Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2020 (Parte 5)

Depois de muita gente indignada com nomes como STAYC, Everglow e GFRIEND sendo cortados antes do Top 40, vamos para a 5ª parte desse Top 100. Quais são as músicas que garantiram uma vaga no Top 40 e empurraram as mais fanfavorites da outra parte para fora desse corte? Quem são as empoderadas que vão lacrar e tombar a sociedade nessa parte 5? Vamos conferir agora:

40. ITZY – Wannabe

O ITZY criou uma onda de grupos que mais gritam do que cantam em suas farofas malucas atirando para tudo quanto é lado, mas “Wannabe” provou que ninguém faz isso melhor que elas. “Wannabe” tem a energia certa, as mudanças na música são empolgantes, o refrão é uma delícia e o break dance um dos melhores desse ano. Se em 2019 quase tudo que o ITZY tocava parecia uma bagunça sem sentido, com “Wannabe” elas mostraram que SIM, elas são gostosas empoderadas que querem ser elas mesmas em um fatídico dancezão, e fazendo desse o 1º grande single do grupo na minha playlist (Junto com o plágio de “Partition” lançado ano passado como b-side de qualquer outro EP delas que não faço muita questão).

39. TWICE – Firework

O “Eyes Wide Open” é um álbum ótimo com faixas incríveis, mas a minha album track favorita do TWICE esse ano vem direto do 9º EP do grupo, que talvez muita gente não tenha prestado atenção por conta da música mais morna do ano ser a faixa principal dele. De qualquer forma, “Firework” é o grande momento do TWICE sendo LATINAS e exigindo sua carteirinha de periféricas, e embora a faixa tenha seus momentos de batidão, a faixa inteira é envolvente e sensual como todo pop latino cantado por 9 coreanas deve ser, e por isso se tornou a minha faixa sem promo favorita do grupo.

38. Victoria – Blame On You

Sim, mais uma música daquele álbum arroz com bolacha e ovo da Victoria na China batendo ponto nesse Top (E vem mais por aí, galera). De início eu não estava tão vidrado em “Blame On You”, mas depois que ouvi o álbum da Vic essa música ficou na minha cabeça com a batida e o refrão com os “I put the blame on you”, então eu fui ouvir de novo. E de novo. E de novo. E aí já estava rendido por esse Tropical 101 infernal que durou na minha playlist. Eu DUVIDO que a Victoria estava pensando em lançar um Tropical House bom desses de propósito, mas ela foi lá e conseguiu.

37. HA:TFELT – Sweet Sensation (feat. SOLE)

Já a HA:TFELT fez de propósito e conseguiu tirar o EDM tropical da zona de conforto com um vocal bem mais suave, emotivo e reconfortante. A ideia de “Sweet Sensation” é basicamente ser uma companhia feliz para esse período de quarentena, uma faixa leve que permite viajar no som e não enlouquecer com essa pandemia pois, no fim, tudo vai ficar bem (Spoiler: Não ficou), e como eu priorizei minha quarentena em músicas mais leves que podiam me distrair num fim de noite, “Sweet Sensation” acabou ganhando muitos pontos comigo, sendo mais um grande acerto nesse álbum da HA:TFELT.

36. Lovelyz – Dream in a dream

Esse ano o Lovelyz resolveu aposentar o vestidinho branco e o conceitinho virginal, mas o curioso disso é que nesse EP #revamped veio uma das melhores faixas do estilo que deu uma carreira para o grupo em anos. “Dream in a dream” é o synthpop bonito e elegante que elas estavam tentando lançar há muito tempo (E falhavam), e toda a construção da música é digna de uma adaptação de conto de fadas, com todo aquele espírito mágico e misterioso que uma faixa fofa porém intensa tem que ter. Não estou pedindo para o Lovelyz voltar pro aegyo, mas caso pensem nisso, que seja com uma música com tanto pulso e ousadia quanto “Dream in a dream” foi (E ouçam essa música até chegar nas high notes do final, elas dão outra vida pra música e justificam essa entrada no Top 40).

