Depois do álbum da Rosé e do EP da Jisoo, tivemos a Lisa lançando o seu 1º álbum solo “Alter Ego” na última sexta feira. Essa jornada de álbuns do BLACKPINK estava se mostrando muito pouco empolgante até aqui mas a Lisa (E a Jennie, que lança o dela na próxima sexta) prometiam muito com singles que botavam muito mais presença no nicho pop sendo mais potentes e empolgantes, o que gera expectativas maiores para o álbum. Então foi broxante ouvir o álbum da Lisa esse fim de semana e dar de cara com um projeto extremamente mediano:

Artista: Lisa
Álbum: Alter Ego
Lançamento: 28/02/2025
Gravadora: LLOUD / RCA Records
Nota: 60/100
Eu adoro os singles do “Alter Ego” num geral. A persona de mina fodona em “Rockstar” e “FXCK UP THE WORLD” é o que a gente espera dela e, para mim, funciona muito bem. “Born Again” e “New Woman” cumprem muito bem seu papel de singles pop mostrando uma Lisa mais diva pop (Embora dividindo holofotes) em sonoridades mais ousadas e fora do seu papel de mina fodona/integrante do BLACKPINK. E “Moonlit Floor”, apesar de não ter nada demais, é uma gracinha como faixa mais doce de menina apaixonada. Enquanto vinha um single de cada vez a Lisa cumpria muito bem o seu papel, mas há um abismo de distância entre lançar singles muito bons e lançar um ÁLBUM muito bom. E o Alter Ego, infelizmente, não supera esse abismo.
Até então, eu estava encarando as comparações do “Alter Ego” com o “Versions Of Me” da Anitta como um meme pela ideia de “diferentes versões/alterego” ser similar e os singles da Lisa meio que atirarem para tudo quanto é canto na esperança de acertar com um single como a Anitta fez. Mas depois do lançamento do álbum da Lisa o meme involuntário de twitter virou uma profecia do que, de fato, o “Alter Ego”: Várias tentativas da Lisa se descobrir como artista em sua nova jornada solo e um grande esforço dela mostrar que é mais que uma integrante do BLACKPINK. O álbum falha em não conseguir construir uma identidade para a Lisa, com muitas músicas sendo versões sem muita personalidade de artistas ocidentais cantados em inglês por uma tailandesa. Não tem nada que encha os olhos (Ainda mais sem o apelo visual) e, no final, não mostra muita coisa que a gente já não saiba da tailandesa.
Para preencher esse vazio e conhecer mais a Lisa, a rapper lançou cinco alteregos: Roxi, Sunni, Kiki, Speedi e Vixi, uma forma de justificar as diferentes sonoridades e humores que o álbum possui e também se aprofundar e entender melhor a multifacetada artista. Porém, não é muito difícil perceber que 4 dos 5 personagens da Lisa são a mesma gostosa fodona com diferentes roupas e maquiagem, sem muita criatividade para mostrar coisas que já não vimos antes. Sabemos que ela é uma mina fodona, gostosa e cheia de dinheiro e ela faz questão de te lembrar disso quase que no álbum inteiro, mas não existe uma profundidade, uma vulnerabilidade que te conecte com a intérprete. Será que quero ficar ouvindo a Lisa soltando raps de fodona rica e gostosa durante mais de 40 minutos? A resposta é não, e aí o álbum vai cansando. Ironicamente o lirismo mais criativo está nos momentos menos potentes e mais românticos do álbum, mas as produções são as menos inspiradas do Alter Ego e aí uma coisa anula a outra.
O grande acerto do “Alter Ego” foi realmente a escolha dos singles. Dá para ver que “Rockstar”, “New Woman”, “Born Again” e “FUTW” foram escolhidas a dedo para potencializar e promover essa persona auto confiante e poderosa da Lisa, que você pode amar ou odiar mas ela estará lá, deixando sua marca. Tudo isso, porém, acaba sendo diluído pelo resto do álbum, pois é montado de um jeito bem aleatório e sem muita vontade de segurar o ouvinte por 40 minutos. Se você vai fazer um álbum sem um fio condutor do início ao fim é melhor garantir que todas as músicas nele sejam fortíssimas e, embora não ache (quase) nada horrendo, também não tem muita coisa que eu faça questão de ouvir. Versões menos inspiradas de algum single aqui, músicas mais insossas acolá, faixas sem potência ou força que acompanhe o ritmo do material promocional do álbum. Com exceção de “Chill” (Exclusivamente pelo funk que rola pela faixa), as inéditas do Alter Ego são faixas bem mid que ou achei chatas/dispensáveis, tornando o álbum no geral esquecível.
