3 minutos e meio, pois eu acho muito claro que isso era para ser uma intro com a metade do tempo mas algum homossexual chegou lá falando “E que tal se a gente enlouquecer DOBRANDO a duração dessa música?”.
O problema é que as outras 3 músicas, além de não sustentarem a ideia da 1ª metade do álbum, são bem menos interessantes em sua execução. Tem ideias boas aqui: Introduzir um clássico da Kim Wan Sun para os jovens com uma nova roupagem é uma boa ideia e o pop/rock com a guitarra e baixo dando todo um tom mais sexy pouco praticado pelos girlgroups atuais é ousado, mas os produtos finais são dispensáveis, entram por um ouvido e saem pelo outro sem despertar grandes emoções. Essas músicas poderiam funcionar em outros álbuns do grupo, mas aqui as duas primeiras músicas me deixaram querendo algo muito específico para o EP e eu acabei não tendo isso.
O “easy listening” é deixado de lado no CRAZY com músicas que, no geral, mostram um lado mais potente e relevante do grupo, mas nem todo álbum precisa explorar a versatilidade e alcance dos grupos em diferentes gêneros musicais. O CRAZY é um exemplo de EP que seria muito mais emblemático se fosse focado em fazer do LE SSERAFIM o girlgroup mais babadeiro das boates de Itaewon com uma coleção de farofões e club bangers. Eu não sinto necessidade de ouvir um trapzão de mina fodona ou uma baladinha qualquer nesse comeback, mas sim me sentir a gatinha mais gostosa e superficial que a 1ª metade do EP é muito competente em entregar.
No final, “CRAZY” é um EP onde o que é bom é MUITO bom e o que é meh é BEM meh. O início do EP é super divertido, insano (Na medida que um girlgroup de K-pop ser) e promissor, mas as 3 faixas seguintes não seguram isso e fazem esse comeback ser um grande ok. Um projeto com um potencial enorme de ser um dos mais únicos do K-pop que foi jogado fora em prol da milésima tentativa de vender um grupo como o mais versátil da indústria. Mas é um EP com méritos e músicas incríveis que foram para a minha playlist, o que já é muito mais que o que elas fizeram no EP anterior.
Faixa a Faixa
“Chasing Lightning” me pegou muito pela produção. Os cachorros latindo, o batidão dos primeiros versos, a explosão do refrão… Todos os elogios que poderiam ser feitos pelo Milton Cunha passaram na minha cabeça ouvindo esse instrumental. As meninas falando em cima são até irrelevantes, poderia deixar só o instrumental torando e segurar o refrão que seria uma das coisas mais abalativas do ano. De qualquer forma, essa aqui já foi para minha playlist de malhar glúteos. O mesmo vale para a faixa título “CRAZY”, que já soltei toda a aclamação que poderia dar no post solo e sigo achando que é um dos melhores singles do LE SSERAFIM até aqui. As duas músicas pegam MUITO bem a ideia de pegar um club banger e traduzir isso para um girlgroup de K-pop: É divertido, descolado, extremamente artificial e por isso mesmo icônico… Só é uma pena que o resto do EP não siga pelo mesmo caminho.
O verso clássico de “Pierrot Smiles At Us” da Kim Wan Sun não me deixou preparado par o trapzão que estava por vir em “Pierrot”. A música é um grande “ah…” porque essa vibe de gatinhas com atitude e presença forte em raps de mina fodona não me convence aqui. Meio genérico e os ganchos são bem qualquer coisa, sinto querer distância de “Pierrot” quando as duas faixas anteriores são muito mais emblemáticas para mim. “1-800-hot-fun” muda de direção para um pop/rock mais quente e com uma vibe mais sexy e suja (no bom sentido), mas acho tudo “parado demais” aqui. Elas tentam entregar algo mais provocante com essa interpretação mais cadenciada mas elas parecem mais cansadas do que tudo cantando isso aqui. O instrumental é legal, mas funcionaria melhor se as meninas fossem mais sujas (no bom sentido) cantando isso aqui. “1-800-hot-fun” é o tipo de música que parece funcionar melhor ao vivo, mas é difícil cravar isso com elas sendo tão questionadas nesse quesito. Por fim temos a baladinha “Crazier”, que está aqui mais para ser o momento mais “vocal” do álbum (Que é lotado de versos com elas falando rápido) e é exatamente uma baladinha para fechar qualquer álbum de K-pop.
