Acho que todo mundo pensou que estava muito cedo para o BABYMONSTER lançar um full album com pouco mais de um ano de carreira (Levando em conta que o girlgroup anterior da YG levou uns 4 para conseguir tal feito), mas aqui estamos com o 1º álbum completo desse pequeno grupo “DRIP”. A ideia de ouvir 9 faixas do BABYMONSTER de uma vez não é das mais animadoras dado o catálogo fraquíssimo que esse grupo tem mas, no final, a falta de expectativas acabou sendo uma surpresa positiva com um álbum bem aproveitável:

Artista: BABYMONSTER
Álbum: DRIP
Lançamento: 01/11/2024
Gravadora: YG Entertainment
Nota: 75/100
Eu sei que você, leitor assíduo e empenhado desse blog, estava esperando ansiosamente para esse post descer o pau em mais um álbum do BABYMONSTER e, até mesmo se eu elogiasse alguma coisa, seria descendo o pau do mesmo jeito por ser o meu jeitinho brat e rançudo de ser. E provavelmente eu farei isso conforme esse post for se desenrolando mas, o principal aqui é que eu achei o álbum BOM. Até eu me choquei quando terminei de ouvir e concluí que boa parte do DRIP é bem aproveitável e divertido, e que o álbum poderia ser ainda melhor se a YG não estivesse empenhada em criar a pior sequência de singles que um girlgroup de K-pop poderia lançar em cima dessas coitadas.
O material não promocional do DRIP é muito legal, e o motivo é que a YG faz músicas de verdade onde elas não estão só ali soltando um rap horrível numa persona forçadíssima de mina fodona enquanto o beat mais cansado do hip hop derruba a minha vontade de viver. Batidas divertidas, meninas cantando ali no meio dos raps, refrões gostosos e um ritmo carismático meio que ditam o que as b-tracks do DRIP são. Claro que tem um ponto fora da curva que é “Woke Up In Tokyo”, mas essa é uma música tão assumidamente horrível que dá a volta e fica algo camp (E tem o plus de ser uma das poucas coisas desse álbum que não parece que qualquer girlgroup da YG teria coragem de lançar). Se até a album track mais tranqueira conseguiu me divertir, é sinal de que o álbum tem seu valor.
Um outro acerto do DRIP é ter deixado o lado EDM brilhar nesse álbum. Estamos falando da YG, então é claro que estamos lidando com alguns dos EDMs mais datados e com bafo de catuaba das baladas gls mais quentes de 2017 mas, particularmente, eu estou aqui para o K-pop servir o farofão mesmo. Colocar “Love In My Heart”, “Forever” e o remix de “Batter Up” na segunda metade do álbum foi uma decisão que me levou diretamente para algum cd do Summer Eletrohits da década passada e isso seria ainda mais transcendental se viessem em sequência e não tivesse “Woke Up In Tokyo” atrapalhando a tracklist.
O ponto que eu destacaria como mais baixo aqui é que o álbum, no geral, é mais a cara da YG do que do BABYMONSTER. Ainda sinto que falta mais personalidade nessas produções do BABYMONSTER para afastar esse encosto que as músicas delas tem de parecer com qualquer demo que a YG tinha guardado para qualquer outro grupo e resolveu desovar nelas. “Ah mas essa é a identidade da empresa, a epítome do hip hip hop da YG” oh irmã, a identidade da YG é horrorosa e a epítome do hip hop deles me dá depressão a cada lançamento. “CLIK CLAK” é penosa e a YG já devia ter notado que esse grupo ainda não consegue segurar nada no pseudo flow delas, mas duvido muito que as coisas vão mudar tão cedo para o grupo. Até as faixas que fogem dessa regra parecem descartes de outras eras/grupos da empresa e, já que a YG não deve se mexer muito para mudar essa fórmula mais manjada de montar álbum, ela devia pelo menos se esforçar em dar uma chacoalhada para a execução ter, pelo menos, alguma coisa que fale “Nossa, isso é a cara do BABYMONSTER”.