Assim como o “Versions Of Me”, “Alter Ego” parece álbum de novata que não tem lá muito comando dentro do que está sendo produzindo e só vai atirando para todo lado sem muito sentido, na esperança de alguma coisa colar com o público. E assim como a Anitta na época, a Lisa já tem quase 10 anos de carreira e deveria entregar um álbum mais robusto e consistente que a valorize como artista e não fique só no discurso. Em teoria o Alter Ego é um álbum explosivo e forte onde o céu é o limite mas, na prática, é um álbum pouco inspirado que qualquer novata metida a diva pop seria capaz de fazer. O nome e a marca da LISA são enormes e chamam atenção, mas só isso não é o suficiente para elevar um trabalho tão mid.
É meio hipócrita eu passar ANOS criticando o BLACKPINK pela falta de versatilidade do grupo e, hoje, reclamar da Lisa tentando mostrar que é mais do que faz com o girlgroup, mas vamos ser honestos aqui: “Alter Ego” é dispensável. Uma tentativa desesperada de mostrar o alcance da Lisa enquanto artista com as suas diferentes personas, parcerias e estilos musicais, mas meio que assume que é mais uma playlist (nem tão boa) disfarçada de álbum. Os singles dariam um ótimo EP e não desprezo a jornada que tivemos com esse álbum, pois praticamente todos os lançamentos da Lisa me empolgaram e me deram emoções mais vivas ouvindo. A estrada para o Alter Ego foi ótima, mas o destino final é um álbum praticamente irrelevante de uma novata que ainda está descobrindo o que funciona e o que não funciona para ela.
Faixa a Faixa
O álbum começa os trabalhos com “Born Again”, um número disco pop que flerta muito bem com a onda que Dua Lipa criou com o Future Nostalgia (Tanto que a demo é DE FATO da época em que a Dua Lipa estava bombando com esse álbum). A música cheirar a pandemia para alguns pode ser um problema mas NÃO para minha playlist, que adora esses números synthpop mais retrô com um ritmo envolvente. “ROCKSTAR” já vira a chave para o trapzão de mina fodona que vive a vida no limite sem arrependimentos por ser uma rockstar. Não é o meu tipo de música mas já disse várias vezes antes que a Lisa de mina fodona me convence nos singles, e “ROCKSTAR” é um número polido, ousado e intrigante o suficiente para me prender aos ganchos, especialmente o “can you teach me japanese? I say hai hai” que ainda vive na minha mente.
“Elastigirl” é a primeira faixa inédita do álbum, e já aqui você sente como a potência e o nível diminuem bem. Umas batidas secas meio étnicas, um instrumental que gira em círculos enquanto Lisa canta que é muito elástica e fodona também no sexo. Se não fosse pela letra eu diria que essa poderia ser muito bem uma album track de um full do BLACKPINK, o que não é um elogio para mim. “Thunder” traz a Lisa de volta para um som mais urban e vocais metálicos, no que seria facilmente uma album track da Rihanna, o que não é um elogio para a própria. Essas duas músicas em específico já mostram como o esforço do álbum se resumiu apenas nos singles mas se você não percebeu isso eu digo: Não se preocupe, a segunda metade do álbum está pronta para te convencer disso.
