RECAP — Miss Back S01E03: Garotas Invisíveis e A dona do próprio quarto

No episódio anterior: Vimos os 3 empregos da Yujin, a Raina virando as noites como gamer, a Nada mostrando que é uma rapper descolada e sabe fazer quadros lindíssimos e como a reputação do Stellar ainda prejudica não só a Gayoung, como também a família dela. E depois de uma demora para sair o Engsub do EP3 (E a demora maior ainda para eu fazer esse post), vamos terminar com as histórias de vida das participantes e começar com a competição pelas músicas do programa.

O episódio começa mostrando como o T-ara era o grupo da nação emplacando hit atrás de hit nos primeiros anos de carreira, com o seu ápice sendo o hino nacional da geração “Roly Poly”.

Também comentam da agenda agitada que o grupo tinha não só no mercado coreano como também no mercado internacional (Pra quem não sabe o T-ara foi um dos primeiros grandes grupos de K-pop na China), e como elas eram amadas pelo público com a Baek Ji Young perguntando para Sera e Subin como era o fenômeno T-ara. A Soyeon não tinha noção da popularidade do T-ara, afinal passava todo o tempo ocupada cumprindo agenda e não tinha espaço para conferir os charts e o público que elas arrastavam.

Quando perguntada sobre o que ela fez depois de sair do T-ara em 2017, a Soyeon responde que o Miss Back é o primeiro programa que ela participa como solista, linkando direto para o vídeo que acompanham o dia-a-dia dela. No vídeo ela se arruma para um evento grande. Rola um grande mistério sobre o que é esse evento até falarem que é um fanmeeting do cantor de trot Kim Ho Joong, e que a Soyeon estava lá como a MC do evento. Ela foi lá, fez o trabalho dela sendo a apresentadora do evento e, quando o show começou, ficou nos bastidores com essa cara de poucos amigos que chocou até a própria Soyeon.

Obviamente ela não estava puta com nada, talvez só pensando na época dos concertos do T-ara vendo o show. Daí eles fazem um remember dos stages do T-ara , e de como os tempos em que ela se apresentava para uma multidão de fãs tinham ficado para trás. O manager dela fala que ela poderia fazer seu próprio fanmeeting, mas ela se questiona se realmente teria a capacidade de encher um local grande como o que ela foi.

Chegando em casa, Soyeon resolve ver o antigo fancafe do T-ara, com o último post lá sendo do dia 15 de agosto (O fanmeeting do Kim Ho Joong aconteceu no dia 16 de agosto), e notando que o fancafe delas estava sem um moderador para comandar. Como o escândalo da Hwayoung transformou o T-ara num grupo odiadíssimo na Coreia, elas só conseguiam realizar atividades no exterior sem serem massacradas pelo público, e a fanbase do grupo na Coreia foi diminuindo ano após ano. Entendendo toda a história do T-ara e do escândalo de bullying, fica ainda mais tocante ouvir a Soyeon falando sobre o medo que ela tem sobre acontecer algo do tipo com os mais novos, pois ela não deseja apresentações nas quais a plateia se virava de costas para não assistir como eram as performances do T-ara.

O programa acompanhou também o encontro que a Soyeon teve com a Dara, que está muito bem na sua carreira de atriz de musical (Isso ser possivelmente o melhor pós-2NE1 das ex-integrantes é chocante). A Dara comenta que estava bastante ocupada com o musical e o programa que ela estava fazendo e que só agora ela conseguiu tirar uma folga, enquanto a Soyeon fala que não conseguiu nada depois do programa que elas participaram juntas e que é difícil conseguir esses eventos sem uma empresa ajudando. Elas também falam sobre a época da segunda geração do K-pop, como tudo era diferente da primeira geração e é diferente da geração de agora, um papo que não me importou muito pois eu fiquei mais indignado com essa seleção de fotos cagadíssima representando os grupos da 2ª geração do K-pop.

Pegaram uma foto do After School da época em que a Raina ainda não era parte do grupo e a gata vendo isso no programa com uma cara de “Legal reviver algo que nem vivi, pra começar”

A conversa, então, chega nos comentários dos portais coreanos e como o pessoal pode ir bem baixo, desde Fan-Co (Ou “Fan Cosplay”, que são aqueles que fingem ser fãs para se sentirem mais seguros em humilhar as integrantes, tipo “Sou seu fã mas estou decepcionado com sua atitude” sendo que nem é um fã, para início de conversa) até coisas mais explicitas e profundas, como os comentários falando “Droga, ela poderia ter morrido” que ela recebeu na época em que sofreu um acidente de carro. Hoje em dia os comentários do naver não chegam a ser tão tão tão tãããããão baixos pela maior quantidade de ações que as empresas estão tomando contra comentários maliciosos e etc. (Embora a quantidade seja provavelmente maior, afinal o K-pop cresceu muito na última década), mas lá pra 2013 o negócio era selvagem e quase que uma terra de ninguém.

