Apink não se lastima por tal, pois está prestes a completar 15 anos (De carreira e de vida, aparentemente) com “Love Me More”

Apink está de volta para comemorar 15 anos de carreira com o 11º mini álbum “RE:LOVE”, o primeiro álbum depois de 3 anos de hiatus e faixas especiais de aniversário. A faixa principal desse primeiro grande retorno de 2026 no K-pop é “Love Me More”, que pode não ser muito relevante para as gatinhas que conheceram o grupo na fase mais cunty pós “I’m So Sick”, mas será OURO para quem é fã do grupo desde quando elas eram a resistência aegyo da década passada:

“Love Me More” é um grande resgate aos estilos musicais que deram uma carreira para o Apink lá no início, com destaque para os dois grandes hits do grupo “NoNoNo” e “LUV”, numa versão mais “madura” pois 15 anos de carreira e tal. Esse pop mais fofinho e orgânico com toques de new jack swing não é a minha faceta preferida do Apink e o meu single favorito da fase “white aegyo” do grupo (Ou “christian horse music”, como a fanbase mais nova chama) é “HUSH”, que vai para um lado mais sintetizado e vibrante, mas hoje em dia entendo o charme hoje em dia.

Tipo, “Love Me More” é um pop mais leve, despretensioso, e me imagino ouvindo essa música de manhã enquanto tomo um chá na cafeteria e meu único problema de adolescente branca fosse pensar em como fazer o meu crush me amar de volta. O Apink do velho testamento lançava esse tipo de pop mais jovial e inocente para colegiais, e isso servia como um grande contraponto a quantidade de conceitos mais sexy que o K-pop desovou na década passada. Resgatar isso com um olhar mais maduro mas sem perder essa essência pura de quem está vivendo “a magia de um amor aos 15 anos” dos grandes sucessos delas foi uma grande sacada.

Minha única questão com “Love Me More” é que a música parece pegar leve demais e não tem um gancho muito relevante para me prender como ouvinte. Acho que o “break” new jack swing que rola ali no segundo refrão poderia ser maior, e a repetição do nome da música não é ruim mas acaba sendo um grande tanto faz também. O refrão é muito bonito e um grupo que tem Jung Eunji tem que exibir os grandes vocais dela sempre que possível, mas não me deu aquela vontade de cantar junto com elas e repetir a música mais vezes, sabe? “Love Me More” é uma música adorável para ouvir duas ou três vezes mas, pelo menos por enquanto, não é algo essencial.

Ali em 2016 eu odiaria essa música e seguiria amaldiçoando elas por tirarem os prêmios de rookie do ano do Dal Shabet enquanto pagava calcinha de minissaia num sexy concept, mas estou bem mais acessível a músicas mais fofas hoje em dia. Além disso, “Love Me More” traz um toque mais nostálgico e fresco em meio a tanto pancadão eletrônico e pop/rock mediano no K-pop atual, o que pode servir como refúgio para aqueles que sentem falta dos “bons e velhos tempos” da indústria. Não é uma GRANDE música feita para impactar a nação, mas é uma homenagem bonita para a história do Apink e esse “back to basics” deve encantar os fãs mais velhos de guerra do grupo.

4 comentários sobre “Apink não se lastima por tal, pois está prestes a completar 15 anos (De carreira e de vida, aparentemente) com “Love Me More”

  1. eu amei!! é super difícil errar com 90’s, além de que elas arrasam em quase tudo o que lançam (exceto na TENEBROSA five). imagina fazer 15 anos de carreira sendo confundidas com o newjeans? aceitem a revelação da quinta geração bbs

  2. finalmente um aegyo que as pessoas abrem a boca, já surraram praticamente todas as músicas desse conceito nos últimos 3 anos

  3. Foi com o Apink que descobri o kpop. Na minha adolescência eu ouvia o Pink Season o tempo todo. Um dia mando um Pix pra rankear os singles desse grupo maravilhoso!

Os comentários estão desativados.