Top Top.jpg: 10 músicas tão viciantes que parece até que botaram droga na produção

O assunto da semana na internet poderia ser o álbum novo do IVE ou o comeback do BLACKPINK, mas o Simon Jakops (chefão do XG) resolveu monopolizar os tabloides sendo pego com uns pacotes de cocaína e tendo que responder isso para a justiça japonesa. Não tem muito o que comentar sobre a notícia em si e estou meio “ihhh se vira aí com a legislação anti-drogas pesadíssima do Japão, amigo” (Não afundando o XG no processo a gente se vira daqui pra frente), mas isso me motivou a fazer um Top Top.jpg com 10 músicas que são tão viciantes na minha playlist que parece que botaram alguma droga na produção e eu não consigo mais largar. É mais um post sobre 10 hinos aleatórios que coloco em um único post com o título diferente? Sim, mas vocês gostam de descobrir alguma coisa mais fora da casinha nesse blog, então é válido divulgar as maiores pedradas da minha playlist sempre que possível.

Sem mais delongas, vamos ao post:

10º lugar — aespa – Whiplash

Uma vantagem do aespa só ter lançado música mais ou menos ano passado é ter me agarrado aos singles realmente bons do grupo em 2024, e é sempre delicioso revisitar “Whiplash” e deixar no repeat dezenas de vezes enquanto me sinto a gostosa mais gostosa do meu quarto servindo muito carão e pose. O aespa é praticamente imbatível quando não tenta fazer nada além de farofada para gays, e “Whiplash” ganha pontos pelo pulso e ritmo frenéticos que o instrumental house possui, além da virada na ponte que me leva para outra atmosfera e me faz voltar bem a tempo de dar o nome no refrão final.

9º lugar — Perfume – 1mm

Normalmente eu coloco algum single do Perfume na cota de músicas insanamente viciantes do Nakata, e o meu vício atual nelas é em 1mm. É incrível como o Nakata sabe moldar suas viagens psicodélicas na música eletrônica para algo extremamente radiofônico e POP nas mãos/vocais artificiais do Perfume, e “1mm” é o exemplo mais insano disso com sintetizadores sendo repetidos à exaustão de um jeito que hipnotiza qualquer ouvinte e uma gaita de fole que surge do mais absoluto NADA e me leva para outra dimensão. “1mm” nem é a música mais apocalíptica da vida do Perfume, mas é o tipo de música que encanta e te vicia pela audácia.

8º lugar — Chisato Moritaka – The Mi-Ha

Na lista de músicas de conforto para desestressar e me sentir como uma jovem idol sem preocupações, “The Mi-ha” da Chisato Moritaka está lá no topo. É uma música que me faz entrar de cabeça no personagem adolescente, extremamente adorável tanto nos momentos em que o instrumental só fica rolando enquanto ela repete “The Mi-Ha” quanto nas partes cantadas com o vocal mais agudo e vibrante da Chisato. E o refrão é um amor, eleva toda essa energia doce e atrevida que a música quer passar e é um dos trecos mais sing along do J-pop. Quero ir num karaokê para cantar essa com o pior japonês existente um dia.

7º lugar — Elva Hsiao – Love Confession

A Elva Hsiao todo ano ensaia e promete um comeback para valer no mandopop e todo ano eu revisito a discografia da minha velha para entrar no hype que nem otário rezando para pneu (Afinal ela já “desaposentou” há uns 3 anos e nada de álbum novo), mas a diva era um arraso quando servia concorrência para a Jolin Tsai nos anos 2000. “Love Confession” é o puro pop de gostosa atrevida dos anos 2000 com um toque de inocência e desespero para viver um amor (A Elva gosta de cantar sobre as formas de amor e amar, e até se autoproclama “Capitã do amor” por aí) mas a produção é daquelas que desperta qualquer criança viada taiwanesa da época de tão boa (E melhor ainda se tratando do pop taiwanês do meio dos anos 2000). Ela quis viver sua fantasia de princesa do pop e eu fiquei obcecado nisso.

