Pode parecer absurdo hoje em dia, mas houve uma época em que o K-pop lançava artistas solo sem precisar sobreviver dentro de um girlgroup por 7 anos e/ou uns 3 realitys de sobrevivência musical da Mnet. A Cube, por exemplo, por anos promoveu a cantora G.NA como a aposta de nova diva pop da nação. E hoje decidi falar de “Oops!”, comeback de 2013 que é um bom exemplo do porquê a gata nunca passou do segundo escalão de solistas da época:
Um dos momentos mais memoráveis da minha adolescência como kpopper foi olhar a tradução dessa música e ver que o Ilhoon realmente achou de bom tom comparar o amor dele com obesidade extrema. Depois eu fui entender que os coreanos são bem criativos (pelo bem e pelo mal) na hora de meter uma analogia de gosto duvidoso (O que explica VÁRIAS letras com comparações bem esquisitas e meio sem sentido no K-pop antes da globalização da indústria e tal) mas não dá para levar tudo ao pé da letra, e ele só quis dizer que o amor dele era muito grande de uma forma questionável (mas não exatamente ofensiva). Isso certamente renderia muitos virais de cancelamento da época mais militante da internet se “Oops” fosse lançada ali entre 2016 e 2019 e a G.NA ainda fosse alguém no K-pop (E provavelmente seria aclamada na atual fase do twitter onde gordofobia recreativa e memes de porco assado estão em alta).

Por outro lado, uma música que usa Justin Timberlake como exemplo de cara amoroso não merece muito respeito mesmo
Como música, “Oops” é um Pop/R&B mais clean da G.NA meio que recalculando rota depois dos pops de grande gostosa que ela tentou vingar com “Top Girl” e “2HOT”. Um negócio mais natural, pastel, de interpretação mais soft e uma letra romântica de mocinha inocente que “acidentalmente” cai no papinho do cara. Um grande ok para uma solista nova mas soou como a G.NA dando dois passos para trás já que ela tentava emplacar como diva sexy em comebacks anteriores. Ela não apenas estava menos quente como deixou o MV menos quente trocando bombeiros musculosos e AOAmente sexualizados por um rapper de grupo rookie.

E foi nesse frame que nasceu o boygroup Monsta X
Para o que a G.NA entregava antes, “Oops” era um negócio bobo. Entendo o tom natural e atrevido que a G.NA quis passar com a música, uma coisa dela fazer charme e bancar a difícil mas querer DAR mesmo assim, mas a execução pega leve demais nisso e a G.NA acaba virando coadjuvante na própria música porque tem rap DEMAIS do Ilhoon rolando. O instrumental pode ser simpático e ter envelhecido bem mas ainda é fraco, tanto comparado ao que a G.NA entregou antes quanto no meio da onda de parcerias R&B românticas entre gostosa e rapper que rolava no kpop. Nenhuma das 14 pessoas que lembram o que foi uma G.NA no K-pop fazem questão de ouvir essa música, e com razão.
A carreira da G.NA não foi muito longe depois de “Oops!”, com ela lançando um último single e algumas OSTs antes do escândalo de prostituição estourar no nome dela, a Cube rescindir o contrato e ela entrar em hiatus para todo o sempre. Mas, apesar de “Oops” ser essa música fraca e bobinha, eu gostava muito da G.NA e torcia por ela em todos os comebacks. Talvez a comadre estivesse melhor na indústria com uma administração melhor e sem o escândalo nas costas.
A música, o MV, os cenários, os figurinos… é uma capsula do tempo.
Falando em capsula do tempo, Infinite fez comeback com “Dangerous”!!! Com direito à homem malhado semi-nu sendo tatuado pelo colega de trabalho!!! Fala sobre os reizinhos da Sweetune, Dougie.
Afinal de contas, a GNA realmente se prostituia?
Depois que o escândalo estourou a Cube acelerou para encerrar o contrato com a G.NA e ela mal deu as caras publicamente depois, então essa provavelmente é uma pergunta que morrerá sem resposta
se era prostituição prostituição mesmo ninguém sabe. mas, segundo ela, a transação monetária foi feita pelas costas e ela não ganhou nenhum puto por isso. quem “lucrou” foi um maluco aí (não lembro agora se amigo, produtor ou whatever) que pediu pra ela ir num encontro com um cara e a gna decidiu dar pra ele por conta própria, sem saber que o cara tinha pago o outro pra desenrolar o encontro