Antes, temos mais dois singles: “New Woman” com a Rosalia e “FUTW” com o Future. Seguindo a mesma estratégia das duas primeiras faixas, temos a mesma sequência de “Pop de diva confiante e rap de fodona destemida” com leves variações de temática e produção. “New Woman” brilha mais na fusão de pop mais atrevido da Lisa com a inserção de música urbana da Rosalía, enquanto “FUTW” é uma versão basicamente mais “gangsta” de “ROCKSTAR”, com o ex da Ciara fazendo o que o ex da Ciara faz bem e a Lisa fazendo bem o que Jvcki Wai faria melhor. De qualquer forma temos duas faixas ótimas aqui que cumprem seu papel de vender a Lisa que consegue segurar e entreter em números mais pop do mesmo jeito que abala estruturas com sua força como rapper tailandesa de pop coreano. Talvez o conjunto da obra fosse mais empolgante se o álbum fosse centrado nessas duas personas sonoras (Ao invés de vender muito mal CINCO).
A partir daqui, ladeira: “Rapunzel” é horrível. Acredito que o instrumental mais leve teria uma ideia de ser algo atrevido que dá a volta pela ironia e se torna divertido de ouvir, mas ela não dá a volta e só é uma bobagem mesmo. Quando nem a Megan Thee Stallion consegue elevar uma música sua é porque o negócio é ruim mesmo. “Moonlit Floor” tem como participação o sample de “Kiss Me” do Sixpence None The Richer e emulação todo esse soft pop mais romântico that’s that’s me espresso que ainda vai render muito na música pop, mas “Moonlit Floor” não é lá grandes coisas para se importar por muito tempo. “When I’m With You” traz o mesmo sentimento de popzinho de garota apaixonada, mas com um ritmo levemente mais intenso e a participação da Tyla. Um pouco melhor em comparação, mas nada muito relevante até mesmo dentro de toda essa coisa bucetônica de aço que o álbum entrega. E olha só, ele JÁ VOLTA para o pique bucetônico de aço em “BADGRRRL” e “Lifestyle”, outras duas músicas da Rihanna que a própria teria vergonha de falar que ela já gravou um dia.
O que “salva” essa segunda metade do álbum é “Chill” e não exatamente pela Lisa, mas pela produção do refrão entregando o melhor do pop anos 2000 e a inserção do funk do Tropkillaz depois do segundo que dá uma abaladinha em qualquer brasileiro que ouve. É a Lisa levando o funk para o mundo e mostrando mais uma vez que “Alter Ego” é o “Versions of Me” de Bangkok mesmo. A produção é maravilhosa e, se a Lisa não largar esse álbum na vala para promover a turnê do BLACKPINK, diria que é a única que ainda poderia render algo como single. “Dream” é uma baladinha de fim de álbum que cumpre seu papel de baladinha de fim de álbum mas não faz o MENOR sentido em um conjunto “força total” como esse (Poderia morrer como b-side de “Moonlit Floor” na época que lançaram como single promocional), e o “Alter Ego” fecha com duas versões solo de “FUTW” e “Rapunzel” que não mudam em nada a experiência das músicas com as parcerias: FUTW continua ótima, e Rapunzel continua horrível.
Concluindo…
“Alter Ego” é um álbum pretensioso demais para o que entrega, late muito que a Lisa tem uma personalidade intensa e única no cenário de novas divas pop mas, na prática, consegue ser ainda menos interessante que as novatas atuais. A Jisoo pode ter feito o EP mais básico do mundo e a Rosé o álbum mais chato da Taylor Swift até o próximo álbum mais chato da Taylor Swift mas elas pelo menos conseguem mostrar suas identidades e ambições como artistas, e eu sinto com o “Alter Ego” que ninguém termina o álbum sem saber exatamente o que a Lisa é como artista (Nem mesmo a própria).
[…] ler, tem review para todos os solos do BLACKPINK aqui no blog: Amortage da Jisoo, Rosie da Rosé e Alter Ego da […]
É…fico só com os singles mesmo. O álbum tá tenebroso, e fiquei pensativa quando saiu essa história de várias versões de si mesma.
