Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 4)

E chegamos na metade das melhores músicas de 2025. Aqui o bottom 50 é encerrado, começamos a falar do Top 50 e as músicas vão ficando cada vez melhores para o meu apurado gosto (Ou seja, algumas músicas aparecerão e vocês pensarão “É sério que ele não colocou nenhum solo do Red Velvet para falar que tal bomba é um hino?”. Sem mais delongas, vamos a mais 15 ótimos trabalhos ao redor da Ásia sendo aclamados nesse blog:

55º lugar — The Deep – EDM

“EDM” é tão fofa. A música é uma daquelas farofas sobre a festa não acabar nunca com a The Deep transformando “EDM” em “Everyone Deserves a Moment”, traz os sintetizadores mais brilhantes que a música eletrônica poderia proporcionar ne década passada e, basicamente, quer que eu tenha o meu momento. De tudo envolvendo o “K-POP BITCH”, “EDM” soa como o momento mais emocionante, com a The Deep sabendo que vive um momento especial na carreira e quer que todo mundo se sinta feliz por ela E com ela, o que é bem legal e torna essa música ainda mais amável e que me dá vontade de transcender ouvindo. A comadre é um amor e “EDM” mostra isso da melhor forma possível.

54º lugar — HANA – No Love

O HANA é basicamente a versão girlgroup da discografia da Chanmina, com algumas músicas que eu achei melhores até que os singles que a própria rapper lançou para ela esse ano. “BAD LOVE” é a mistura de hip hop com rock meio exaltado com raps mais agressivos que a Chanmina tem aqui e acolá na discografia, e funciona bem no conjunto de vozes que o HANA possui, seja pela individualidade de seus timbres ou pelo drama mais cru e emocionante que elas entregam na performance como um todo. “BAD LOVE” é a melhor música de HANA e da Chanmina em 2025.

53º lugar — Jaurim – LIFE!

Esse revival do pop/rock na Coreia não colou comigo até hoje, mas gosto muito quando esbarro em algum artista de lá que resolve fazer um rock mais “velha guarda”. Ainda mais quando é o Jaurim, que DE FATO é uma banda velha guarda de rock coreano e lançou esse ano o 12º álbum “LIFE!”. Ainda não parei para ouvir o álbum, mas a faixa título é incrível trazendo todo o senso de liberdade e rebeldia que um rock mais clássico possui. Não tem nada de novo na fórmula, somente o bom e velho rock com uma vocalista de voz mais exótica e marcante e guitarras que dão a emoção certa tanto acompanhando os vocais quanto no solo que rola ali no segundo refrão.

52º lugar — Galchanie – Touch

Se você está precisando de uma música quente e sexy para esse escaldante verão com um sol para cada um, eu recomendo que você adicione AGORA “Touch” da Galchanie na sua playlist. Uma música sem medo de falar de sexo e que a comadre está com tesão, em cima de uma forte influência da Tyla e seu afrobeats na produção. A graça de “Touch” está justamente nessa coisa mais desinibida, provocante e direta que a Galchanie proporciona: Não tem um segundo de “Touch” que não exale a energia transante que nossa pequena libidinosa quer passar, e estou 100% fechado com ela.

51º lugar — MILLI – Menace

Uma música de bad bitch querendo um amor de boy lixo não tinha a obrigação de ser tão sexy, mas a MILLI foi lá e fez isso com “Menace”. Ela está uma bagunça e se sente a mais burra das amantes por conta de um cara que não quer nada sério com ela, e canta isso em cima de um hip anos 90 com referências jazz super Amy Winehouse. Toda a agonia, tristeza e sensação de derrota é passada da forma mais adequada e visceral possível, e “Menace” me arranca arrepios até hoje só de ouvir. A melhor música do “LIGHTWEIGHT” e um dos grandes momentos da carreira da MILLI para mim.

50º lugar — ALLY JETAIME – No, Thanks

Se você estava com saudades do SISTAR ou queria alguém lançando nova “Ma Boy”, tenho novidades: ALLY e JETAIME formaram a dupla ALLY JETAIME apenas para servir essa versão tailandesa e moderninha do que o SISTAR19 entregou com o smash da década passada. Um R&B mais colorido, rebolativo e pop, invocando os números mais atrevidos dos anos 2000, uma faixa redondinha que, quando menos percebo, já deixei no repeat diversas vezes pois não quero largar a melodia envolvente e o refrão super sing along que “No, Thanks” possui, tornando o trabalho apaixonante e um ótimo jeito de abrir o Top 50 desse ano.

49º lugar — NMIXX – Papillon

2025 foi o ano em que o NMIXX chegou no mais alto nível de refinamento do seu “mixx pop”, e “Papillon” é possivelmente o maior exemplo disso. Se é para o trap ainda ser algo relevante no K-pop, que seja dessa forma desconstruída e explorando muitos elementos eletrônicos/dnb e que busque sempre o inesperado, mantendo qualquer ouvinte preso em “Papillon” só para ver até onde o som pode chegar. Com sorte o NMIXX mantém essa liberdade em ser mais fora da casinha e proporcione mais músicas especiais para um girlgroup de K-pop como essa.

48º lugar — DOLLA – Question

2025 foi um ano onde até um girlgroup pop da Malásia teve seu spotlight e virais fora da Ásia. “Question” não foi a música que carregou o DOLLA para o ocidente, mas elas emularam tão bem o pop de meio dos anos 2000 meio Timbaland das ideias que poderia ter sido, viu. A produção é deliciosa, os vocais puros são envolventes e o refrão é quase que uma viagem no tempo onde o meu euzinho adolescente estava descobrindo e vivendo pela música pop com refs do hip hop de 20 anos atrás. “MWA” pode ter levado o nome do DOLLA para outros becos fora da Malásia, mas “Question” também merece a sua atenção por ser tão boa quanto.

