Essa semana realmente não rolou muita coisa relevante no K-pop, mas fiquei intrigado com um lançamento em específico (e nem foi a colaboração da Tzuyu com alguém aí): Hoje o P1harmony lançou, 1º mini álbum em inglês do grupo, com “EX” sendo a faixa principal. E apesar do título insinuar algum deboche em cima do grupo, o post nem é para falar mal deles (Ou deles em si), é que eu estou genuinamente impressionado pelo fato de todo mundo minimamente relevante no K-pop ter essa oportunidade de lançar algum projeto para o público fora da Ásia.
Eu sou uma velha de guerra na fanbase e da época onde esses atos no K-pop lançando singles em inglês eram O evento. Todo mundo na fanbase ficou chocado e torceu para a BoA acontecer na América com o álbum em inglês dela, assim como entrou no hype de The Boys como o grande lançamento do SNSD nos Estados Unidos e teve fé que a CL conseguiria lançar um álbum em inglês (kkkkk ai essa mulher apanhou tanto com a carreira solo né).
Lembro que quando o SPICA lançou “I Did It” nos Estados Unidos todo mundo pensou “Ué? Essas meninas não tem carreira nem na Coreia, por que raios estão tentando acontecer nos Estados Unidos?” pois a ideia de singles e promos em inglês, até uns 10 anos atrás, era coisa de gente que estava com a popularidade lá em cima e tinha público para acompanhar.
Então, quando eu soube desse EP em inglês do P1HARMONY aquela ficha que diz “Uau… O K-pop cresceu mesmo né” caiu. E nem é o 1º single em inglês deles, pois a wiki mostra que eles já tem algumas collabs internacionais antes desse EP. Hoje em dia todo mundo pode colaborar com todo mundo (Fizeram até um programa para isso), grupos de 2º e 3º escalão estão aí fazendo turnês e festivais em qualquer continente. Se um grupo de K-pop num programa de auditório americano era uma grande coisa uns 10 anos atrás, hoje em dia é só uma terça-feira comum na indústria, e isso mostra o quanto o K-pop virou algo comum e onipresente no mundo.
Eu tenho essa impressão de como o K-pop estagnou nos últimos anos, mas também penso como a indústria ainda é muito grande. É que hoje em dia o mundo pop virou grandes bolhas e a meta é conseguir capturar uma dessas bolhas para comprar seus discos e ir nos shows. E vez ou outra a indústria ainda consegue engatar globalmente alguma coisa, como a trilha de K-pop Demon Hunters ou o KATSEYE, que não é coreano na formação (Mas dependendo do recorde que a fanbase quer postar no twitter elas são K-pop sim), mas tem a HYBE gerenciando a coisa toda.
Quanto a “EX”, é… Bem, vamos apenas dizer que eu não esperava que “FASHION” do CORTIS teria um concorrente de peso TÃO cedo.
Nossa, dei play no MV agera para ver a atrocidade igual do Cortis já que citaram, mas não achei parecido kkkkk Achei a música legalzinha
torço pra esse single fazer sucesso o suficiente pro keeho realizar o sonho dele de coçar as bolas do jimin do bts durante duas horas ininterruptas antes do show começar
Morta com essa história, acho que as armys devem passar mal toda vez que eles ficam no mesmo ambiente.
p1harmony é um grupo com potencial o problema é pra onde a produção anda caminhando chega a desanimar mas vou ter paciencia com eles porque ouvir boygroup é saber que vao ter eras muito decepcionantes
Maldito seja o dia que resolveram hitar o BTS fora da Coreia e agora todo grupo se sente na obrigação de tentar uma carreira lá.
Não conhecia o SPICA, que música deliciosa😍.
Sobre o P1harmony, também lembrei do Cortis.
Pro bem e pro mal, o kpop cresceu e agora os grupos já praticamente trazem uma versão em inglês pra acompanhar o debut/comeback coreano.
passada que esse grupo ainda respira. só lembrei da existência por causa do post — caso contrário, seria lembrado só quando a wikipédia atualizar a lista de flop disband. meu interesse neles foi tão intenso que larguei na hora e fui ouvir i did it do finado spica, que mesmo seis palmos abaixo da terra ainda entrega mais vida, talento e relevância que essa bomba.
meu sonho dá pro mingyu, keeho e bangchan ao mesmo tempo
“Eu sou uma velha de guerra na fanbase e da época onde esses atos no K-pop lançando singles em inglês eram O evento.”
Não só no k-pop, né; Utada já lançou DOIS álbuns em inglês nos anos 2000, fez até uns shows por lá… e nada; o mercado ocidental nem deu bola (o fato dos álbuns em questão não terem sido tão inspirados como os trabalhos mais marcantes da discografia em japonês também não ajudou, ou a “brilhante” ideia de rimar “breezy” com “japanese-y”).
Uma pena. Mas pelo menos algumas coisas bem legais saíram desses álbuns, além da trilha sonora de Hora do Rush 2 com Utada servindo baixaria em parceria com a Foxy Brown na icônica “Blow My Whistle”.
Acho que assim como a BoA, Utada foi pro lado mais pop básico de rádio pra ver se hitava. Mas realmente, músicas legais saíram dos dois álbuns. Kremlin Dusk resetou meu cérebro.