Review retrô: Quando o T-ara definiu o que era K-pop em 2011 com “Roly Poly”

Ontem uma das maiores músicas da história do K-pop completou 10 anos, e não deu para fazer um post especial ontem pela minha política de até dois posts por dia já ter sido preenchida pelos comebacks que rolaram. Mas hoje não tenho essa desculpa (Até tenho, mas não estou afim de ouvir o que o NCT Dream desovou), então vamos dar aquela atenção para a música que definiu o K-pop no início da década passada:

Em junho de 2011 o T-ara lançou o seu 2º EP chamado “John Travolta Wannabe”, que era praticamente um relançamento do EP anterior do grupo, pois a tracklist é feita por remixes das faixas do “Temptastic” (Que não eram exatamente remixes, eles mexeram na intro e em 15 segundos de cada música e chamaram de remix), e de inédito mesmo o comeback tinha apenas 2 faixas: O single “Roly Poly” e a album track “I Loved You So Much”. Ninguém diria que um lançamento estranho desses renderia a música mais popular de 2011 na Coreia do Sul e uma das músicas símbolo do K-pop em sua geração, certo?

*BOOM* para “Roly Poly” conseguindo ser a música mais popular de 2011 e a música de girlgroup mais baixada pelos gráficos da Gaon. Claro que, até 2013, os downloads eram a preço de bala e até a contagem era diferente e possibilitava esses números que são quase que inalcançáveis com a cultura dos serviços de streaming atual, mas 4 milhões de downloads já era uma marca difícil de ser alcançada nos Estados Unidos, e na Coreia isso era algo absurdo. Só fenômenos conseguiam chegar em uma marca, e “Roly Poly” foi um dos maiores fenômenos que a Coreia já viu.

A música seguiu o conceito retrô que, no K-pop em 2011, significava simplesmente o uso de roupinhas pin up, sonzinho disco e filtros vintage, pois foi assim que o Wonder Girls ensinou para a nação. Porém, “Roly Poly” vai um pouquinho mais fundo: Todo o trabalho é inspirado em “Embalos de Sábado a Noite”, aquele filme do John Travolta com soundtrack do Bee Gees que a sua mãe ama (A minha ama, pelo menos), então tudo segue uma coerência entre som e visual. Mas isso não importa, no fim do dia o que vale é que a música é incrível e fácil de gostar. Tudo na música é feito para ser agradável e viciante, com ganchos extremamente grudentos e o maior rap da história do K-pop. É uma música perfeitinha, com um conceito bem feito e momentos memoráveis, se tornando outra incrível farofa retrô no K-pop.

O MV foi um primeiro passo para os curta metragens do T-ara, mas “Roly Poly” tem uma história muito menos elaborada do que os dramas que elas lançaram depois: Uma dona de casa está tranquila fazendo sua faxina quando caem fotos dos tempos de jovem dela, fazendo ela lembrar dos dias em que a única preocupação dela era cabular aula com as amigas e partir para a discoteca, e o resto do vídeo é uma noite do T-ara batendo cabelo na boate disco. Isso é o suficiente para preencher um vídeo de DOZE MINUTOS E MEIO? Não (Tanto que rolaram outras versões mais curtas desse MV), mas a Coreia ama um negócio nostálgico e talvez por isso “Roly Poly” funcionou tanto por lá.

Em agosto “Roly Poly” ganhou um remix chamado “Roly Poly In Copacabana, mostrando o T-ara na mesma linha do tempo só que praticando a coreografia de Roly Poly na escola. Diferente dos remixes do “John Travolta Wanna Be”, “Roly Poly In Copacabana” é DE FATO um remix com um instrumental diferente do original. Tá, não tããããããão diferente, mas indo ainda mais fundo no conceitinho retrô e combinando com o tema. Não precisa mexer muito numa música que já é perfeita, mas o que mexeram foi o bastante para eu achar “Roly Poly In Copacabana” ainda melhor que a versão original.

“Roly Poly” é uma música que envelhece como vinho, e não por ser uma música pensada em ser atemporal, mas sim por ser uma música redondinha que não reinventa nada e é boa por si só. O sucesso ajudou “Roly Poly” a ser ainda mais icônica, e botou o T-ara em outro patamar sendo gigantes da era digital e a grande ameaça a supremacia do SNSD/2NE1… Até a Hwayoung decidir estragar o rolê uns anos depois. De qualquer forma, T-ara sempre será lembrado como um grupo gigante, e “Roly Poly” sempre será lembrada como uma das músicas da década.

5 comentários em “Review retrô: Quando o T-ara definiu o que era K-pop em 2011 com “Roly Poly””

  1. Eu lembro que quando saiu esse clipe eu detestei a música e achei o clipe divertido, fui reouvir e continuo desgostando dessa musga ainda me pareceu pior. Mas há outros lead singles do T-ara para escutar nas playlist do youtube.

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  2. LOLY POLY TUDO PRA MIM 🖤
    Foi bem na época que eu comecei a escutar k-pop, essa música foi um dos motivos pra eu começar a gostar. Eu não tinha noção de charts, pra mim nada era flopado, então eu me surpreendi do sucesso que foi quando comecei a entender disso.
    Até hoje não aceito o que aconteceu, e sim, a Alice aqui ainda espera um reencontro OT6. Só não sei se tô pior que SONE esperando comeback.

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  3. e a filha da puta da hwayoung de vez em quando aparece nos programas como se nada tivesse acontecido
    e não tem uma pessoa pra dar um fecho e berro nessa mulher

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  4. Essa música não envelhece mal mesmo, me lembro que quando entrei já tinha alguns anos de lançamento dessa música e não sabia que era o T ara. Me trás uma sensação nostálgica tão boa.

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