Acho que o caminho para o BABYMONSTER é apostar no mais básico mesmo. Se tem algo que o DRIP mostrou para mim é que elas são um bom grupo que consegue fazer bem um arroz com feijão, e que elas são bem competentes quando estão lançando músicas pop que tem uma intenção de divertir ou emocionar quem ouve, e não tentar provar incessantemente que esse é o grupo mais fodástico que o K-pop atual tem a oferecer. O DRIP como um todo é uma experiência agradável e tem mais pontos positivos que negativos e o conteúdo dele é bem melhor que o material promocional, e agora é partir disso para o grupo evoluir e criar a epítome do pop BABYMONSTER em algum momento. Pela primeira vez eu vejo potencial nesse grupo musicalmente, e o que resta é ver se a YG está afim de estragar isso (Provavelmente está).
Faixa a Faixa
O álbum começa com a terrível “CLIK CLAK”, que resume tudo de ruim que a YG poderia fazer para um girlgroup em 2024. Uma batida hip hop cansada, uns raps meio bestas, essa atitude fodona que até agora não convenceu ninguém com mais de 18 anos, a fórmula morta da YG de fazer música hip hop com uma virada de 20 segundos mais eletrônica no final. Eu começo a música entediado e termino pensando que a YG ri da minha cara sabendo que eles vão lançar como single e eu terei que comentar aqui no blog. Depois temos a faixa título, e se “DRIP” traz outra fórmula meio morta da YG fazer música pop, pelo menos aqui o foco é conseguir uma farofa mais divertida. E dá certo, especialmente no refrão onde o farofão ganha ainda mais crocância. A música perde o brilho pelo fato do álbum ter músicas bem mais interessantes para mim mas o BABYMONSTER não lançou muita coisa melhor que isso como single até hoje, então tenho que dar créditos pelo grupo ter lançado algo aceitável e divertido como faixa de comeback, pra variar.
“Love, Maybe” desacelera as coisas na clássica baladinha voz+guitarra da YG, onde temos o grupo mostrando o potencial vocal e de interpretação pela primeira vez em uma música que não é um saco. Aqui a gente consegue notar as diferenças de timbre de cada uma, se envolve com as vozes das integrantes e essa energia mais melancólica que encanta (Especialmente no final, quando elas sobem o tom e o violino surge para dar uma delicadeza ainda maior nessa música). Ótima música, tal como “Really Like You” que traz o BABYMONSTER de volta para o hip hop mas PASMEM, temos uma música mais sentimental com elementos de hip hop old school/anos 90 e uma melodia de verdade ao invés de um beat vazio, o que permite que essas meninas entreguem uma performance mais sentimental e carismática. “Really Like You” mostra que o BABYMONSTER consegue SIM entregar um hip hop de girlgroup bom se a YG voltar para as raízes e não tentar convencer que esse bando de adolescente tem o SxWxAxG das quebradas mais perigosas de Seul.
“BILLIONAIRE” é descrita pela YG como uma música do “estilo braggadocio e uma reinterpretação do pop R&B Y2K”, e eu apreciei muito a ideia de fazer um Pop Y2K mesmo não fazendo a menor ideia do que é um braggadocio (Mas entendo a ideia de fazer uma faixa com rap mais cadenciado e melódico que, realmente, tinha ali pelos anos 2000 mesmo). Já que a YG quer me convencer que esse é um grupo de rap com uma ou outra casualmente cantando e soltando high notes, “BILLIONAIRE” é um bom caminho para destacá-las do resto da indústria (E dos outros trabalhos da YG). Já “Love In My Heart” é basicamente a mistura do BABYMONSTER de “Don’t Know What To Do” com “Lovesick Girls”, o que definitivamente é um elogio por serem duas das minhas músicas favoritas do BLACKPINK. É um EDM meio datado? É, mas eu gosto da melodia me dando certo conforto e nostalgia, assim como as próprias meninas que tem um tom muito agradável cantando aqui.
