Esse post estava pronto para ser publicado no dia 9, que foi quando “Crazy” do 4minute completou 10 anos de lançamento, mas aí eu, simplesmente, esqueci de postar… ou programar o post… ou fazer qualquer coisa que postasse isso aqui no dia certo (10 anos usando wordpress e ainda não sei fazer o básico, esse é o blogueiro que vocês seguem). Mas lembrei casualmente do babado da Anitta supostamente plagiando o 4minute e lembrei depois que tinha esse post para postar, então vamos reviver esse grande momento das interações entre kpoppers e pessoas normais na internet (E também relembrar o BOP que é “Crazy”):
Em 2015 o 4minute decidiu que estava cansado de lançar hits com o Brave Brothers, então escanteou o moço e apostou em algo novo… Ou melhor, algo REVAMPED. Na prática, “Crazy” marcaria a pretensiosa, drástica e emblemática virada 180º da carreira do 4minute. Se pops coloridinhos e carismáticos de refrão chiclete eram o que o 4minute estava fazendo de melhor até aqui, o que seria o exato oposto disso? Se você disser “Um hip hop badass monocromático e cheio de atitude”… Bem, você acertou, pois é exatamente o que temos com “Crazy”.
O ponto dessa virada é que o 4minute não partiu para o óbvio (o conceito sexy mais rampeira) e apostou em um farofão mais confiante, baseado em hip hop e “doido”, como o nome bem sugere. Extravagante, barulhento, ofensivo (no bom sentido) e viciante, “Crazy” é o tipo de conceito de mina fodona que me convence que elas realmente são minas mais FODONAS que você. A intro com o “I’m the female monster” e os “C-R-A-Z-Y” do refrão são muito boas, trazem impacto e dão aquela sensação “WOW” que elas tentam buscar. Outro momento “WOW” é quando o instrumental vira um farofão mais ousado com um ou outro elemento mais étnico no refrão, e a ponte dessa música é de longe a melhor coisa que já deram na carreira da Jihyun como idol.
São muitas coisas boas em “Crazy”. Talvez essa coisa de manter a energia lá no alto a todo instante em uma música assim canse em determinados momentos (Tem horas que olho para essa música na minha playlist e penso “Hum… hoje não”), mas é o tipo de comeback ambicioso e “tudo ou nada” com vontade de VENCER que acho que falta nesses comebacks mais vanilla do K-pop médio atual. O 4minute nem precisava disso exatamente por conta dos hits anteriores e carreira estável na Coreia, mas sinto que a Cube queria cravar de vez o nome do grupo na fanbase internacional com esse comeback… E conseguiu, com “Crazy” sendo de longe o trabalho mais popular do 4minute fora da Coreia. Elas foram TUDO nesse comeback (Pena que chamaram o Skrillex para ser um NADA no comeback seguinte).
Com os 10 anos de “Crazy”, também temos o aniversário de 10 anos de “Bang”, single da Anitta que hilariamente foi acusado de plagiar o 4minute em um daqueles momentos que eu olhei e fiquei refletindo que realmente a fanbase de kpop no geral tem um parafuso a menos.
Aparentemente um clipe feito majoritariamente em preto e branco e com dançarinas botando a bunda pra cima nos 15 últimos segundos de vídeo (O passo nem é o mesmo, por deus) foi motivo mais do que o suficiente para a fanbase acreditar que a Anitta ROUBOU o comeback do 4minute, com a tag #AnittaPlagio4minute e similares rendendo por horas com muito surto, memes horríveis e misoginia por parte do nicho mais querido da internet antes da ascensão swiftie.
Quem viveu esse momento 10 anos atrás 1) Pode segurar minha mão na fila do INSS kpopper porque nossa, estamos velhas hein e 2) Deve olhar para esse momento hoje e ficar meio constrangido. Pode ser até que nem tenha participado do espetáculo ou xingado a menina Any na internet (Não por esse motivo, pelo menos), mas passa o pensamento de “Nossa, estou me associando MESMO a esse tipo de fanbase” e reflete um pouco sobre suas escolhas na vida ou coisa do tipo. O “bom” de hoje é que absolutamente todas as fanbases pop na internet são desequilibradas, attwhore e cometem crimes casualmente nas redes sociais, o que faz os kpoppers parecerem (um pouco) menos descompensados em comparação.
