2026 marca o ano em que o ZEROBASEONE encerrará as atividades como grupo no K-pop. O grupo tinha o disband programado em janeiro mas aceitou prorrogar o contrato por mais dois meses, o suficiente para lançar o álbum especial “Re-flow” e fazer uns shows de despedida mais apropriados. Em março o grupo canta pra subir, mas algum fã do grupo me mandou um pix para, antes do fim, falar dos dois EPs favoritos dele: “MELTING POINT” e “You had me at HELLO”. Será que algum deles presta ou só mostram que o ZEROBASEONE está fazendo hora extra por aqui?

Artista: ZEROBASEONE
Álbum: MELTING POINT
Lançamento: 06/11/2023
Gravadora: WAKEONE
Nota: 69/100
Com a desculpa ideia de “derreter os corações dos ouvintes com a pureza de performances marcantes e visuais brilhantes”, “MELTING POINT” segue o mesmo clichê dos EPs versáteis do K-pop que querem mostrar diferentes personalidades cativantes através de diferentes sonoridades, e essas sonoridades coincidente batem com o que todo mundo andava lançando ali em 2023. Tem Jersey Club, Drum n Bass, Pop Rock e baladinha inspirada em canção infantil, coisas que praticamente todo o K-pop já fez e colocou em um álbum. O K-pop nessa década lançou MUITO álbum sonoramente parecido (O que é um grande feito, levando em conta que cada álbum ultimamente tem uns 5 estilos musicais distintos) e isso tira um pouco do brilho que o “MELTING POINT” poderia ter.
Nenhuma música como um todo é ruim. Tem coisas mais específicas que são bem “err…” como o terrível refrão de “CRUSH” e a performance inexpressiva de “Good Night” (O grupo tem umas 20 pessoas e todas são engolidas pelo piano), mas o conjunto de ambas tem pontos positivos também. Os destaques também não são 10/10 e soam como se fosse a milésima tentativa do K-pop fazendo Jersey Club e Drum & Bass para adolescentes ouvirem na escola, mas “MELTING POINT” e “Take My Hand” são duas músicas aconchegantes e muito agradáveis de ouvir. Não tem nada muito impressionante, mas é competente se tratando de um 2º mini álbum de um grupo formado em reality show.
Acredito que muita coisa nesse álbum realmente seja diferente para o universo do ZEROBASEONE por ser o 2º lançamento do grupo, mas não dá para negar que o “MELTING POINT” não tem nada musicalmente que difere o álbum/grupo de qualquer outro álbum/grupo da geração deles. De qualquer forma, é um álbum bem feitinho e fácil de escutar do início ao fim, com poucos momentos que desafiem ou tirem o ouvinte da zona de conforto (Com a única exceção sendo o já citado horrível refrão de “Crush”). A música “MELTING POINT” encapsula bem tudo que o K-pop considera como “jovem” e “moderno” para a música eletrônica e “Take My Hand” era uma escolha melhor e mais óbvia de single para eles (Soa como uma evolução mais fresh do que foi feito em “In Bloom”), o que fez o EP valer a minha atenção.

Artista: ZEROBASEONE
Álbum: You had me at HELLO
Lançamento: 13/05/2024
Gravadora: WAKEONE
Nota: 75/100
You had me at HELLO”, 3º mini álbum do grupo, tem a mesma ideia do anterior: Mostrar versatilidade e que eles tem talento para sustentar diferentes sonoridades em faixas bem distintas, dessa vez para “explodir todas as emoções negativas e apresentar momentos inesquecíveis”. Logo na primeira faixa “Solar POWER” já percebemos a postura mais agressiva e melodia mais intensa em um hip hop mais poderoso, com os meninos variando entre sussurros e vocais forçadamente mais grossos. Isso não se mantém pelo álbum todo (Na verdade, no single do comeback isso já é jogado pela janela), mas já é bem mais ousado que o conjunto criado no EP anterior.
