UNCHILD, Baby DONT Cry, HEART OF WOMAN: Conferindo os comebacks de quem quer ser o futuro do K-pop

Recentemente a 5ª geração de girlgroups do K-pop ganhou novos protagonistas com a ascensão do RESCENE e o meteórico sucesso de “NEON” do A2O LITE, mas tem outros girlgroups tentando ser banhado por esse mesmo sucesso. 3 deles fizeram comeback entre ontem e hoje, então vamos fazer um compiladinho para destacar os comebacks do Baby DONT Cry, HEART OF WOMAN e UNCHILD no K-pop. Um deles vale a pena, os outros dois… é, nem tanto. Descubra quem são depois de clicar em “leia mais”:

Baby DONT Cry – Replay

“Replay” é basicamente o Brave Brothers vendo que blogueiros de fundo de quintal (Que são as pessoas mais relevantes que ainda dão moral para o que sai do ventre dele) aclamaram “Only One” da Crystal Kay com a Yoonmirae e falando “Tá aí, vou jogar uma dessas para o meu girlgroup e serei aclamado também”. Então, se você achou que a queda do NewJeans e o sucesso de “NEON” livraria o K-pop do UK Garage e derivados por um tempo, se enganou bonito pois ainda terá uma galera fazendo um derivado do que bombou 2, 3 anos atrás.

O pecado de “Replay” é, basicamente, o pecado de todo mundo que apostou nessas variações garage y2k: Na intenção de entregar um número inocente e adolescente, “Replay” pega leve demais nos sintetizadores, é muito linear e não entrega nenhum momento que chame atenção. Soma isso a vocais e refrão bem inespecíficos, e o resultado é imemorável. É boazinha? Sim. É ofensiva? Não. Transformará algum ouvinte casual em fã do Baby DONT Cry? Muito difícil. O Brave Brothers poderia enxergar melhor essa onda de nostalgia que vem aquecendo os principais trabalhos dele na década passada e renovar o estilo para adequar ao seu girlgroup atual, para ver se dá certo e viraliza algo.

HEART OF WOMAN – LIT IT

O HEART OF WOMAN é outro grupo que pegou extremamente leve numa faixa inespecífica que passa extremamente batido em um K-pop que está em outra vibe, mas dei um desconto por “Melt” ser apenas um pré-lançamento. Hoje o grupo fez seu comeback pra valer com o seu 1º EP “ETERNAL FADE”, e a faixa “Lit It” dá uma virada 180º para cair em outro nicho irritante de músicas do K-pop: 90% dos grupos que tem uma direção mais R&B/Hip Hop inevitavelmente entregarão algum número mais pesado e tryhard para fazer a gente passar raiva, e o HEART OF WOMAN fez isso aqui.

Eu ainda consigo dar crédito pela audácia e dizer que “Lit It” tem uma produção que funcionaria com rappers de verdade para sustentar e elevar a música (Para o bem ou para o mal), mas essas meninas não fazem o requisito. Não existe muito fogo na performance, os versos são bem qualquer coisa, a ideia de misturar palavras em espanhol não é tão legal quanto elas queriam e isso deixa o refrão estranhamente desengonçado. Nada funciona e é gostável, mas eu fiquei mais decepcionado do que irritado ouvindo porque nem chega no ponto de eu detestar mesmo. É ruinzinha, só existe de um jeito meio morto e é isso aí. Para o tanto de faixa boa e consistente que foi entregue no álbum de estreia, esse comeback foi um belo glowdown.

UNCHILD – TiNG TiNG

Por fim, o UNCHILD conseguiu sobreviver aos boatos de disband do grupo e falência da empresa para lançar (Depois de mais de um mês adiando) o single “TiNG TiNG”. E diferente dos outros dois grupos do post, a High Up percebeu que o K-pop está aderindo o “Mais é MAIS” novamente e botando as meninas para ferver num som eletrônico divertido com visuais exagerados e sem medo de ofender a galera que vai ouvir, resultando numa baguncinha crocante e catchy.

Eu estava achando “Ting Ting” estranhamente familiar na primeira vez que ouvi, então fui caçar a descrição da música e a High Up define como uma visão esquisita e extravagante de French House. Daí tudo bateu em mim: Essa música é basicamente “D.A.N.C.E” do Justice sendo feita por um grupo de K-pop em 2026, e eu aposto minha homossexualidade que essa música estava SIM tocando no rádio do Rado (pun intended) enquanto fazia essa música. Isso JAMAIS será uma reclamação, pois “TiNG TiNG” reinventa isso muito bem com toda a ideia mais “gaming” de fazer pop com sintetizadores e uma energia mais upbeat. É tudo meio esquisitinho mas um esquisitinho do bem, que fica muito legal no break que rola no final da música. A galera só poderia desapegar de fazer músicas de 3 minutos logo mas, se isso é o único ponto que achei para reclamar dessa música, é sinal que o que temos em “TiNG TiNG” é muito bom.

“TiNG TiNG” sustenta bem a ideia explosiva e, huh, “UNCHILD” que a High Up tem para esse grupo. Se o K-pop debuta grupos mais jovens em sons e visuais mais inofensivos e vanilla, o UNCHILD parece estar mais afim de chutar a porta e chegar chegando na fila de rookies desse ano. Isso ainda não colou com os coreanos, mas torço para que dê certo, assim como torço para elas continuarem com isso de meter housezões homossexuais como b-tracks de seus lançamentos.

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