E então elas falam sobre suas carreiras solo. A Dara lembra que já lançou a infame “Kiss”, que serviu como comercial e também como o único solo que a gatona lançou na Coreia…

Darinha ocultou pra valer o seu passado de cantora filipina né

… E a Soyeon fala que ela nunca ganhou uma música solo, mesmo sendo a vocalista principal de um grupo de sucesso e estando em atividade há 11 anos. Isso será desenvolvido mais pra frente no episódio e eu mesmo já fiz um post sobre esse assunto, então vamos terminar a história de vida da Soyeon com sua performance de “One’s Love”, do cantor Park Sung Min, que foi lançada oficialmente como OST do drama “Homemade Love Story”.

E por fim temos a história da Subin. Para começar, uma rápida introdução sobre o surgimento do Dal Shabet: Em 2007 aconteceu o revival dos girlgroups coreanos, com a criação de grupos de sucesso naquele ano após alguns anos sem grandes girlgroups surgindo no K-pop. Desde então, a produção de novos girlgroups foi aumentando, a ponto de criar um “caos” na indústria, saturando o conceito de girlgroup porque eram muitos grupos surgindo num período de tempo muito curto. No meio de toda essa bagunça com os grupos se estapeando por um lugar ao sol, o Dal Shabet surgiu em janeiro de 2011.

Nisso somos introduzidos ao “NaDalRain”, que são as iniciais em hangul de Nine Muses (Na), Dal Shabet (Dal), e Rainbow (Rain). A sigla ficou popular nos fóruns coreanos por se tratar de 3 grupos que não tinham conseguido sua 1ª vitória ou um grande hit, e elas ficaram populares no melhor/pior estilo “Todo mundo conhece mas não são as favoritas de ninguém”.

O Dal Shabet chegou ao fim em 2017, mas a carreira solo da Subin começou com o grupo ainda ativo em 2016. A Subin fala sobre como pensava em desistir da música e tentar outra carreira, mas a carreira solo como cantora-compositora fez muito bem pois ela conta sua própria história em suas músicas, e cada criação de música nova é como se fosse um filho. Então mostram um pouquinho da Subin criando uma nova produção… Dentro do próprio quarto. E ela faz uma divertida tour pelo mesmo introduzindo a “Subin Company”, mostrando os álbuns, livros que a ajudam nas letras, e até o certificado de criação da empresa.

Então mostram um pouquinho da rotina de gravação da Subin, com ela trabalhando no quarto e a família ouvindo tudo na sala, rendendo um momento que eu ri muito que foi a irmã gongando as habilidades da Subin (“Ela é boa cantora mas precisa praticar mais, sabe…”), e aí vai mais um tempo valorizando o esforço da Subin como produtora/compositora do próprio material (E até dando uma função pro véio mentor comentar algo relevante, afinal ela foi a única das 8 que mostraram trabalhando com música).

Depois contam sobre como a Subin vive com suas duas irmãs e sua mãe, que se divorciou pouco antes da cantora se mudar pra Seul e virar trainee, falando sobre as dificuldades financeiras e emotivas (Sem a presença do pai) que elas passaram e como a Subin tinha vergonha de pedir dinheiro pra mãe enquanto ela não vingava como idol. Mas no final elas felizmente tem uma vida estável e todas estão com suas vidas feitas apesar de todas as adversidades, com as mulheres da casa sendo gratas a Subin por todo o trabalho que ela teve dar a possibilidade delas viverem em uma casa maior e mais confortável, e a Subin sendo muito grata a mãe, por ter dado todo o suporte e ser uma figura forte e presente na vida dela. Uma forte reflexão sobre como todos tem problemas, com a Baek Ji Young falando sobre como é difícil ver todas essas histórias sem se emocionar e falando que tem até vergonha de reclamar dos problemas que ela tem sabendo das dificuldades que as participantes passam… Um momento muito tocante que é cortado pela Song Euni mandando um “Se não aguenta, pede pra sair que eu tomo conta do programa”, fazendo todo mundo rir e deixando o programa mais leve.

Lenda

No dia seguinte, o programa mostra as habilidades de Masterchef da Subin preparando um almoço chique para 5 pessoas, mas o mais legal disso é que ela fez o almoço para 5 fãs de longa data dela/do Dal Shabet.

