O cover da Namie Amuro foi um saco e o single do álbum foi uma chatice, mas eu não desisti. Segurei a mão do MISAMO até o fim e acreditei que viria o álbum da década desse trio, então chegou o grande dia do lançamento do álbum e eu fui correndo ouvir, na esperança de que elas iriam me surpreender. No final, “HAUTE COUTURE” tem lá seus momentos mas, no geral, é um trabalho bem menos brilhante do que eu e os responsáveis pelo álbum queriam que fosse:

Artista: MISAMO
Álbum: HAUTE COUTURE
Lançamento: 06/11/2024
Gravadora: Warner Music Japan
Nota: 61/100
“HAUTE COUTURE” é claramente uma tentativa de fazer algo mais temático e conceitual para o MISAMO. O nome do álbum não é a toa, e temos o álbum explorando diversas sonoridades e estilos em músicas que a gente consegue se imaginar ouvindo em uma produção de photoshoot, num desfile de moda ou em algum provador da Riachuelo mesmo. Passando por momentos mais pop e retrô mas sem perder o refinamento que o grupo usou como direção no 1º EP, “HAUTE COUTURE” é uma tentativa do MISAMO entregar algo grande, empolgante, fashion e muito legal de se ouvir. É uma visão audaciosa, promissora e algo que poderia abalar as estruturas e homossexuais fashionistas por aí… Só é uma pena que o álbum é mais uma tentativa que um acerto.
A tragédia já estava meio que anunciada nos singles promocionais, com “NEW LOOK” e “Identity” sendo duas músicas completamente desinteressantes, mas escolhi acreditar no potencial do MISAMO e ouvi álbum completo de coração aberto. O álbum não é tão ruim quanto eu esperava, mas a maior parte dele acaba sendo uma extensão do material promocional, onde boa parte das músicas pode ser resumida em performances vanilla por parte do trio, ideias de produção pouco envolventes, a frequente sensação de não entender onde os responsáveis queriam chegar com esse álbum em diversas músicas. Nenhuma música chega a ser ruim de fato, mas o “HAUTE COUTURE” entrega mais momentos muito chatos do que eu gostaria.
O álbum tem seus destaques: “RUNWAY” é uma faixa MUITO boa e single moral desse EP, o solo da Mina explora muito bem a cantora em um R&B consistente e gracioso, e “Baby I’m Good” é o exemplo de música sofisticada com uma ou outra virada retrô que combina muito bem com a ideia do álbum. Essas 3 músicas são as que melhor mostram o que o HAUTE COUTURE deveria ser, mas eu simplesmente não consigo comprar essa ideia no resto do álbum, que passeia entre o mais ou menos e o desinteressante. A performance mais light e fofinha da Sana e da Mina, por exemplo, é a mesma em quase todas as músicas e isso deixa o álbum todo ainda mais esquecível, e falta personalidade para fazer a maioria das músicas brilharem por conta própria. Já a Momo é a que mais se esforça em parecer que está cantando músicas diferentes, mas o solo dela é o pior dos 3 (E um dos pontos mais baixos do álbum também), aí fica difícil falar que ela está muito melhor que as outras.
No geral, “HAUTE COUTURE” é um álbum com uma ideia muito boa e promissora, mas uma execução pouco ousada e muito rasa que torna esse álbum pouco expressivo. Poucas são as músicas que deixam uma impressão mais forte nesse trabalho, e são mais momentos menos do que mais. Ao longo dos quase 30 minutos eu senti diferentes níveis de tédio e alguns picos de confusão com músicas que não parecem ir tão a fundo na ideia mais fashion e elegantemente descolada que o álbum quer ter, somado a interpretações tão rasas e vanilla quanto. Um EP aceitável com melodias agradáveis no final do dia, mas falta potência nas músicas individualmente para o conjunto ser mais marcante (Ou que, pelo menos, me dê vontade de ouvir de novo).
Faixa a Faixa
O álbum começa com o single “Identity”, que é definitivamente uma música. Aprecio a ideia de fazer um batidão pop mais fierce, é uma virada interessante do R&Bzão mais sofisticado de “Do not touch” no papel mas, na prática, nem todas ali seguram esse conceito e a música vira um grande mornaço, com vocais meio sem graça minando o instrumental e nada sendo muito bom ou tendo tempo de ser muito bom (Chegou o dia em que o TWICE meteria uma música de 2 minutos e 20 segundos como single e isso foi triste). “RUNWAY” vai para um caminho mais interessante sendo uma música de playlist da Renner, é fashion, divertida, dinâmica e me dá vontade de comprar um conjuntinho fofo de roupas ouvindo. O instrumental é mais legal e envolvente, os vocais pseudo sussurrados são bem gostosos e a virada do refrão é deliciosa. Single moral desse EP.
“Wah Wah Wah” é uma música que passou por mim e eu não entendi onde os produtores queriam chegar com ela. Hora a música parece ir para um caminho mais pop fierce, mas aí entram os wob wob wob no instrumental tentando deixar a coisa mais divertida. Vocalmente tem o mesmo problema de “Identity” da interpretação não combinar com a produção, o que acaba deixando a música irrelevante. É uma tentativa de pop mais descompromissado com a intenção de divertir mas que, no final, é bem chatinha e só enche o álbum mesmo. “Baby I’m Good” vai para um lado mais retrô, misturando o R&B mais classudo com uma ou outra referência de jazz de vitrola aqui e acolá. É uma música muito elegante e satisfatória, que me dá muito prazer ouvindo e remete a “Alta Costura” que o álbum tenta trazer como conceito, sem um grande momento de ápice na produção mas que se destaca pelo conjunto classudo e redondo que tem. Já “Daydream” não me deu muitos sentimentos além de “Nossa, que música chata”, então vou só passar pra frente e seguir.