Mas até aqui eu senti menos raiva de ouvir o álbum dela do que o da Rosé (que foi um balde de água gelada porque eu fui iludida ouvir ele)
Eu esperava que a Lisa tivesse sido mais debochada e pop, e não que ela fosse evocar novamente a persona de quando tá no grupo. E tem umas 3 músicas nesse álbum que poderia ter sido lançado pela yg que não faria diferença. Mas acho que as meninas realmente tão presas nessas personas mesmo
PS. As minhas expectativas pro álbum da Jennie abaixaram drasticamente.
acompanho as reviews daqui uma vez ou outra mas dessa vez a review (e os comentários) realmente chamaram minha atenção.
que a lisa é cafona não é novidade!
todas músicas dão uma sensação de não finalizadas, e nos feats ela fica mais morna ainda, o que é bem…ruim. você ser ofuscada em TODOS os feats, no seu próprio álbum? MULHER???
a coisa dos alteregos é um PORRE! aqui ela se superou na cafonice com coisas do tipo: vixxi, a vilã que tem lágrimas como sua bebida favorita e vai te apunhalar pelas costas. e curiosamente, pelo menos três (3) dos alteregos tem muito dinheiro e gostam de carros esporte.
e assim, não acho que falar sobre ter dinheiro e uma vida luxuosa seja um problema, mas ela faz isso tantas vezes, bate nessa tecla repetidamente que faz você pensar que ela ganhou na mega sena ontem e a vida dela mudou da noite pro dia. um álbum chamado ALTEREGO, onde você promete mostrar vários lados de si mesma e no final entregar aquilo que todo mundo ja conhecia e sabia sobre você?
um dos comentários falou sobre como nem todo idol consegue ser solista e talvez o melhor lugar deles (na música) seja no grupo mesmo 🤕
ser solista exige muito e a lisa tem seus momentos, mas só carisma não sustenta um solo. seus fãs fiéis vão te acompanhar mas você nunca vai sair real da sua zona de conforto e mostrar quem você é fora daquilo que já te conhecem.
é esperar que o próximo lançamento dela seja melhor (ou só bom) e que até lá ela tenha finalmente descoberto quem ela é fora do ‘Lisa do BLACKPINK’
Sou fã do BP já tem 6 anos e mesmo assim eu já tinha certeza q o álbum da Lisa seria o mais fraco. A expectativa para essa “nova” era da Lisa era alta mas o álbum é extremamente mediano. As músicas com nomes fúteis com letras fúteis, os feats sem sal. Hoje eu me perguntei se ela vai continuar com essa mesma estética de “eu sou fodona”, “tenho muito dinheiro”, “foda se o mundo”, no próximo álbum solo q provavelmente ela vai estar na faixa dos 30 anos kkkkkk
dougie resumiu bem oq alterego foi pra mim, no final eu apenas descobri (eu meio que não) que a lisa se acha gostosa e bucetuda, o que já tinhamos descoberto no blackpink quando ela canta que ela é uma mina foda girl crush.
MAS acho que fiz a descoberta de não gostar tanto do timbre da lalisão…talvez por no blackpink ela cantar partes da música, eu não tenha prestado tanta atenção. Mas agora, cantando um álbum INTEIRO, realmente não sou fã não…
Pensei nisso enquanto escutava BORN AGAIN. A música é ótima, mas já ouviu a demo na voz da RAYE? A demo é mais calminha, mas eu realmente gostei da dinâmica vocal que a RAYE trouxe no refrão, diria que é mais impactante que a versão final na voz da LISA.
Vale super apena dar uma conferida.
bom fodase a GRANDE solista de grupo da terceira geração tá pra voltar dia 10 de março so who careeeeeeeeesssssssss about lalisa
Inclusive chocante que ela teve coragem de lançar um álbum solo em que todas as parcerias cantam e/ou fazem rap melhor do que ela (o que deixa a situação ainda pior mas admiro que ela tem 80kg de buceta pra sustentar isso)
Acho que “Lifestyle” é a música mais cansada que já ouvi nesses últimos tempos. “Elastigirl” tinha tudo pra ser o bop atrevido da geração mas faltou muito molho (jamais será slipmami em gostosa posturada). Pra não dizer que não gostei de nada, os singles foram ótimos, mas a estrutura do álbum é tão bagunçada que engoli com farinha até chegar no final. 42 minutos de música e ainda não sei quem é a Lalisa além de uma mina fodona que namora um bilionário atrás desse monte de personalidades.