47º lugar — Jolin Tsai – DIY

O grande comeback da Jolin Tsai não me surpreendeu por ser um arraso, mas por escolhas ousadas que uma artista com 25 anos de carreira ainda poderia ter e fazer dar certo. “DIY”, por exemplo, começa com uma melodia mais lenta, sofisticada e “dark” que vai ganhando forma e intensidade conforme a Jolin vai se mostrando mais confiante e destemida, e aí o refrão explode em um grande funk mais grave para servir a fritação dance e explosão de energia que “DIY” quer mostrar de forma lúcida (apesar de indicar o caos). “DIY” é brilhante, deliciosa e se tornou uma das músicas que mais ouço do “Pleasure” hoje em dia.

46º lugar — SAAY – Mood

Sabe quando você escuta uma música ambiente mais relax e pensa “Hum, isso daqui é para você desacelerar e apenas seguir o ‘mood'”? Então, a SAAY fez exatamente (e literalmente isso) com “Mood”. E os elementos mais agudos que a música ganha em pontos depois do refrão que dá todo um drama e não deixa a música ser apenas um R&B mais passivo e sutil. Eu me sinto muito elegante ouvindo “Mood”, e é uma música que tinha potencial para eu achar uma chatice, mas a SAAY tem o que é preciso para fazer a música ser uma das experiências mais prazerosas do ano. E o EvoL mostra (novamente) que foi a contribuição mais importante e subestimada do K-pop.

45º lugar — My My – Not Minh Em

Uma das vantagens de experimentar um pop com elementos étnicos e uma atmosfera mais “misteriosa” é que pode se extrair músicas únicas para quem acompanha de fora. “Mot Minh Em” da My My é um exemplo disso, com uma flauta atrevidíssima (Para os mais kpoppers, lembra muito “Gotta Go” da Chung Ha em certos momentos) e um refrão super envolvente que dá mais intensidade para essa flauta, com um toque sexy que é extremamente satisfatório e uma interpretação elegantérrima da My My nos vocais. “Mot Minh Em” é uma música que você TEM que ouvir como introdução ao pop vietnamita.

44º lugar — DOLLA – MWA

Outra do DOLLA rodando nesse post. Mais uma vez, traz o funk na sua forma phonk como grande referência na hora de fazer um pancadão eletrônico para as massas. É legal essa abordagem mais pop que deram para “MWA” e, ao mesmo tempo que funciona fritando meu cérebro numa caixa de som mais potente, é deliciosa para me dar energia e começar bem um dia comum. O DOLLA foi uma grata surpresa de 2025 fora do K-pop habitual, e “MWA” bate forte em qualquer entusiasta de batidões funk exportados para a Ásia.

43º lugar — KT KRATAE – Too Good For You

Ai essa é tão boa. “Too Good For You” é bem direta com a KT KRATAE cantando que é boa demais para VOCÊ, e aí vem um batidão pop delicioso com uma performance igualmente fierce, como se fosse uma música boa da Jennifer Lopez sendo cantada por uma tailandesa. “Too Good For You” traz muito dessa ideia de diva performática e poderosa que não deita pra macho, e a música acompanha isso com uma batida forte, expressiva, com vontade de ser o seu mais novo hino do pop. Daí para frente é só maravilhas, combinando um pop mais exótico e chamativo com uma gostosa que sabe que fez uma música viciante para os gays.

42º lugar — hearts2hearts – Focus

2025 não estabeleceu nenhum girlgroup rookie como o novo girlgroup da nação, mas mostrou candidatas interessantes com músicas bem legais das gravadoras mais relevantes. Na SM tivemos o hearts2hearts, que já mostrou que está disposto a lançar bops para as crianças homossexuais no crocantíssimo e focado house de “Focus”, que ganha pontos pelos vocais mais “neutros” combinarem muito bem com o instrumental, entregando um certo poder de divas para a faixa enquanto elas cantam que não conseguem focar em nada além de VOCÊ. Em algum momento a SM conseguirá emplacar o Hearts2Hearts como novo girlgroup da nação, e deus queira que seja com uma música tão boa quanto “Focus”.

41º lugar — Hyolyn – Shotty

A Hyolyn conseguiu fazer tudo que consegue fazer como artista em 2025 como baladinha para os fãs e bater perna na praia com um single de verão, mas a gente segura a mão da comadre pelas piranhagens no R&B. E o novo banger para egeras da Hyolyn se chamando XOTA e ganhando um break inteiro para filmarem o cu dela em 4K? Essa mulher não brinca em serviço. “Shotty” não chega a ser tão emblemática quanto “Dally” e “Layin’ Low”, mas a fodona mostrou que ainda tem muita libido para queimar e “chocar os kpoppers” com muito rebolado e saliência.

7 comentários sobre “Year End 100: As melhores músicas de 2025 no pop asiático (Parte 4)

  1. Xota e Focus morrendo antes do top 20 foi criminoso da sua parte, Dougie! Retrate-se colocando Hunter, do Key, na 24ª posição.

  2. adorei que 90% das músicas dessa parte são de gostosas com tesão. E não conhecia essa Milli mas depois de ouvir essa vou ter que ir atrás.

  3. focus hinooooooooo tô loopando essa música de um jeito insano mas vi o mv pela primeira vez e que feioooo um housezão maravilhoso desse merecia algo colorido brilhante como vira no final mas a maior parte é cinza credo

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