O impacto da Pabllo Vittar no K-pop fez o IVE querer lançar a própria “BANG BANG”

O início de ano da Starship está bem movimentado, né?! Depois de 2 MVs para o comeback do KiiiKiii, chegou a vez do IVE aproveitar a casa vazia para lançar o seu segundo full album “REVIVE+” no próximo dia 23. Antes disso, o grupo lançou hoje a primeira amostra do álbum com o single pré-lançamento “BANG BANG”, e eu tenho certeza que tem uma onda de homossexuais fãs de conceitos mais girl crush que gritou que essa é a melhor música de 2026 até aqui:

Pelas prévias eu achei que “BANG BANG” seria uma versão mais intensa e bate panela da ótima “Hypnosis” lançada na época do I’VE IVE, e acho que a música é mais ou menos isso aí. Ou “BANG BANG” do IVE seria uma versão K-pop de “BANG BANG” da fodona Pabllo Vittar? Já que as refs de faroeste aparecem nas duas músicas e são bem parecidas até…

“Ah mas isso aí é um cover” FODA-SE, escolhi acreditar que a maior kpopper que temos botou a versão dela na playlist da Wonyoung e inspirou a it girl a fazer algo com a mesma aura para o IVE

…Enfim. O ponto é que “BANG BANG” é mais uma tentativa do IVE de fugir do synthpop assinatura delas e convencer o público que elas também sustentam e arrasam em trabalhos eletrônicos mais pesados e com uma atmosfera mais noturna. “BANG BANG” aposta numa ideia mais “clubber” de fazer EDM que ficou bem popular e BRAT recentemente, mas tem uma execução que segue uma cartilha de girl crush meio manjada.

A mistura do EDM industrial com a guitarra de bang bang é interessante no papel, mas não sei se ficou tão excitante na prática. Tem momentos legais como o batidão club enfiado no refrão e a 2ª leva de versos que eu curti MUITO, mas tem momentos 101 do girl crush de mina fodona que soam bem óbvios e tiram um pouco do espetáculo para mim. Ao mesmo tempo que a música tenta ser mais “imprevisível” com viradas de ritmo e elementos surgindo aqui e ali, o conjunto da obra é previsível e chega no mesmo lugar que uma porrada de faixas EDM para agradar potenciais fãs de um BLACKPINK/aespa da vida (E que não necessariamente são fãs do IVE). Entendo e não condeno o IVE por tentar ampliar seu público, e “BANG BANG” é uma notável evolução se compararmos com “Baddie”, que tem a mesma intenção mas a música é uma merda.

No geral, “BANG BANG” funciona para o IVE do mesmo jeito que “UNFORGIVEN” funciona para o LE SSERAFIM: Uma música com um forte apelo ocidental e uma óbvia guitarra de filme de faroeste americano para promover uma imagem menos frágil e mais destemida de grupos que buscam exibir versatilidade. “BANG BANG” é melhor em comparação por conta dos elementos oontz oontz que deixam a coisa mais dançante e acho que simpatizo muito com o IVE a ponto de deixar a música crescer com mais plays (Não é como se o K-pop estivesse lançando muita coisa melhor para ignorar esse single), mas não vai me fazer parar de ouvir “404 (New Era)” e outras melhores músicas de janeiro. Tem MUITA cara de pré-lançamento que bomba com os #xovens e acaba virando a faixa principal do comeback (Não seria a primeira vez que isso aconteceria com o IVE), mas espero muito que o comeback pra valer no dia 23 sirva um single bem mais emblemático.

5 comentários sobre “O impacto da Pabllo Vittar no K-pop fez o IVE querer lançar a própria “BANG BANG”

  1. Queria que elas mantivessem a vibe do refrão nos versos, o refrão é uma delícia mas a maioria dos versos só são passaveis pelo instrumental que também é muito bom. Mas pelo que eu entendi pelo último parágrafo do post, isso é só um pré-lançamento? Porque se for, faz sentido já que os pré-lançamentos do IVE nunca me pegam. Se a title não for um synthpop babadeiro, espero que elas pelo menos compensem nas b-sides nesse álbum aí.

    (E que delicinha essa música da Pabllo)

  2. achei a música curiosa porque ela parece uma grande briga… deu a impressão de que a qualquer momento vai virar uma baddie mas quando tá prestes a acontecer, a música volta pra um synth pop dreamin mais característico do ive e nisso, ela anda numa linha muito tênue e não ironicamente acho isso um elogio

    eu teria tirado a guitarra country e metido um sintetizador mais etéreo pra continuar na vibe xoxz e o ‘bang’ repetido fica bem chato. agora, o bang bang harmonizado é orgástico, o pré refrão bem construído, a gaeul finalmente ganhando linhas interessantes e todas com um timbre bem diferenciado umas das outras, explorando umas zonas vocais legais. dá pra ver que, diferente dos comebacks anteriores que pareciam uma transição sonora, esse de agora é o amadurecimento de fato do som delas, tanto que achei bem conveniente ser logo um full álbum. sei que elas vão entregar músicas melhores, mas essa ao menos me deixou curioso pra saber o que vem ai

  3. ai não sei oq achei, não é nada ruim mas é um meh, faz mto tempo que o ive não me pega na primeira escutada com uma title track sempre demora um tempo. o refrão é legal, eu adoro esse som faraoeste (por isso que eu adoro unforgiven). mas eu devoro loucamente qualquer coisa que o ive lança inclusive as tralha tipo baddie e heya acho que é questão de o ouvido se acostumar com essa que é bem melhor que os dois últimos comebacks delas.

    importante é que a rei continua sendo a mulher mais linda do mundo e só fica mais bonita a cada comeback.

  4. Eu gostei muito do instrumental e do refrão, mas os primeiros versos são meio chatos. Mas elas estão lindas no mv e acho que sustentam bem a energia de patricinhas herdeiras.

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