Top Top.jpg: 10 lançamentos que me fizeram pensar “Ou elas fazem sucesso agora ou não fazem sucesso nunca mais” (E nunca fizeram sucesso)

O sucesso não é para todo mundo e isso é fato. Esse blog, por exemplo, está aí há uns 6 anos tentando alcançar o topo dos charts na internet e nada, assim como vários girlgroups que tentaram de tudo um pouco e nunca viram a cor do Perfect All Kill. Alguns comebacks desses nomes são tão bons que você pensa “Meu, se não hitarem essa música elas não hitam mais nada”, aí elas não hitam e o destino acaba sendo o fim de carreira. E o Top Top.jpg de hoje traz 10 músicas que todo mundo teve fé e pensou “É agora ou nunca, divas!” (E deu nunca). Sem mais delongas, vamos ao post:

10º lugar — DIA – WOOWA

Todo mundo meio que sabia que a MBK não emplacaria absolutamente nada depois do escândalo do T-ara, mas eles passaram uns bons anos tentando com o DIA. E com o histórico de participar (E ganhar) survival shows que as integrantes possuíam + a popularidade da Chaeyeon individualmente, era como diz o ditado: A esperança é a última que morre. E a esperança ganhou nome e música em 2019, quando o grupo lançou o delicioso pancadão “WOOWA” e todo mundo estava lá por elas. Era agora ou nunca para o DIA… E deu nunca, com “WOOWA” sequer figurando o Top 200 do Circle. Depois disso, um comeback que mais parecia lançamento de disband e 2 anos de hiatus até oficializar o disband.

9º lugar — BESTie – Excuse Me

O BESTie era um grupo que todo mundo acreditava que uma hora emplacaria. Até aquela revista que ranqueava a popularidade de girlgroups botou o BESTie uns 3 anos seguidos como um grupo que, em algum momento, ficaria popular, então as leftovers do EXID em algum momento tinham que conseguir algo, certo? A resposta, infelizmente, era NÃO. A última tentativa delas com “Excuse Me” era o pop retrô com sax que arranjava hit para qualquer grupo de 2º escalão na Coreia e geral pensou “É agora BESTie”, mas não foi. Em outros tempos um 74º lugar na Gaon poderia ser um sinal de que o grupo ainda tinha chance de acontecer com o povão mas, em 2015 e com 3 anos de grupo nessa área nebulosa de popularidade, ninguém levava mais fé. Um comeback para 2016 até foi planejado, mas nunca aconteceu e o grupo apenas disbandou.

8º lugar — FAKY – Someday We’ll Know

Muito antes da avex emplacar o XG como grande grupo japonês para dominar o mundo e acabar com o K-pop, a empresa passou uns bons anos tentando fazer o FAKY acontecer como grande grupo global da empresa. O grupo teve vários momentos em que lançaram hinos, os 12 fãs delas pensavam “É agora que o hit vem” e nunca veio, com “Someday We’ll Know” sendo um dos mais emblemáticos pelo FAKY finalmente conseguir lançar um (mini) álbum depois de uma tonelada de lançamentos digitais nos anos anteriores. Com um lançamento físico, a avex faria a boa e ajudaria o grupo a alcançar o topo, certo? Bem, o mini álbum alcançou o 75º lugar na Oricon e ficou por isso mesmo. Ninguém ligava para o FAKY, e nada parecia mudar isso.

7º lugar — CLC – Helicopter

Todo mundo aqui sabe que não sou fã da discografia do CLC e acho “HELICOPTER” bem qualquer coisa, mas muita gente na fanbase era e semanalmente repetia o quão injusto era o grupo não ter um hit na carreira. O último single do grupo, “HELICOPTER”, mobilizou a nação kpopper pois, ali, todo mundo sabia o que esse single significava: O primeiro single digital em quase um ano, depois de 5 anos no mais absoluto flop e com o (G)I-DLE ganhando atenção como um dos girlgroups populares de sua geração… Se não hitasse agora, o grupo nunca mais veria um single em vida. A música, seja pela qualidade ou pela mobilização em não deixar o CLC flopar, alcançou números interessantes internacionalmente (73kk no YouTube e 56kk no Spotify, muita gente chamaria de hit hoje em dia), mas a Cube nunca soube lidar com a popularidade internacional de seus atos e, depois de mais um flop dentro da Coreia, botou o CLC para correr da empresa.