6º lugar — KiiiKiii – 404 (New Era)

O lançamento de 2026 que mais ouvi até agora é das queridas comadres do KiiiKiii, que nessa experiência de “experimentar tudo que não parece single do IVE” que elas vivem desde o debut descolou um HINO para as pistas kpoppers homossexuais. Tudo em “404” é tão precioso e eu sinto real que passei o meu legado de homossexual anos 90/2000 para minhas irmãzinhas mais novas que estão prontas para lacrar muito em qualquer balada GLS com um batidão sensacional e life-changing. Tudo dá MUITO certo em “404”, e espero muito que o hit dessa faça a Starship investir em mais pedradas house para o KiiiKiii.

5º lugar — Lexie Liu – dance dance

Boa parte do material mais dance da Lexie Liu vai para um caminho mais alternativo que me faz sentir a jovem mais quente do tumblr com meus 16 aninhos. “dance dance” não é uma exceção e é um dos melhores exemplos disso na discografia dela, servindo uma faixa dance digna de gatinha menos mainstream que tem noções de música eletrônica e um sonho. Um misto de simplicidade, profundidade, artificialidade e honestidade de uma gatinha que só quer dançar mas parece ter muito mais a dizer. E é nessa obsessão em buscar as entrelinhas que eu fico preso nessa que é uma das minhas músicas favoritas da Lexie Liu.

4º lugar — Kalen Anzai – Heaven

A Kalen Anzai é o tipo de artista que você nunca espera ver lançando algo BOM, seja pelo background de ser a milésima modelo que a avex tentou emplacar como cantora no J-pop ou apenas pela sequência de músicas tanto faz (quando não ruins) que ela lançou na carreira. Eis que, aos 45 do segundo tempo, ela descola algumas parcerias com o Danny L Harle e daí nasceu “Heaven” que é perfeição em forma de música pop. Logo no coro da intro eu já sinto que minha alma irá para o espaço, e toda a melodia etérea mais os vocais emocionantes que só uma japonesa que não sabe cantar consegue transmitir são icônicos, gerando um refrão TÃO sing along que até uma porta que não sabe ler um kanji sequer como eu aprende a cantar do início ao fim.

3º lugar — Youha – Abittipsy

Uma coisa que sempre me faz revisitar “Abittipsy” é o quão icônica ela parece parte do “Body Talk” da Robyn. A melodia é basicamente a Youha sentando numa mesa e falando “E que tal eu fazer uma versão synthpop coreana de Dancing On My Own?”, e aí saiu “Abittipsy”. Eu AMO lembrar dessa masterpiece da Robyn enquanto ouço essa música, e aí deixo rodando em loop para minha minha mente ir LÁ em cima, e o negócio fica ainda MELHOR quando você bota essa música depois de tomar a primeira dose da sua bebida alcoólica favorita (Menores de idade, não façam até a maioridade). Uma grandiosa canção que merecia todo o sucesso que não teve.

2º lugar — amuyi – kssa’

Eu já falei algumas vezes de “kssa'” (Ou “tansuo kssa”) da Amuyi por aqui, mas acho que nunca é demais falar desse hino por aqui. A união de dois mundos, juntando os dialetos da tribo atayal com o fervo da música trance, é tão exótico e energizante que eu fico obcecado por cada detalhe e sintetizador que a música ganha. O desenvolvimento de “kssa'” é mágico, etéreo e ela repete os “boya boya” com tanto carinho que é como consumir algum entorpecente e o terceiro olho abrir enquanto o batidão infecta maravilhosamente a minha mente. Um luxo, e quem não ouviu TEM que ouvir.

1º lugar — XG – GALA

Já que foi o produtor do XG que motivou a existência desse post, nada mais justo que o XG assumir o topo dessa lista. Ainda mais que “GALA” ainda é A MÚSICA, amados. Tudo que o XG tem como marca para o conceito visual extreterrestre e a sonoridade eletrônica do grupo está perfeitamente cristalizado, com a ambição de botar o grupo na elite tanto visual quanto sonora do asian pop, e a execução é primorosa, elevando cada verso ao limite e criando a música perfeita para eles. “GALA” é o XG no seu AUGE, e dificilmente será batido agora que o Simon deve ser preso afastado por um tempo da direção criativa do grupo.

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