“Woke Up In Tokyo” é uma particularidade na vida do BABYMONSTER (E da YG como empresa). Isso aqui é horrível em qualquer sentido, a letra parece ser escrita pelo ChatGPT depois do prompt pedir um lyric com o maior número de referências possíveis a Tóquio/língua japonesa e o instrumental com o tenebroso sample de música infantil ganhando um batidão hip hop é sofrível. Mas isso daqui é assumidamente horrível. “CLIK CLAK”, por exemplo, é um horrível onde todo mundo estava convencido que um grande trabalho do hip hop foi feito, enquanto “Wake Up In Tokyo” é praticamente uma paródia de gosto duvidoso do hip hop badass. A Ruka deve ter tirado muita onda participando da composição e a Asa deve ter olhado para os produtores com um olhar de “É sério isso?”, mas achei legal que as duas abraçaram o camp e toparam gravar isso. Se for levar a sério “Wake Up In Tokyo” você passa raiva mesmo, mas a experiência desse álbum está tão boa que simplesmente vou levar por um lado mais unserious e pensar que a música é tão tosca que dá a volta e diverte.
O álbum termina com duas reciclagens, e a primeira vitória é que nenhuma dessas reciclagens envolve a pavorosa “SHEESH”. “FOREVER” é um pop/EDM datadíssimo daquela era aviciiesca onde toda música eletrônica tinha um elemento mais country, e eu, como bicha datada que sou, adorei essa parte em específico. A virada para o rap depois do primeiro refrão é um grande “Por quê?” na vida dessa música, mas o resto da música é uma farofa simpática que não me ofende. Por fim temos o remix de “Batter Up” que transforma aquela joça de debut em um dos maiores farofões que um girlgroup nugu lançaria como single de verão ali em 2016 (Ou o 2NE1 meteria como album track até 2012/2013), e isso é facilmente o melhor redirecionamento de som que essa música poderia ter. Esse final subindo os ânimos e confiando na potência de uma farofa nugu é algo que eu não esperava vindo da YG, e que bom que eles fizeram isso.
Concluindo…
Um passo para frente na vida do BABYMONSTER e da YG pois, resumindo tudo, é melhor que qualquer álbum do BLACKPINK.
Click clack é vergonhosa, sinceramente. Fazia tempo que eu não sentia VERGONHA com algo assim, elas jurando que são as maiores negonas do mundo, não dá! E a coreografia conseguiu deixar tudo mais vergonhoso ainda, um estilo de dança que só funciona na mão de quem tem o tal do molho e aí colocam essas crianças todas engessadas pra dançarem (única que deu conta foi a chiquita). Já estamos cansados de saber que o kpop suga a cultura negra americana, ainda mais pra esses números de rap, mas quando além de fazerem isso, ainda fazem mal feito, não dá pra perdoar.
Queria muito que a yg largasse o osso de tentar ser uma empresa de rap “moderno” e entendesse que essas meninas são um grupo VOCAL, investisse em músicas que valorizem isso com um rap mais pontual ou pelo menos menos agressivo, respeitando o tom de voz e estilo delas. Não aguento as coitadas gritando por cima da batida pra tentar servir atitude, sem condições.
O remix de batter up é a versão da música que elas cantam no show. Quando soube que a yg ia meter essa no album achei um desperdício, mas ficou bem legal. Eu gostei do drip, achei um trabalho decente. inclusive é melhor que o mini whiplash do aespa e o mini do illit… quem diria, yg. sim, também achei melhor que o the album e born pink ( e olha que eu curto umas 4 músicas do born pink e 3 do the album) kkk
Bom saber que o BM entregou um álbum bom; agora é torcer pra elas começarem a entregar também SINGLES bons.
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Em outro assunto, não sei se vocês viram, mas o Road to Kingdom: Ace of Aces já terminou. O grupo vencedor chama Cravity (não faço a menor ideia de quem sejam), enquanto o Oneus fracassou pela segunda vez seguida (embora justiça seja feita, dessa vez eles pelo menos terminaram em segundo lugar).