Dougie sou mto fã do seu blog, mas ainda tô de cara que meu comentário debut foi pra falar mal do álbum da Lisa 😭
Achei o álbum bem mediano e com muitas músicas sendo super parecidas entre elas.
Gosto da persona da Lisa em querer ser essa mina fodona, mas parece que não sustenta.
Até no Oscar a linda cantou com playback e dá pra ver o despreparo como artista solo.
O álbum teve singles muito bons, mas que atiravam para todos os lados e aí vem a bonita com essa ideia de 5 personalidades que nem foram exploradas e se ela não tivesse dito algo, nem quem consome saberia que haviam.
Não tenho muitas expectativas na Jennie até porque ouvindo as snippets das músicas me pareceu outro álbum mediano.
Pontos pra Jisoo que prometeu nada e entregou o feijão com arroz não apostando em nada grandioso e trazendo um trabalho mais redondinho.
Tenho saudades de quando os solistas do Kpop ainda traziam algo interessante (Hyolyn, CL, Ga In, Teayeon…).
album pau mole da porra
Álbum com mistureba de estilos e conceitos é muito raro dar certo (tanto que eu nunca vi um fazer isso). Eu já esperava que o conteúdo desse álbum seria uma futilidade sem fim porque isso é a cara da Lisa, mas essa história de personas foi um negócio que me deixou igual aquele meme da Paola Oliveira, totalmente desnecessário. Quiseram executar muitas ideias sem fazer o esforço que essa quantidade de coisa exigia.
Jisoo só parece boba, porque foi a mais esperta das quatro em não deixar o público criar uma expectativa com o solo dela. Sem single promocional nem nada; ela só anunciou, fez lá as coisas que todo álbum de kpop pede hoje em dia, lançou e tchau. 4 músicas, mas todas bem feitas e mais rentáveis do que a chatice da Rosé e a bagunça da Lisa. Agora é esperar pela Jennie. Se ela pelo menos manter uma linha conceitual em Ruby a gente já tá no lucro.
P.S.: Obrigada ao Dougie e ao pessoal dos comentários que me fizeram rir HORRORES nesse post, eu me divirto muito com esse blog ❤
Esse álbum podia se chamar Hybe ou Lesserafim, muito conceito e pouca qualidade e execução, ela se preocupou mais em criar 5 personalidades em vez de encher um álbum com músicas boas, os singles são bons, mas 2 deles não me descem.
Das músicas só achei Dream legalzinha, o resto é de ruim para baixo.
A personalidade que mais me chamou atenção foi a que ela menos se importou, sendo que era a única que trazia algo diferente vindo dela.
Enfim, uma porcaria, nota 2.0, acho que você foi bonzinho dando 6, não sei se você no fundo é uma Blink encubada porque você tá aliviando muito nas notas dessas queridas.
Bom, como eu não me importo muito com coesão entre faixas quando escuto um álbum (menos em BRAT), esse álbum da Lisa não foi ruim pra mim. Gostei da maiorias das músicas, em partes porque gosto da Lisa como performer (como cantora nem tanto) e eu me decepcionei quando ela lançou solo pela YG porque detestei Lalisa e Money na época. Agora esses personagens que ela criou eu achei tosquissimo, bem brega, como muitas coisas dentro do kpop que eu tbm acho, mas tenho q conviver tais como aegyo, nome de fandom, etc…
Enfim, esperando Jennie girl vir pra dizer que não, Lisa, na verdade ela é a maior fodona da parada
Os artistas de Kpop precisam entender que não é todo mundo que presta pra ser artista solo. Sério, não tem UM membro de qualquer grupo da terceira geração que se lançou solo e acabou sendo uma Taeyeon da vida. A maior parte das vendas e do consumo sempre acaba sendo da fanbase dos grupos e praticamente nunca furam a bolha ou são algo revolucionário. Exo, Got7, Twice, Red Velvet, Gfriend, Blackpink, BTS e tantos outros grupos a partir da terceira geração se lançaram em carreiras solos pra amargar não sairem do nicho de fanbase de consumo. Acho que todos querem seguir e repetir o “fenômeno Taeyeon”, mas eles não entendem que a Taeyeon só cresceu tanto a ponto de bater de frente com a BoA e com a IU por fatores como: ser a vocalista principal do SNSD, se lançar numa época que o mercado não estava saturadissimo de idols querendo se lançar solo e principalmente o fato da bixa ser uma tremenda vocalista. Eu não consigo ver nenhum idol da terceira geração em diante conseguindo sair dessa bolha ou se tornando um artista solo “sério” sem depender ou ser associado ao grupo ao qual ele faz/fazia parte. Sinto muito, mas o Blackpink e o BTS já não são bons nem dentro do próprio grupo, o que dirá tentando carreira solo. “Ah mas eles estão tendo muito streams e bla bla bla”, mas continuam dependendo quase que exclusivamente da própria fanbase montada pelos grupos para terem charts, streams e etc. E honestamente, é preferível morrer dentro de um grupo que faz sucesso e entrega músicas genéricas e minimamente aceitáveis do que querer reinventar a roda e me entregar uma bosta desse nível ou do nível do solo da Rose e de todo o BTS.