Concluindo…
É um EP melhor que o EASY, mas eu ficaria muito impressionado se elas conseguissem lançar um EP PIOR que aquele.
Aparentemente o twitter vai de vala em breve, então o blog tem que criar novas alternativas de redes sociais para se manter vivo nessa jornada ou coisa do tipo. Se você quiser seguir o Pop Asiático.jpg em alguma rede, estou lá no bluesky (@popasiaticojpg) e também no instagram (@popasiaticojpg) pelo menos enquanto essa palhaçada durar.
Pierrot sendo minha música favorita desse pseudo álbum 🤡
eu vi tanta gente hypando esse álbum antes no finado Twitter, e daí fui ouvir e…
a sensação que passa é que sentiram demais as críticas, tentaram tomar um rumo diferente e ele não ficou tão legal assim.
Ouvi o álbum enquanto lia a review primeiro porque achava que era apenas um single e não um mini álbum e segundo porque ele é tão curtinho que da pra ouvir super rápido.
Dito isso a intro fala tem um bom instrumental, mas só o fato dela ser falada como todas as outras intros delas já foi meio cansativa pra mim. Eu até goste de “1-800-hot-fun”, o quê rock me pegou, mas não acho que irei lembrar dela por muito tempo e a última faixa afundou todo o carinho que eu podia ter pelo álbum. Uma pena!
…Bom, pelo menos a música de trabalho é boa. Mas realmente essa redução do tempo das músicas é complicada; o k-pop tá precisando de alguém como Utada pra mostrar que dá pra fazer música boa com mais de 2 minutos (ou mais de 10, no caso de Utada).
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Em outro assunto, viram a música nova das Loossemble (as ex-mudinhas do Loona)? Se a carreira delas no k-pop não der certo, já podem se tornar as novas rainhas do funk (mas o pré-refrão é tão agudo que prevejo uso de playback pra elas darem conta dele nas performances):
A Vivi tá tão linda, meu sonho elas fazerem uma Everyday I Love You 2.0, no repeat aqui desde 2017
Pena que o MV não incorporou aqui.
Mas sim, a ViViane está belíssima. Aliás, todas estão muito bonitas e sensuais (até a Go Won deu uma sensualizada dessa vez); continuo apostando nelas como as sucessoras (flopadas) do finado AOA – a HyeJu e a HyunJin em particular competindo pelo posto de nova Seolhyun.
Só acho cômico as músicas estarem diminuindo a duração, mas a intro ter mais de três minutos.
Daqui a pouco aparece alguma tosca igual a Taylor Swift fazendo intro falada de 1 hora e um monte de música de 1:30 e o mercado começa a fazer igual pq acha que é tendência (e não um público doente que lambe qualquer porcaria que o fave superestimado lança).
A cada comeback as intros ficam maiores, tipo assim pra que? Quem é que pediu isso? As intros estão maiores que as músicas de fato, quem é que gosta de escutar elas falando coisas aleatórias em 3 idiomas durante 3 minutos e meio?
Eu queria entender porque todo álbum delas tem que ter uma intro com elas falando??? PRA QUÊ??? Sempre desperdiçam os melhores instrumentais nessas intros com elas falando coisas que a gente não entende, preferia que fossem músicas mesmo. Aí a intro tem 3 minutos e as músicas só tem 2 ??? Queria não ser “hater” do Le Sserafim porque acho a Yunjin e a Kazuha muito icônicas, mas com esse direcionamento que a hybe dá pra elas é bem difícil! Não consigo gostar de nenhum álbum delas. Pelo menos Crazy é boa!
Eu tbm nunca entendi o pq ter essas intros com elas falando em vários idiomas. É tão aleatório e desnecessário
eu gostava muito das intros dos 3 primeiros comebacks, principalmente do debut, mas acho que já deu uma saturada
Eu achei que era só o single, lançar um mini junto é muito arriscado ainda mais com toda polêmica.
todos os EPs do Le Sserafim seguem a mesma fórmula
fica difícil ouvir e se surpreender com algo q vem sendo feito constantemente
Pior que todos os eps delas seguem essa mesma fórmula a risca. Poderiam dar uma inovada nisso