6º lugar — NS Yoon-G – Wifey

Acho que só eu e mais umas 4 pessoas lembram da existência da NS Yoon-G como cantora, mas a diva estava em uma espécie de ascensão como diva do R&B coreano depois de figurar a parte de cima dos charts com singles como “If You Love Me” (16º lugar) e “Yasisi” (17º lugar), além do dueto “Fluttered Feelings” com o Giriboy dar o 1º Top 10 da carreira dela. Em 2015 ela anunciou o single “Wifey” com o MC Mong, que tinha arrancado um dos maiores hits da Coreia no ano anterior, e eu levei muita fé que essa parceria seria a que botaria a NS Yoon-G de vez no topo… Mas eu não sabia que a moral do MC Mong com os coreanos era mais suja que pau de galinheiro, e a maioria dos comentários na época do comeback era questionando/criticando a escolha da cantora de colaborar com um cara que não tinha o menor respeito com o próprio país. O resultado: 60º lugar no Gaon, e depois disso apenas um single de verão (Que teve um desempenho melhor até, alcançando o Top 30) antes dela largar a carreira como cantora e focar na de atriz.

5º lugar — April – LALALILALA

O April foi um grupo que a gente passou um bom tempo pensando “O que raios a DSP está fazendo com esse grupo?”, mas teve uma fase mais promissora. Quem aí não ficou falando que se sentia culpada por ser bonita cantando “Oh My Mistake”? E com a popularidade da Naeun disparando na Coreia, era o momento perfeito para arranjar uma música matadora que botasse o April no topo. Essa música foi “LALALILALA”, synthpop belíssimo que invocava os melhores momentos do Sweetune no K-pop e é maravilhosa do início ao fim. Apesar do 40º lugar de pico nos charts, “LALALILALA” foi estável o bastante para se tornar uma das músicas mais vendidas de girlgroup em 2020, e todo mundo acreditou que era o 1º passo para o grupo atingir o passo… Uma pena que, depois de um single especial de verão mais ou menos, o passo seguinte foi o grupo virar protagonista de um dos mais escândalos de bullying da Coreia com sua principal integrante sendo acusada de tacar o terror na época de colegial, e foi daí pra vala do disband.

4º lugar — 9MUSES – Hurt Locker

Se teve um grupo que o kpopper homossexual jurou que deveria acontecer, esse grupo era o 9MUSES. A quantidade de hinos que o grupo lançou e fez todo mundo pensar como raios a Coreia não comprou e transformou elas no girlgroup da nação é enorme, mas acho que a música que mais me deu a sensação de “É agora ou nunca” foi “Hurt Locker”. Depois do bom desempenho (para elas) de “Drama” com o melhor pico do grupo nos charts (13º lugar, se tem “1” na posição é hit) elas vinham com tudo, e “Hurt Locker” era O delicioso batidão pop de verão que dominaria o ano de 2015 e mostraria para o SISTAR e AOA quem eram as supremas do verão. Todo mundo acreditou que “Hurt Locker” seria o evento, mas o 32º lugar no Gaon (Pior posição delas em 3 anos) acabou com o sonho. O 9MUSES ainda tentou com mais alguns singles e mudanças de formação nos anos seguintes, mas se “Hurt Locker” não vingou como O single de verão de 2015, era sinal que não era para o Nine Muses ser um sucesso.

3º lugar — Mariya Nishiuchi – Motion

Com a Kana Nishino redefinindo conceitos de solista no J-pop e a Namie Amuro iniciando a papelada para a aposentadoria, a instituição “diva pop” começava a definhar no Japão, mas ainda havia quem tentasse ser resistência. A Mariya Nishiuchi, por exemplo, ainda tentava emplacar uma carreira como cantora e, no 7º single “Motion”, eu realmente acreditei que ela conseguiria. Um pop potente, dançante e chiclete, que abraçava as tendências pop de 2015 (Mesmo sendo lançada em 2017) e ainda foi tema de dorama. Tinha tudo para ser um sucesso e a 1ª semana foi até promissora, com ela segurando um Top 20 na Oricon e alcançando o 7º lugar na Hot 100 Japan, mas duas semanas depois a música já estava fora do Top 40 e aí foi ladeira abaixo. Esse foi o último single da Mariya como cantora, e depois disso ela saiu da Sonic Groove com uma fofoca deliciosa sobre ela ter descido a mão na cara do CEO para se dedicar a carreira de modelo.