PS: Red Velvet, Twice, Exo, Gfriend e outros grupos também entregaram trabalhos bem medíocres e esqueciveis, meu exemplo do Blackpink e do BTS é por causa deles “quererem mostrar o lado artístico deles fora do grupo” e no final não mostraram nada que prestasse e só mostrou que de artistas conceituais eles são bem básicos e ruins.
PPS: O exemplo sobre a Taeyeon não é para puxar o saco da veia, mas é pq ela, de fato, criou um fenômeno quando estreou solo que todo idol tenta replicar e não consegue e acho que isso tá saturando o mercado de música a níveis anormais e tá dando no saco ver tanta coisa genérica ser lançada.
Acho que o “fenômeno Taeyeon”, como você falou, nunca vai alcançar nem a terceira e nem as próximas gerações, a não ser que apareça alguém bem fora da curva, em vários sentidos. E pelo jeito que as coisas andam e o que vem sendo lançado pela 5ª geração, isso vai demorar.
Sim, concordo totalmente com vc. Acho que tá faltando muita substância para os idols da terceira geração em diante. Sempre falta um quesito pra eles conseguirem se destacarem. A Wendy é uma excelente vocalista, mas falta a popularidade pra se destacar solo, assim como a Yuju, já a Jihyo e a Nayeon até tem popularidade, mas não tem a técnica boa pra se destacar em meio a tantos outros solos. Então ficamos com vários lançamentos “ok” ou ruins e não se sai disso, pq a fanbase vai consumir de qualquer forma. Queria muito que a mentalidade dos idols parasse de ficar “quero ser artista solo” e se voltasse para “sou meio paia, mas tô num grupo de sucesso, então vou focar no grupo”. O Seventeen é um dos pouquíssimos grupos que os próprios membros viram no grupo uma marca pra se manterem ativos e com sucesso, não entendo pq outros grupos grandes não seguem essa linha de pensamento.
Um que vem se desenvolvendo bem e conseguindo uma base consistente é o WOODZ. Ele fez parte de dois grupos a partir da terceira geração. É um dos poucos exemplos que consigo pensar agora sobre uma boa carreira solo. Os grupos acabaram mas ele mal é associado a eles.
A música DROWNING vem fazendo um barulho há alguns meses, tá sendo promissor.
A Seulgi tem potencial de ser uma solista. O problema é a SM trata ela pior do q a Denteião e lançou o solo dela no pior timing possível. Esse comeback dela ta com cara de ser um desperdício desse potencial, diferente do debut.
como shawol eu devo mencionar o Taemin, que até hoje é referência de sucesso solista que poucos machos do kpop conseguem chegar perto.
Não veremos uma próxima Taeyeon tão cedo, só ver o nível atual que andam debutando. Quem mais chegou perto foi a Nayeon com Pop e msm assim não foi lá essas coisas, hitou na época mas não foi o suficiente pra estabelecer o nome dela como solista, não é atoa que o comeback dela flopou com o público geral. Pessoalmente culpo a JYP por ter demorado tanto pra dar um solo pra ela. Jihyo até tentou mas ela n tem mto apelo com o público coreano….agr vou pegar vcs, qm lembra do solo da Tzuyu?
