Secret Number, Natty, Woo!Ah!: Os comebacks das grandes novatas de 2020 (Segundo a MNET)

Há alguns dias rolaram as indicações do grammy coreano, e na categoria de rookies femininas 3 delas resolveram voltar nesse mês: Secret Number, woo!ah! e Natty, curiosamente as gatinhas que só tinham uma música até então (Weeekly e cignature já traumatizaram a galera com comebacks esse ano). Como tudo saiu nesse mês e não estou afim de me aprofundar em nenhum desses comebacks, vamos aproveitar que elas possuem esse gancho e fazer um mini pacote falando um pouquinho dessa nova leva de nomes femininos no K-pop:

Secret Number – Got That Boom

Esse é o girlgroup da ex-YG Jinny Park, que quase debutou no BLACKPINK (Que deve ter um pré-debut tão caótico quanto o do SNSD) mas o destino quis que ela começasse mais por baixo, sendo a amiga da gatinha da Indonésia que é o verdadeiro motivo para esse grupo ter algum hype (80% das dezenas de milhões de visualizações no YouTube delas são da Indonésia mesmo… É sério). “Who Dis” não tem nada demais e estava bem resistente com esse comeback ser uma explosão de luzes, batidões e girlcrush lançados num algoritmo. E realmente é o farofão com luzes estourando que qualquer nugu entrega, mas essa música ficou bem mais legal que o debut. Me lembrou “Crush” do Weki Meki, onde fico sentindo que eu ouço em qualquer lugar mas mesmo assim estou amando e batendo bunda com o batidão. “Got That Boom” é algo que faz o Secret Number se destacar da manada? Nem ferrando, mas é divertida o suficiente para eu dar uma chance e ver se cresce comigo.

Natty – Teddy Bear

Já a ex-SIXTEEN e ex-Idol School Natty teve uma estreia bem mais interessante, com ela cantando sobre os desafios de buscar a sua própria identidade aos dezenove anos numa música com um arranjo eletrônico que faz a gente pensar e refletir ao som da cantora… E aí ela quer dar uns pegas em um urso de pelúcia no 1º comeback. Ouvindo a música a gente entende que o desenvolvimento de personagem da Natty não foi tão jogado na vala assim, e “Teddy Bear” é um lançamento bem legal, tanto visualmente quanto musicalmente. Em todo momento ela brinca com essa temática mais “infantil” cantando de uma forma mais desbocada e “whatever” (Mais ou menos o que a IU fez em 23, por exemplo) com um instrumental eletrônico mais lento mas que ainda dá pra curtir e dançar ouvindo. O que derruba um pouco a música pra mim é ela não tentar ir muito além do que foi, pois uando parece que vamos ter o ápice da música para cantar junto e despirocar ouvindo, ela dá uma segurada e fica no mesmo nível até o fim, deixando “Teddy Bear” naquela de ser uma música legal, mas não tão legal quanto “Nineteen” foi.

woo!ah! – Bad Girl

Por fim temos o woo!ah!, que não tem nenhum passado de ex-reality show ou alguma integrante que quase deu a sorte de debutar em um grupo mais relevante, então vamos para o que interessa: Esse comeback é o mais sem graça dos 3. Olha que adoro me cadelizar para qualquer house safadíssimo que umas gatinhas asiáticas soltam para mim mas sei lá. GWSN não tá aí ensinando pra nova geração como transformar um house de 3º escalão em hino do milênio pra vir elas e lançarem uma versão sem vida dessas. Falta um tempero, uma ousadia, uma vontade de serem tão esquizofrênicas quanto uma música do ITZY, algo que eleve essa música de um jeito. Quem sabe na próxima.

Bônus: Dahye – Bad Blood

Alguém nos comentários do blog pediu para eu comentar o debut oficial da Dahye ex-BESTie com “Bad Blood”, e como esse post deve receber mais visualizações do que um post solo para comentar a música dela, fica aqui as minhas impressões: Ela venceu de novo. “Bad Blood” dá aquela revivida naqueles números de início de década onde os girlgroups apostavam em músicas mais dramáticas e sombrias com conceitos e cores mais escuras e uma pontinha de sensualidade que até hoje faz a alegria de gays kpoppers acima dos 21 anos, e a Dahye serve bem esse espírito pra gente. Ao mesmo tempo que é nostálgico para quem viveu essa era de gostosas sofridas e salientes no K-pop, é uma novidade muito legal para as mais novas de guerra que não tiveram a oportunidade de apreciar isso.

3 comentários em “Secret Number, Natty, Woo!Ah!: Os comebacks das grandes novatas de 2020 (Segundo a MNET)”

  1. Eu adorei Bad Girl das woo!ah! muito melhor que o debut tenebroso delas

    E PayDay do woo!ah! uma das melhores bsides do ano. Na verdade a discografia do woo!ah! é ótima menos o single de debut.

    Adorei tudo do Secret Number até agora, mas concordo que Got That Boom soa melhor que Who Dis?

    Não ligo pra Natty o suficiente pra dar play nas coisas dela

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  2. Dahye serviu muito, pqp! Uma das minhas músicas favoritas nesse ano sem dúvidas foi a dela… A minha única crítica seria por conta da produção musical: o último refrão foi meio preguiçoso (justamente por meio que não existir?) e sem dúvidas poderiam ter sido mais criativos, mas fora isso? 10/10

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  3. Bad Blood reinando na minha playlist. O resto eu sequer conhecia – ou lembrava – tirando a Natty. E sei lá por qual motivo, mas eu meio que tenho preguiça de ouvir as coisas dela.

    ps: tu vai colocar em pauta aquele rolê do menino brasileiro que debutou na Coréia, mas foi expulso 3 semanas depois do debut por quebrar uma baqueta e agora está sendo processado? Fiquei sabendo disso hoje, entrei no tt e vi o falatório.

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