2º lugar — Dal Shabet – Someone Like U

O Dal Shabet foi um grupo que ficava ali, figurando no Top 20 dos charts em seus comebacks, mas era um grande QUASE com o público coreano: Todo mundo conhecia, mas ninguém era fã. E com a saída de Jiyul (Que era uma das populares do grupo) e Gaeun (Que era do grupo), o futuro parecia incerto para as comadres. Mas aí veio “Someone Like U”, e todo mundo parecia estar com fogo no olhar aqui. O hino não só parecia o chequemate do Dal Shabet mas também do Brave Brothers, que estava vivendo uma fase de vacas magras depois que o AOA optou por largar ele para apostar em produtores internacionais meses depois. A música é deliciosa, a produção é viciante e o refrão é um dos meus favoritos de todo o K-pop, e eu acreditei que, se não fosse com essa, elas nunca mais hitariam… E foi o que rolou: A música mal figurou no Top 100 dos charts e o Dal Shabet só teve um comeback (Que flopou mais ainda) antes do disband.

1º lugar — Rocket Punch – Chiquita

O que me fez colocar o Rocket Punch acima do Dal Shabet é que, bem ou mal, as Shabetas ainda tiveram atenção na Coreia. Já o Rocket Punch passou batido em TODOS os lançamentos, e a Woollim parecia perdida com isso (uma vez que o Lovelyz conseguiu certo sucesso desde o debut), e meio que atirava de qualquer jeito para ver se alguma coisa colava. Nisso nasceu CHIQUITA, single do 4º mini álbum do grupo que poderia ser uma referência a Chiquita do ABBA, mas NÃO: Era o Rocket Punch descolando a música da vida delas. Por mais que tenhamos synthpops icônicos no K-pop, “CHIQUITA” é o tipo de synthpop que é um em um milhão: O drama, a sensação mágica, os vocais no ponto, o refrão viciante… TUDO é arrebatador nesse comeback, e o minuto final é uma das coisas mais emblemáticas já feitas no K-pop. Todo mundo que ouviu essa música acreditou que agora vai… Uma pena que o “todo mundo” não era muita gente, e o Rocket Punch seguiu amargando no flop até oficializarem o disband ano passado.


Quem também está no clima de “agora ou nunca” é a Casa 1, uma das mais relevantes e importantes casas de acolhimento da comunidade LGBTQIA+. Há algumas semanas a Casa 1 havia anunciado o encerramento de suas atividades por conta de falta de recursos, e desde então a mobilização com doações para manter o projeto vivo está a todo vapor. Tem diversas formas de ajudar a Casa 1 a manter as atividades e eles listaram lá no Instagram deles como você pode manter esse símbolo da resistência LGBTQIA+ ativo e seguindo com o amparo e qualificação da parcela mais vulnerável da população. Seja divulgando nas redes ou ajudando com doações, contribua e mantenha o sonho da Casa 1 e das pessoas beneficiadas pelo projeto vivo.

13 comentários sobre “Top Top.jpg: 10 lançamentos que me fizeram pensar “Ou elas fazem sucesso agora ou não fazem sucesso nunca mais” (E nunca fizeram sucesso)

  1. O Rocket punch lançou uma sequências de mscs boas de 2021 pra frente (aquela última msc delas a gente finge que não existiu), e msm assim não deu certo oq é bem triste..

  2. Fora que quem redefiniu conceitos de solista no Japão foi basicamente a Yui. É o que vemos em 90% dos solistas no Japão hoje, low profile a ponto de alguns nem mostrarem o rosto, violão na mão, vocais suaves, lançam a mesma música toda vez e os japoneses hitam mesmo assim. A Kana já foge um pouco disso, já que ela é da subcultura Gyaru.

  3. Aí Dougie, detesto quando vc coloca a culpa da decadência do Jpop na Kana Nishino kkkk ela pelo menos ainda tenta, né? Os outros tão aí lançando demos da SoundCloud. Kana, estarei nas trincheiras contigo!

  4. É uma pena que a Coreia hite grupos de empresas mais conhecidas. Claro que a gente sabe que tem o incentivo financeiro e distribuição, porém tem alguns casos que o sucesso doméstico ultrapassa isso e temos estes exemplos de boas músicas que poderiam ter estourado e no fim, ficam apenas como hit nas nossas playlists.
    Lembro de quando o 9muses trocou a formação, veio com Drama, conseguiu um certo sucesso e então Hurt Locker. Eu estava super na torcida de fazerem o grupo acontecer, mas morreram na praia.

  5. Chiquita merecia mais reconhecimento, quando essa toca me sinto envolta em uma nuvem de alegria.
    O que me pega muito no Kpop é que músicas muito ruins hitam e músicas muito boas flopam!!!
    Até hoje não entendo pq a Coreia nunca deu moral pra Someone Like U, essa música é maravilhosa!

    • Falta de promoção ajuda a hitar. A indústria não é só talento e música boa, se não tiver divulgação, investimento e marketing às vezes a música não pega mesmo.

  6. nossa, pensando aqui que o refrão de we go up do babymonster é bem parecido com o de HELICOPTER

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