No aespa já tivemos solos mas o desempenho não foi lá tudo isso.
Me pergunto se um dia veremos um solo da Wonyoung. Ela é a visual mais popular de sua geração e aposto que a starship deve ter interesse. O problema pra mim é que ela é bem mediana em performance pra isso, não acho q ela sustente.
Acho q a js se vender como a idol que quer ser atriz e que lança música pra fã é vantajoso pra ela. Pq no fim a gente não cria tanta expectativa pro trabalho dela ( ja que ela deixa claro que nao quer ser a maior solista da coreia) e se a música for no mínimo decente já tá bom.
As outras querem explorar o mercado global e prometem algo grandioso além do kpop, mas no final o que entregam é básico tanto pro kpop quanto pra indústria global. Por isso a sensação de que caímos do cavalo quando escutamos os trabalhos da Rose e lisa. Espero que a menina jennie surpreenda
É isso aí mesmo. Jisoo nem comeback prometeu kkkkkkk no fim das contas ela foi a mais genial de todas porque descansou a imagem, ao contrário das outras que lançaram 900 singles e fizeram 44675 aparições em tudo quanto é canto. A verdade é que se não fosse pelo sucesso do Blackpink nenhuma delas teria carreira solo nenhuma. Esses lançamentos só serviram pra expor o quanto elas são medianas.
Se for pra fazer um ranking desses lançamentos das integrantes do Blackpink o meu ficaria assim:
1) Jisoo: simplesmente porque ela não passou os últimos 2 anos prometendo mundos e fundos pris fãs igual as outras. Ela não prometeu nada e entregou um EP básico mas competente no que se propõe a ser.
2) Jennie: o álbum ainda não saiu mas já sei que pra mim ficará em segundo. Pelo menos a Jennie ainda tenta simular alguma autenticidade e as músicas dela ainda trazem alguma coisa interessante apesar de não ser nenhuma perfeição.
3) Lisa: as letras dela são péssimas e a única música que me desce é Moonlit Floor. Essa mistureba que ela fez usando a desculpa de “alter egos” só pra jogar um monte de coisa aleatória na nossa cara não colou. A sorte é que ela namora um bilionário que vai continuar ajudando ela a se promover como se fosse grande coisa. Mas pra mim ela é bem medíocre como artista solo.
4) Rosé: essa merece o último lugar por ter lançado aquele álbum água de chuca horroroso. Nunca imaginei que logo a Rosé teria o pior álbum dentre as 4 membros mas é isso. O Rosie é exatamente o oposto do Alter Ego. Enquanto a Lisa fez coisa demais a Rosé fez de menos. Inacreditável pensar que esperamos anos por esses álbuns e no fim das contas a tapada da Jisoo é que foi a vencedora com um EP básico.
Eu ia até fazer textao pra responder, mas vc resumiu tanto o que eu penso que nem preciso escrever mais. A Jisoo (que acho péssima) foi a que teve o solo “melhor” e a Rose (que teoricamente seria a melhor, pois era a Main Vocal) fez o pior solo do grupo. Nem vou falar da Lisa, sinto muito, acho ela péssima como artista solo, como cantora é tenebrosa e a preguiça imensa que deu dessas mil personas só pra justificar um álbum totalmente desconexo e medíocre só não fazem eu dizer que ela teve o pior solo do Blackpink pq a Rose se superou em fazer bosta. O álbum da Jennie eu não consigo ver sendo algo pior que o que Rose e Lisa entregaram, mas também não vejo ela fazendo algo melhor do que a básica da Jisoo.
Não vou comentar sobre o Rosie porque gosto dele, então prefiro me abster. Mas assim, acredito que a Lisa consegue se camuflar no bp como rapper, porque se ela não é ruim, tá faltando preparo. Eu não odiei nenhuma faixa, mas o álbum em si é muito desorganizado. Outra coisa que atrapalha são esses milhões de feats e versões solo. Eu gostei de Dream embora pareça ter sample, mas a música está meio – muito – perdida no álbum. Lisa teria feito uma escolha bem mais feliz lançando um ep, o que não aconteceu provavelmente por causa da ambição dela em lançar um álbum.