35. Chungha – PLAY

A Chungha lançou músicas a rodo esse ano com a promessa de vir um álbum em 2020. O álbum não veio (E ainda ficou sem data para acontecer já que ela teve que adiar tudo depois de ser diagnosticada com Covid-19), mas ela garantiu muita música legal esse ano para a alegria dos boiolinhas sedentos pela consolidação de uma nova diva pop coreana. A primeira a rodar nesse Top 100 é “PLAY”, mais um momento de latinidade no K-pop que trouxe até polêmicas de apropriação cultural no colo da gata, afinal uma diva pop não é uma diva pop sem escândalos no currículo. Além disso, “PLAY” é uma faixa muito intensa, que não te deixa parar em nenhum momento e tem um refrão muito forte para mim. A tendência latina pode ter saturado para alguns, mas a Chungha me deu representatividade com essa aqui.

34. Nature – Girls

Nature é um grupo nugu que nunca andou pelo meu radar porque… Sei lá, nunca achei o grupo muito bom e é isso aí. Mas tudo mudou com “Girls”, que poderia ser só mais um popzão com versos mais controlados e um drop mais pesado servindo de refrão como qualquer outra porcaria que o K-pop desovou esse ano, mas o pós refrão totalmente rampeiro e batekoo junto com o filme de terror coreano em forma de MV elevaram a música para algo totalmente memorável e indispensável numa playlist de bops nugus, fazendo do NATURE um dos grandes nomes flopados do ano.

33. Jiyeon – Take A Hike

A Jiyeon tinha tudo para ser O grande evento do pop asiático hoje em dia se não fosse por bad management e uma fracassada tombando a gata por aí, pois ela era a fodona do T-ara nos tempos de glória do grupo, e acabou num buraco onde não consegue uma promo digna nas empresas que se mete. O que é uma pena, pois “Take a Hike” é o pop/trap de grande gostosa que Ariana Grande mataria para ter no “Thank U, Next” e transformaria essa música no maior smash do ano. A flauta entrando no refrão é ICÔNICA e eu ganho 10cm de bunda empinada ouvindo, então a Jiyeon cumpre com louvor qualquer ambição com essa música que foi a melhor sobra de fim de 2019 que o K-pop ofereceu.

32. Weki Meki – COOL

DUAS músicas do Weki Meki entrando num Top 100 de melhores músicas do ano… Quem diria, né?! Mas o ano delas foi bom ASSIM (Se desflopou elas eu já não sei, não me importo tanto assim), e o auge delas foi COOL, que é um EDM safadíssimo onde elas cantam que são mais gostosas e legais que VOCÊ, fracassado de merda que vive pra gongar grandes gostosas em um blog. Aqui você faz carão, abre as pernas, joga a peruca pro alto e bate cabelo para afrontar as inimigas e mostrar quem é a mais gostosa da buatchy, num verdadeiro ato de empoderamento das operárias do lacre contra a burguesia brega. Brincadeiras a parte, “COOL” é um farofão muito bem feito pra ser um farofão, e se fosse lançado depois do hino “Crush” talvez o Weki Meki conseguisse vender mais de 50 cópias no Hanteo.

31. Lee Suhyun – Alien

O debut solo da Suhyun (Que estava na promessa há uns bons 3 anos) aconteceu da melhor forma possível, com esse pop disco muito fofinho que a distancia das faixas mais melancólicas do AKMU. “Alien” é uma faixa leve, para você dançar junto, que não tenta muita coisa além de falar que você é um alienígena: Uma pessoa única, que tem superpoderes e que foi enviada para salvar o mundo da sua forma, e o fato dessa música não ter feito tanto barulho me deixou meio triste, pois ela merecia tudo de bom. Se tivesse o irmão dela no MV para cumprir a cota de gays que os vídeos da Lady Gaga possuem, “Alien” seria facilmente a “Born This Way” coreana.