Em termos de sonoridade e de escolhas de gêneros musicais para montar tracklist, “You had me at HELLO” é um EP com escolhas bem mais memoráveis, como os Hip Hop mais ousados e (meio) sexy em “Solar POWER” e “Dear ECLIPSE” e o coloridinho e retrô house de “SWEAT” que exala o carisma do ZEROBASEONE em uma produção mais vibrante e dançante. Até mesmo as faixas mais lentas de fim de álbum tiveram uma execução mais feliz e renderam trabalhos mais adoráveis (Sunday RIDE é um AMOR de midtempo), mostrando um entendimento de como o grupo funciona e permitindo escolhas mais “audaciosas” e assertivas para eles.
Com isso dito, é difícil aceitar a escolha de “Feel The POP” como single. Não é difícil entender, pois essa mistura de jersey club e garage era a mais segura/combina com a ideia de “trilogia” de debut que tentaram forçar para eles, além de ser mais fácil de executar uma versão “sped up” (Que foi lançada dentro do EP… oh bobagem), mas é fácil a faixa mais fraca do álbum. A ideia geral do “You had me at HELLO” parece ser muito mais expressiva e marcante com as album tracks, enquanto o single fica nisso de ser “easy listening” e não ser nada memorável no final do dia. “SWEAT” seria uma música bem mais interessante de ser trabalhada como faixa principal (A música foi single de pré-lançamento para esse EP), enquanto “Solar POWER” e “Dear ECLIPSE” mostram sons promissores, que poderiam ser desenvolvidos em comebacks futuros.
No geral, os 2 EPs sofrem do mesmo problema: Querer abraçar sonoridades DEMAIS e muito DIFERENTES em projetos curtos. Projetos “versáteis” sem um fio condutor ou um conceito mais definido como norte só funcionam em álbuns que o artista se esforça em pelo menos tentar fazer todas as faixas serem 10/10 (Praticamente todos os melhores álbuns da Koda Kumi são exemplos disso), mas isso não acontece em nenhum dos dois mini álbuns do ZEROBASEONE. “You had me at HELLO” tem mais força e foge um pouco do “Vamos fazer o que todo mundo está fazendo” enquanto “MELTING POINT” segue a risca a fórmula de álbum de K-pop 101, ambos são EPs bons o bastante para aproveitar do início ao fim mas nenhum tem aquele brilho ou grandiosidade que destaca o ZEROBASEONE do boygroup comum.
Para ouvir de novo, eu recomendo “MELTING POINT”, “Take My Hand”, “SWEAT” e “Dear ECLIPSE”. “Solar POWER” tem muito vício de música de boygroup que eu acho repulsivo mas dá para ouvir num dia de coração mais aberto, e “Sunday RIDE” é uma midtempo para os dias que você quiser ouvir algo mais leve e midtempo. O resto não é ruim (Ou TÃO ruim), mas eu acho que é mais questão de simpatizar com o grupo em si antes de curtir as músicas.
Esse post foi bancado por um gostoso pix para falar desse grupo em estado terminal. Se você quiser bancar um post para esse blogueiro ou simplesmente quiser me mandar dinheiro dizendo para ajudar a bancar um ingresso para o show do Cascada no Brasil em junho, você pode mandar um pix de qualquer valor na chave: dougielogic@gmail.com. Você também pode seguir o blog nas redes sociais, temos bluesky, instagram e X/Twitter (até quando?)
Esses meninos parecem uns queridos msm, talvez eu finalmente deixe de preguiça e vou dá uma olhada nos álbuns deles…….
E KD A SENHORA TEAYEON???????? gente até eu voltei (depois de descobre como ajeitar meu nome de usuário) e ela sumida até agora, cadê minha barraqueira favorita?????
inclusive qd a noticia mais triste do ano sair eu mando outro pix p vc fazer review do youth in the shade
gente ouçam take my hand serio vcs vao adorar musica do seculo
tentaram ser (por favor wordpress incorpora o link): https://youtu.be/_-4xKGOE30A?si=Zod9HenRJbY7b8v5
ai que triste, mesmo não ouvindo mta coisa deles dps de in bloom eu gosto mto desses meninos desde o boys planet pra mim a melhor temporada dps do produce 48 e eu achei que eles ficariam mais tempo como o kepler espero que eles façam mto sucesso individualmente, eles são mto carismáticos e zhanghao it boy
Ai que mico, sendo que poderiam ter feito pix pra falar do Youth in the Shade e do Blue Paradise.