A Jisoo metendo o pé na porta e fazendo o melhor álbum das 4 é o plot twist que ninguém esperava.
Eu remodelaria várias coisas nesse álbum, a começar pela estética:
>não vou elaborar, a Lisa tá LINDA mas a foto tem muita cara de álbum RUIM que recebe nota 5.0 da Pitchfork.
>o álbum poderia mto bem se chamar Rockstar e abandonar todo esse conceito mal feito de CINCO alter egos.
>elastigirl, a baladinha perdida no álbum e o feat com a cavalona: descarte.
>é oq Dougie disse: a Lisa passa umas 4 músicas cantando q eh a mais mais cheia de dinheiro e isso deixa o álbum mto fraco liricamente.
>cara, essa menina tem história, uma faixa sobre a noite dela no Crazy Horse, um popzinho bem feito sobre como ela ama dançar, um hip hop qualquer cantando sobre superação e agradecendo a mãe dela lembrando os tempos de quando ela era uma cafuçuzinha lá na Tailândia, ou até uma faixa relembrando os dias de trainee dela na YG. Só isso já traria mais identidade pro álbum e força nas letras.
>pra mim rapunzel funciona bem sozinha, o feat com a Tyla tem tudo a ver com a Lisa mas a música merecia uma produção mais impactante e menos sem graça igual é.
>reorganizaria a sequência das músicas, me incomoda muito por exemplo “Rockstar” sendo a faixa número 2 e “FXCK UP THE WORLD” perdida lá na faixa 6, sendo que essas duas músicas é claramente cantada pela tal da alter ego Vixi (e se não for só comprova como tudo isso foi mal executado).
enfim, é como foi dito, a Lisa é gigantesca e merecia algo mais bem elaborado e coeso. Os singles são perfeitos e potentes, o maior acerto das bsides é Chill, felizmente a salada de frutas do álbum não reduz os acertos dele.
O fato de que o álbum realmente tomou um saboroso 5.2 da Pitchfork ainda agora
rockstar e futw realmente não são do mesmo alterego
Você definiu bem aqui: “A estrada para o Alter Ego foi ótima, mas o destino final é um álbum praticamente irrelevante” foi muito legal de verdade acompanhar os singles do álbum, porém o negócio começou a desandar com os alter egos, parece que tentaram fazer coisas demais e não precisava, uma ideia simples de vender a lisa solo (que ela tem muito carisma pra segurar) virou algo super cheio de ideias e execuções pela metade, porém aprecio ela ter tentado fazer algo diferente, até história em quadrinhos a mulher lançou, enfim uma pena pois gosto dela, dougie o que você achou das prévias das músicas da jennie?
Sim, parece promissor mas depois desse álbum da Lisa eu não boto a minha mão no fogo pra nada envolvendo o BLACKPINK
Aí morro que até agora o mini da jisoo foi o que envelheceu melhor comigo. Acho as 4 músicas graciosas. E olha que eu não sou hater de rosie (embora ache um pouco tedioso) e adore os singles da lisa até aqui.
O lance da lisa é o mesmo da Rose. Um álbum com muita pretensão mas que no fim é mais do mesmo.
A lisa ainda tem a vantagem de ter singles muito bons, mas o produto final é apenas ok – sendo que os blinks me prometeram que ela era a maioral do kpop. Se tanto o rosie quanto o alter ego tivessem menos música seriam mais aproveitáveis, pq no final ambos tem 12 músicas sendo que a maioria são esqueciveis.
Fica aqui minhas expectativas pro álbum da jennie. Mas é o que foi dito no post da jisoo: chamam ela de básica e colocam muitas expectativas nas outras 3 mas as 4 são básicas. E o problema é justamente as outras 3 se venderem como algo revolucionário e criarem toda uma expectativa e no final entregam algo no maximo ok.
Aff foi como resposta
dougie, fala da nova música do nmixx “high horse”! tá muuitoo babadeira