O que (não) aconteceu em 2025: IU

Para os fãs mais velhos de K-pop, falar que a IU não vingou em qualquer ano é uma blasfêmea. Tipo, ame ou odeie, a irmã mais nova da nação passou ano após ano garantindo semanas no topo dos charts coreanos, transitando pela era digital e streaming como o nome mais bem sucedido da indústria do K-pop no mercado doméstico. Então, chegar no ano de 2025 e ver que a IU lançou dois singles e não passou 1 semana no topo do Circle Chart é algo que definitivamente deve ser registrado aqui nesse blog:

O único lançamento “pra valer” da IU esse ano foi o 3º EP de covers “A Flower Bookmark #3”, com “Never Ending Story” sendo o single do projeto. A balada fez o seu papel nos primeiros dias e conseguiu alcançar o 1º lugar em todos os charts real time, mas não sustentou o bastante e falhou em pegar o #1 no chart semanal do Circle/Gaon, conseguindo um 3º lugar como pico. Em setembro, a cantora lançou de surpresa o single “Bye, Summer” para os fãs (Que já tinham vivido a experiência da música na última turnê da cantora) e uma música para “se despedir” do verão desse ano. Sem qualquer divulgação e um lyric animado servindo de visual, “Bye, Summer” alcançou o 8º lugar no Circle.

E foi isso o ano da IU na música.

O grande projeto da IU em 2025 foi o drama “When Life Gives You Tangerines”, que mostrou mais uma vez a evolução e relevância da cantora como atriz na Coreia. O sucesso do drama na Netflix garantiu para o drama o título de série estrangeira (Fora da língua inglesa) mais vista da plataforma por 2 semanas (Além de 9 semanas no Top 10 do streaming), e garantiu mais um projeto aclamado e super bem visto para a IU na área da atuação, garantindo prêmio de melhor atriz na versão para TV do Blue Dragon Awards e a segunda indicação como melhor atriz no Baeksang Arts Awards, duas das maiores premiações da TV coreana. A carreira como atriz está muito bem, mas aqui a gente fala de MÚSICA, e nesse quesito a IU “não vingou” esse ano.

Para se ter uma noção, essa é a 1ª vez em 16 anos de Gaon/Circle que a IU passou 1 ano sem alcançar o topo do chart mais importante da Coreia com um lançamento dela, e o único outro ano que a IU não conseguiu figurar no #1 (2023) foi porque ela não lançou absolutamente NADA além de uma participação especial em “People” do Agust D. De resto, foram TRINTA E UM singles, colaborações e OSTs alcançando o topo do Circle durante 14 anos que tiveram lançamentos da IU. Houve uma época em que a IU anunciava comeback e todo mundo falava “Quem pegou #1 pegou, quem não pegou não pega mais” dada a garantia de que ela passaria semanas no topo dos charts com praticamente qualquer coisa, mas em 2025 a cantora simplesmente não conseguiu impor essa supremacia.

Olhar um ano em que a IU lançou música nova e não conseguiu figurar no topo da Coreia por uma semana é como ver o início do fim de uma era. Não só para a IU, mas para toda uma geração de solistas femininas que parece encontrar dificuldades para superar o protagonismo que os grupos e os virais de TikTok tomaram no cenário do K-pop atual. Isso não impede as cantoras de alcançarem posições relevantes na Coreia, mas parece que elas não conseguem ir tão longe sem a força de um viral nas redes sociais na Coreia (Assim como praticamente TODOS os hits #1 nos charts). A própria Hwasa, que recentemente alcançou o topo dos charts com “Good Goodbye”, conseguiu isso graças a performance no Blue Dragon Film Awards que viralizou na Coreia.

Obviamente esse não é um post para falar que a IU é fracassada ou coisa do tipo. Como disse durante o post, a cantora ainda conseguiu resultados relevantes mesmo com projetos não tão ambiciosos em termos comerciais (Ela lançou um cover e uma faixa de encore como singles esse ano, não é como se ela tivesse a todo vapor esse ano), mas chegamos em um tempo onde apenas o nome da cantora não garante mais tão facilmente o topo dos charts. Não só ela, como vários outros grupos e artistas que, em outros tempos, eram certeza de debut e semanas em #1 apenas pelo nome ou empresa que debutam, mas encontram dificuldade em alcançar o topo hoje. Velhas táticas não funcionam mais, e as empresas e artistas parecem precisar de novas estratégias para alcançar os #1s semanais/Perfect All Kills.

6 comentários sobre “O que (não) aconteceu em 2025: IU

  1. Desde o ultimo full ela não lança algo decente.. ela merece flopar pra ver q a direção artistica dela caiu mt.. Meu sonho o modern times 2.0

  2. Eu nem sabia que ela tinha lançado música esse ano. Pode ser que seja só a minha bolha mas acredito que a IU só não fez um PAK em 2025 por falta de divulgação mesmo, considerando que ela focou mais na carreira de atriz (e mesmo assim conseguiu números melhores que 90% da quinta geração)

  3. e ainda fazendo o mínimo ela consegue vencer esses grupos novos que tão todo dia implorando uma atenção da coréia batendo ponto em music bank. melhor que fazer sucesso é ser relevante o suficiente pra em quase 20 anos de carreira ter estabilidade em público e crítica, o flop dela ainda é o sucesso que pouquíssimos vão sentir o gosto

  4. O Flower Bookmark 1 e 2 são tão bons e ouvi tanto na minha adolescência, mas o Flower 3 tá muito sem graça, tentei gostar mas tá muito tidinha. Porém, continuo amando a lenda igual!

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