A felicidade da Subin vendo que ainda tem fãs -n

Uma das fãs trouxe várias coisas autografadas pelo grupo/pela Subin, e aí ganhamos um festival throwback, revivendo memórias da vida idol e coisas divertidas como os fanchants, fazendo até as outras integrantes lembrarem de como eram na época delas. O momento mais pesado foi quando eles relembraram de todo o escândalo que rolou entre o Dal Shabet e o B1A4, com os fãs do Dal Shabet sendo acusados de assediarem e abusarem sexualmente uma integrante do fandom do B1A4. Eu não vou me estender muito nisso pois já contei a história toda nesse post, mas o que interessa é que isso não passou de uma fake news que prejudicou uma carreira promissora (Dal Shabet era um dos grupos novos mais populares de 2011, e em 2012 tudo caiu).

Para a performance, Subin trouxe um medley interessantíssimo de músicas envolvendo os 3 mentores do programa. A Subin provavelmente é a única das participantes que trabalha com produção/composição, então acredito que ela vai valorizar esse passe sempre que possível no programa para as pessoas verem no que ela é boa (Ela também faz algo nessa linha no EP5 mas isso é assunto para futuros posts, né). É muito legal, vale a pena assistir a apresentação e a reação dos mentores ouvindo suas músicas.

Prova #3 de que Baek Ji Young virou uma musa conservadora da direita: A véia não lembrava de “Giving My Lips To You“, uma das delícias mais safadas dela. E olha que a música é de 2009.

Depois de uns minutos com as gatinhas se dividindo em dormitórios e tendo aqueles papos noturnos irrelevantes (Tirando a conversa da Nada com a Sera sobre remédios e como eles deixavam a Nada mais cansada tomando os remédios para síndrome do pânico que foi muito profunda), hora do photoshoot! O conceito são de duas fotos: A primeira representando o que você quer deixar para trás, e a segunda representando o que você quer mostrar no futuro. Curiosamente eles não mostraram nenhum take do photoshoot da Subin, e eu não sei se foi de propósito e eles guardaram para um outro episódio ou se não foi intencional (Espero que apareça em algum momento), mas tivemos outros pontos interessantes nesse shoot:

  • Yujin usando seu uniforme de trabalho, querendo dizer que quer largar os trabalhos de meio período para se dedicar à música;
  • Soyul querendo queimar o uniforme de treinamento que fez história com “Bar Bar Bar”, pois também trouxe muitas tristezas para ela;
  • Sera e Gayoung tendo dificuldades em usar seus trajes da época idol, pois eles são reveladores e trouxeram muitas memórias ruins que fizeram elas chorarem durante o photoshoot, e a produção do programa tendo a sensibilidade de editar qualquer coisa desconfortável para elas no shoot final;
  • A Raina querendo queimar o vestido horrível de papel de presente que ela usou em “Magic Girl”, justificando que ela foi muito gongada por não estar tão bonita/fofa quanto as outras na época;
  • A Nada querendo queimar um outfit da época do Wassup que virou nota por ser muito chocante para o público, representando todo o tratamento injusto que recebeu no grupo;
  • E a Soyeon louca pra dar um fim na roupa de gatinha de “Bo Beep Bo Peep”, simbolizando os grandes tempos do T-ara que ela quer se desvincular no momento.

Aí temos uma pizza e um papo sobre o que elas querem no futuro e talz, a Gayoung falando que ganhou coragem vendo os vídeos da Nada e querendo ser tão confiante quanto ela, e a Nada twerkando porque ela estava afim.

Afinal, por que ela não faria isso né?

No final do episódio somos introduzidos a primeira música do programa, “Invisible Girl”. Um papo de produção, as meninas rasgando seda pro produtor e se identificando com a letra da música e essas coisas de sempre. A essa altura já saiu a vencedora e a música já está disponível para o público (Clique aqui se quiser saber desse SPOILER), mas aqui acompanhamos a velocidade do ENGSUB, e como o EP4 já está disponível eu vou tentar não demorar tanto assim com o recap.

Uma consideração sobre “RECAP — Miss Back S01E03: Garotas Invisíveis e A dona do próprio quarto”

  1. Amei Invisible girl mas para mim tá na cara que ela foi feita pra Yujin (tão adorável e fofinha) eles devem ter feito cada música previamente determinada a cada garota é vão ficar fazendo essa “competição” pra dar um buzz, acho isso bem ruim por que só cansa a música e deixa ela menos original, você vê tanta gente cantando que depois que ela e dada a “verdadeira dona” já não tem a empolgação do início (li nos comentários do YouTube que a Soyeon saiu do programa, por que será??🤔🤔).

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