O cover de “NEW LOOK” da Namie Amuro impressiona muito pela chatice e a decisão erradíssima de minar a coisa mais relevante da produção original (O sample de “Baby Love”), e a música vai de uma releitura moderna da definição de música pop dos anos 60 para qualquer produção genérica puxada ao retrô. Dito isso, me impressiona esse cover caminhando para ser o maior hit envolvendo o TWICE em anos no Japão (Os japoneses gostaram mesmo desse trabalho água com açúcar ou só estão com saudades de ouvir alguma coisa da Namie mesmo e estão lutando com o que tem?). Fechando as músicas do trio nesse álbum temos “Jealousy”, que se destaca como o momento onde temos os vocais mais imponentes do trio nesse álbum. O instrumental carregado pelo baixo é mais simples e precisa de uma performance mais viva, e acho que o trio consegue fazer algo interessante, especialmente no refrão que ficou bem legal. Por si só não é uma faixa muito brilhante mas pelo menos tenta fechar o álbum com mais energia e eu aprecio isso. Talvez o álbum não seria tão mid se rolasse esse ânimo em entregar vocais mais relevantes nas outras faixas, mas segue o baile.
O MISAMO disponibilizou todos os solos (Que são bônus nas edições físicas) no streaming, fazendo o EP virar um álbum com mais 3 músicas. Começando pelo solo da Mina “Misty”, temos um R&B de tempo médio bem clássico e, por isso mesmo, muito bom. Esse é o típico R&B mais vibing que nunca viraria single em um grupo pop mas é uma adição elegante e interessante, que prende a minha atenção e me faz balançar a cabeça com o ritmo da música, sendo o grande destaque do álbum junto com “RUNWAY”. “Money In My Pocket” da Momo é o hip hop mais selvagem do álbum pois a Momo é a gatinha mais badass do trio e precisam ressaltar isso, mas a música é uma bobagem. Tinha futuro se fosse uma bobagem divertida e unserious como “Money In My Bag” da Koda Kumi, mas focaram muito em vender a Momo como uma grande gostosa com atitude e o resultado cria um ponto de interrogração na minha cabeça pensando “Por quê?”. Por fim, “Mirage” da Sana é uma música bonitinha que não vai além disso. Gosto do refrão aqui, mas os versos fazem a música ser um grande fillerzão.
Concluindo…
A alta costura? Era BLANC ECLARE.
JYP tentando lucrar os últimos R$0,15 centavos com esse grupo morto.
Não trabalhou a imagem individual das garotas, agora conta com 9 palmitos sem alma. Todo solo vai flopar, subunits tbm.
Melhor matar esse grupo podre e o ITZY logo e lançar um novo.
Não consigo não deixar de pensar que essas músicas, mesmo sendo toleráveis à medíocres, conseguiriam algum engajamento e seriam mais gostosinhas se fossem outras idols cantando.
A Mina é a única na sub-unit que consegue entregar vocais minimamente aceitáveis, mas o tom de voz dela é muito fraco pra conseguir carregar uma música que saia do estilo do solo dela.
E alguém dá aula de canto, entonação vocal e respiração pra Momo e pra Sana, pq que coisa desagradável que foi ouvir as duas nesse álbum, as vozes delas estavam MAIS anasaladas do que antes e pior, tem dezenas de bsides do Twice que a gente pode ver que elas conseguem cantar com um tom de voz melhor.
Se o primeiro EP delas foi até bom e bem feito, esse aqui foi de uma tristeza medonha (se bem que a JYPE tá ativando esse modo medonho com tudo que envolva o Twice ultimamente).
o que me incomoda no MISAMO é a falta de uma boa vocalista pq mesmo eu achando a mina uma vocalista decente, a voz dela é muito basiquinha e não me passa emoção nenhuma. a sana tem uma voz tanto faz e a momo, bom, sem comentários. Como um bom vocalista faz diferença em uma música né… no final, as musicas são meio monótonas o que é uma pena… mas os visuais estão lindos a momo é linda também
Ai gente… Eu sou once de carteirinha, mas esse álbum delas é muito medíocre. Não teve sabor, não teve o molho, nada que fosse muito agradável, pra ser sincero. Sou muito mais o 1⁰ álbum delas, pelo menos ali elas trouxeram algo mais classudo e bem elaborado (Do Not Touch é tão icônico que vive até hoje nas minhas playlists).
“A alta costura? Era BLANC ECLARE.” Soltei um risinho lendo essa frase.
Mas sério, que tristeza porque realmente estava com expectativas altas por achar interessante o conceito do álbum e gostei tanto dos visuais das fotos, foi um balde de água fria. E claro, por elas virem com um cover da Namie e jurava na inocência que não mudariam tanto a música.
Fica um sentimento indigesto pensando no que o álbum realmente poderia ter sido, porque repito o quão indignada estou por ter achado as fotos lindas, junto com o clipe de Identity e ter saído uma coisa tão mais ou menos.
O shade pra Jararung, coitada, da mina, momo e sana claro de serem comparadas a essa nojenta.