Todo artista tem aquela música que não ganha a devida promoção, fica meio escondida como album track ou b-side e acaba desperdiçando o potencial de uma música icônica que é fácil um dos auges da carreira. E o Lado B nasceu para comentar essas grandes músicas que o artista não fez questão de divulgar mas que eu ouvi e acho que merecem muita atenção.
E hoje vou testar um formato desse post em lista, que me permite resgatar músicas velhas e aliar com as novidades dos últimos dias, aumentando as possibilidades de recomendações para vocês adicionarem em suas playlist. Então aqui vai 5 músicas que não tiveram o brilho de serem singles, mas que merecem a sua atenção:
Oh My Girl – Vogue
O Oh My Girl tem um estilo bem limpo e de instrumentais etéreos muito único, que dá personalidade para momentos onde o grupo pode ser mais intenso e fora da curva. “Vogue” é um grande exemplo disso, com sintetizadores mais profundos que não forçam exatamente um lado fofo do grupo, mas você sente que é uma música do Oh My Girl no momento que elas começam a cantar e quando o refrão ganha sintetizadores mais cintilantes e adoráveis. A música quebra várias expectativas que eu tenho quando decido dar play em algo do Oh My Girl, mas existe uma identidade forte que deixa “Vogue” perfeita para o grupo.
“Vogue” poderia ser um ponto de partida interessante para uma evolução mais dançante e intensa na sonoridade do grupo, mas elas optaram por consolidar um caminho mais soft e carismático que deu muito certo com o Queendom e os comebacks seguintes, e coisas como “Vogue” acabam sendo apenas momentos em que elas têm espaço para fazer algo diferente do habitual da marca.
IVE – Super ICY (Leeseo Solo)
Teremos alguns electropops de velha de guerra no K-pop nesse post, mas tenho que exaltar electropop de novinhas do K-pop também pois elas estão arrasando. Toda vez que dou play em “Super ICY” da Leeseo eu sinto a noite, as ruas, o estilo da vida noturna dominando a minha mente e me fazendo sentir a gatinha mais COOL do centro de São Paulo. Nada nesses quase 3 minutos é polido ou preocupado em ser agradável, e isso faz momentos que soam errados de primeira (Como o rap na segunda metade da música e os icycycycycy e bite bite bite do refrão) darem a volta e serem certeiros, criando uma música descolada para uma gatinha descolada.
“Super ICY” me chocou na 1ª vez que ouvi o álbum novo do IVE pelo fato do grupo (Ou alguém no grupo, pelo menos) estar disposto a servir algo mais sujo, autotunado e com personalidade. Não que esse solo da Leeseo reinvente a roda ou distorça toda a sua noção de música eletrônica já feita, mas tem uma coisa mais intensa e IDGAF que, até então, o IVE estava penando para conseguir. É uma música de BADDIE, mas uma boa música de BADDIE.
9MUSES – Action
Uma das grandes vantagens de cantar com a beleza é que, normalmente, as gravadoras se empenham em dar umas produções eletrônicas babadeiras para elevar ainda mais essa sensação de música barbarizante para você se empoderar na pista de dança. Quando a Star Empire entendeu que esse era o gimmick para fazer o 9MUSES acontecer com os homossexuais, cada farofa delas era melhor que a anterior e o céu parecia o limite para o grupo.
“Action” é meio que uma das músicas obrigatórias que qualquer um dos 18 fãs do 9MUSES que existem em 2026 fala para você ouvir além dos singles. Só na intro você já sente que vai ouvir um electropop delicioso e intenso, e a adrenalina (E certo tesão) na interpretação dessa música é perfeita. Cada parte de “Action” parece feita para te dar uma vontade de viver algo novo sem medo do perigo, apenas pelo vício em sentir algo acontecendo com você. E algumas das gostosas do 9MUSES queriam MESMO mostrar que também cantam, fazendo um refrão que, mesmo não precisando servir tanta emoção, serviu e é lindo. Se você gosta do terceiro escalão da 2nd gen do K-pop enriquecendo sua playlist, “Action” é essencial.
TWICE – FIREWORK
Nos últimos anos o TWICE vem lançando TANTA música no automático que é até difícil destacar quando realmente tem algo BOM a ser extraído delas. O single “MORE & MORE” de 2022 é o treco mais óbvio que a JYP poderia ter feiro do Tropical House da época e um grande exemplo disso, mas o mesmo EP tem a pérola “FIREWORK” que, até hoje, considero uma das melhores delas nessa década. O reforço da latinidade do TWICE com “FIREWORK” é delicioso, elas viram algum coitado com um violão e um sonho e falaram “Tá aí, vamos ser latinas para o ONCE”. O resultado é uma faixa quente, envolvente e até sexy, com um refrão que canto junto com elas com bastante gosto.
“FIREWORK” parece dar uma degringolada quando os elementos mais EDM ganham destaque na música mas, quando a sonoridade latin pop ganha mais força, tudo vira um pequeno caos hipnotizante para mim. O violão da intro já tinha me prendido na música, e toda aparição dele na música me deixa arrepiado até hoje, assim como o refrão adequadamente alto e dramático que “FIREWORK” possui. Era esse o trabalho tropical que o TWICE devia ter vingado como title track, mas a JYP não teve a mesma visão.
KARA – Do It! Do It!
Há alguns anos eu fiz as pazes com a discografia japonesa do KARA. Quer dizer, tem muita coisa questionável no meio dos singles delas lá, mas tem coisas bem legais e mais “acessíveis” (Entre aspas já que só existe um álbum japonês do KARA no Spotify) para os que estavam fechados com o electropop japonês mais radiofônico. No 1º álbum “Super Girl”, a minha favorita é “Do It! Do It!”, que é A CARA da farofa de 2011 asiática que fazia a cabeça do homossexual de 2011 pirar ouvindo.
“Do It! Do It!” é a farofa eletrônica girly que praticamente todo girlgroup coreano fazendo excursão no Japão lançou em algum momento e em 100% dos casos é muito bom. O batidão mais marcado instantaneamente coloca botas bem brilhosas que vão até meu joelho, shortinhos perigosamente curtos e a franja mais cheia que verei na minha cabeça para fazer uma coreografia babilônica baseada em bate cabelo e chutes no ar. Com isso, elas só precisavam de um refrão ótimo com um gancho chiclete para eu fingir que é a melhor música da década, e elas fizeram exatamente isso. Nada em “Do It! Do It!” soa como novidade, mas encapsula e mostra muito bem o que era quente no pop de girlgroup da década passada.
Tem que ter uma parte 2 Dougie
Nossa, amei a playlist, Firework realmente é um primor que não teve a devida atenção à Época, como once eu sempre pesco umas pérolas nos álbuns e EPs, o Taste of Love mesmo tem uma penca de B-Side boa, SOS é transcedental pra mim
Amei
Tenho 16 anos e conheço todas essas farofas, além de ser grande fã de eletropop e da segunda geração… estou no caminho certo?
Que coincidência, também tenho 16 anos
16×2
16 anos de ZIG né dougie?
a fic
Desafio: achar uma b-side ruim na discografia do 9muses
Não conhecia as outras, muito boas. Nunca pensei que veria o OMG servindo uma música tão homossexual
Quero uma parte 2, esse post foi muito bom.
leeseo musa do ive
vogue hinoooo elas foram aliadas nessa
SUPER ICY HINO. Nunca pensei que ouviria outra música boa vindo de algo relacionado ao IVE, após After Like, mas não é que veio aí?