Eu lembro vividamente desse dia no Twitter e eu talvez tenha ou não participado dessa patifaria.
Pra mim, “Crazy” foi o último suspiro da geração do 4Minute e da próxima geração do conceito girl crush que não te vence pelo cansaço.
na época q ela era da farofa a tomomi itano lançou uma versão japonesa desse hit na cara dura e chamou de belly dancer xD
huahuahuahua, eu era jovem e a anitta era um alvo fácil
Eu vivi essa época, estamos velhas mesmo.
Mas o engraçado foi que com o burburinho dos kpopers acusando a Anitta em tons de fúria eu fui assistir o clipe da Anitta várias vezes atrás do suposto plagio e deu a volta em mim que acabei gostando de Bang.
Essa música do 4 minute comigo eu só grudou porque eu gostei muito da coreografia, na primeira ouvida eu fiquei meio então tá né.
Lembro que eu tava assistindo o Grammy ao vivo quando saiu o mv e eu fiquei maluco
Saudades da época em que os MVs de kpop saíam 00h aqui e não 6h da manhã ou 2h como nos ultimos anos
Queria saber quem conhecia a meretriz de Onório fora do Brasil nessa época, até porque ela só foi “”””””””””””hitar””””””””” um dia desses fora
Sdds dessa época, tempos mais simples. Tem vezes que lembro que vivi a época do kpop começando a estourar no ocidente com o debut do Twice, BTS estourando com Fire, Dope e Not Today, o debut do BlackPink….Estou ficando velha.
Fala isso não, eu vi o debut do Shinee, e era fã de tvxq( que conheci com o nome japones, e so descobri que era kpop por que minha amiga veio falar que os coreanos eram mais bonitosque os japoneses)
Aliás, isso me fez lembrar quando algumas competidoras do malfadado The Unit fizeram uma performance de “Crazy”:
https://www.youtube.com/watch?v=LJaPaDaT-Uc
Adoro como basta a moça com visual punk abrir a boca (não precisa nem cantar) pra deixar o público e até os outros competidores chocados. Justiça seja feita, ela realmente fez um bom trabalho aí (e deu sorte de estar com a garganta inflamada que deixou a voz mais “rasgada” combinando com o conceito, já que a voz de canto normal dela é bem de tidinha aegyo). Vale destacar também a integrante do WA$$UP (a que abre a performance), que além de dominar o conceito também é claramente uma das maiores loiras NATURAIS do k-pop.
O vídeo não incorporou… vamos ver se agora vai:
Eu acho muito engraçado como kpoper se dá tanta importância de achar que alguem se importa com kpop além de nós.
Tempo bom esse… aliás essa moça com visual punk era de um grupo flopadíssimo chamado HUB e as produções eram até vergonhoso (padrão de orçamento uma coxinha e um suco), mas eu gostava. Sempre achei o solo de uma delas injustiçado, só faltava ela ter talento para cantar mesmo KKKKKK
https://youtu.be/FWqeOk36Kvc?si=OdvfLDy1BM8n7gVM
“então vamos reviver esse grande momento das interações entre kpoppers e pessoas normais na internet”
Bom, vamos combinar que os anitters também não são exatamente muito normais; o que teve aí foi o choque entre duas tribos insuportáveis. Mas realmente, apesar da estética parecida dos dois MVs (que nenhum dos dois inventou, vale dizer), eles são diferentes o bastante pra, pelo menos no meu entender, não configurar plágio.
Sobre “CRAZY”, acho que é minha música favorita do 4minute. Quase sempre que um grupo de k-pop tenta se apropriar dos elementos do hip-hop, o resultado é patético, mas essa aqui foi uma exceção, onde tudo funciona direitinho.