O interessante é que o Wikipedia só menciona como prêmio uma vaga pro grupo vencedor participar da KCON, mas não fala nada sobre vaga num eventual Kingdom 2 – ou seja, é provável que nem haja um Kingdom 2. Será um sinal de que a Mnet vai reduzir um pouco o flood de survival shows de k-pop?
Oq me deixa putona é a YG querer vender o babymonster como grupo de rap, manas por favor 2024 já…descansa. Mas de fato, não esperava o que ouvi nesse álbum. O que eu disse no post de drip, sobre as divas ter versatilidade NO VOCAL, se concretiza aqui e mostra que não é apenas a Ahyeon gritando que mostra que as gatinhas tem gogó.
Really like you é uma delícia de se ouvir no final do dia de 8 hrs trabalhadas pelo CLT (MINO realmente entregou a maioral pra elas). É tão boa, que eu esqueço que a joça de Wake up on Tokyo existe dentro desse álbum, e seguida de billionare é um ótimo acerto.
Eu concordo quando disseram que o BM não tem a cara de girl group da YG no sentido de continuar a pavorosa identidade de 2ne1/BlackPink. Elas tem outro brilho e espero que eles saibam aproveitar isso, já que os melhores singles das divas não se parecem nada com oq o yg in your area faria.
o babymonster é um grupo vocal a yg precisa colocar isso na cabeça. o grupo tem 5 vocalistas que são muito boas e até mesmo as rappers tem uma voz decente pelo menos pra segurar umas notas mais básicas e fazer harmonia. o legal pra elas era apostar em algo puxado pro r&b ou pop mais jovem e colocar alguns trechos de rap só pra aproveitar a asa e a ruka que são boas rappers pros padrões do kpop, mas sem fazer a música delas ser só sobre rap.
Really like you tm canetada do mino, né… ele é muito artista mesmo. eu amei essa música.
Nossa, você disse tudo!!!! Isso e tirar elas da sombra do bp, chega
Como disse no post de drip, o album delas é uma grata surpresa. não sei se é pq eu tava esperando algo no máximo mediano, mas recebi um album bom. Eu curti drip e achei as
bsides são bem boas e (acho um desperdício que a yg não vai promover essas músicas). Confesso que click clack tem crescido comigo, acho q são os edits de tiktok kkkk agora a unit da asa e ruka é bem medonha mesmo, tão tosca que chega a ser engraçado kkk uma pena pq eu acho as duas japonesas muito boas, elas mereciam algo melhor.
I really like you é a minha música preferida. Uma delícia me lembrou algo que o winner ou akmu lançaria lá pelos 2016/2018, que época boa do kpop. Love, maybe é linda e mostra como elas acertam em músicas que exploram o vocal. E love is in my heart também é muito fofa, adoro essas farofinhas EDM datadas.
Vi muitas pessoas reclamando que a maioria das músicas são em ingles, acho q a yg aceitou que a coreia nunca vai abraçar o babymonster como o grupo da nação então eles estão apostando no mercado global. eu acho arriscado pq grupo de kpop tem que se consolidar na coreia primeiro, mas pelo que vi elas têm uma fanbase crescendo em outros países da ásia e os números globais delas são até decentes pra um grupo da 5 geração. boa sorte pras meninas.
O shade pro blackpink no final kkkk pior que eu concordo pq o album drip é bem mais aproveitável do que os 2 fulls das pinks
O álbum é muito bom, e prova que o problema do BabyMonster é a YG, as meninas não tem nem cara de trainees da YG, os maiores defeitos desse álbum é a title track ser esquecível (e a outra ser a segunda pior música do ano) e “Woke up in Tokyo” não só pela música ser horrível, mas também é um desperdício de colocar uma unit no álbum ainda mais uma unit ruim.
nunca imaginei acordar e estar vendo uma review falando bem de qualquer coisa do bm nesse blog