30. KEIKO – End Roll

Essa KEIKO é uma ex-integrante do Kalafina, um trio pop/rock japonês que se destacava por suas músicas orquestradas e por focarem em vocalistas espetaculares (A discografia delas está no Spotify, vale a pena dar uma conferida pois é bem legal) e acabou em 2018. Esse ano KEIKO garantiu seu debut solo, e o grande momento dela foi essa album track do “Lantana” lançado agora no início de dezembro, “End Roll”. Na prática essa é um pop/rock que você ouve em qualquer abertura de anime por aí, mas com uma cantora muito boa que sabe muito bem o que e como cantar aqui. Não que eu seja muito exigente com vocais numa música, mas um rockzinho desses fica muito melhor quando a cantora sabe o que está fazendo né.

29. Dreamcatcher – Break The Wall

E falando em rock, temos aí a melhor música da carreira do Dreamcatcher. “Break The Wall” é a melhor execução de rockeiras idol que o Dreamcatcher teve até agora, com vocais extremamente emotivos e um instrumental intenso maravilhoso, criando aquele som intimidador e hipnotizante que o Dreamcatcher vem tentando vingar há tempos. “Break The Wall” merecia um vídeo melhor do que essa bobagem especial aí, mas é uma faixa que me deixa arrepiado desde o primeiro segundo e a música que me dá ROOTS no rock, onde posso sair falando por aqui que sou a maior roqueira do meu bairro.

28. Aimyon – Hadaka no Kokoro

Eu não gosto da Aimyon num geral pois o Japão conseguiu pegar a cantora pop que carrega violão nas costas mais sem graça de todas as cantoras pop que carregam violão nas costas para vingar no maisntream japonês, mas tem uma curiosidade: As faixas realmente legais dela são os maiores hits da Aimyon por lá. Essa “Hadaka no Kokoro”, por exemplo, é a melhor faixa do último álbum dela e um dos maiores hits do Japão nesse ano, sendo uma baladinha de cantora do interior de São Paulo tão inofensiva que dá a volta e fica tocante. A bateria no fundo me atinge a cada batida, e o vocal mais over dela deixa a coisa toda ainda mais adorável. Sigo com muitos contras sob esse sucesso da Aimyon, mas “Hadaka no Kokoro” é uma marcante exceção.

27. Ryu Su Jeong – Tiger Eyes

O que é melhor para suceder uma midtempo de corno como essa da Aimyon? CLARO que a rampeiragem de Ester Tigresa da grande surpresa de 2020 que foi alguém do Lovelyz piranhando e estourando de gostosa num debut solo. Ok que a Ryu Su Jeong poderia se vender melhor como gostosona no MV, mas “Tiger Eyes” é uma faixa tão espetacular que qualquer falha não importa no fim do dia. O popzão de passarela é ótimo, a Sujeong gemendo na música inteira é de dar tesão ouvindo, a transição pro refrão é sensacional e toda vez que começa o batidão mais forte a voz de Narcisa falando “UMA MÚSICA PROS GAYS!!!!” ecoa na minha mente. Eu torço MUITO para que a Woollim siga investindo nessa linha para a Sujeong, pois a gata tem futuro aí.

26. Yoasobi – Gunjou

Yoasobi é mais um nome novo que o Japão resolveu vingar no mainstream, mas a história é bem mais interessante: Uma dupla formada pelo produtor de músicas de vocaloid Ayase e pela vocalista Ikura, e os PVs da dupla são animações baseadas em histórias curtas de um site operado pela Sony Music Japan. Eu mesmo não curtia tanto assim a dupla, mas “Gunjou” é realmente uma faixa muito mais memorável, com todo um trabalho eletrônico mais envolvente e um vocal que casa muito bem na música. Por fim, a Ikura tem um timbre mais único que torna a música algo bem original, do tipo que não é a todo momento que você ouve algo igual, e isso deixa “Gunjou” ainda mais marcante. Eles sim o Japão pode investir e transformar num grande ato da era Reiwa.

8 comentários em “Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2020 (Parte 5)”

Os comentários estão encerrados.