Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2021 (Parte 2)

Na parte anterior tivemos 15 saborosas músicas rodando e a discussão sobre o Billlie ser ou não o debut do milênio no K-pop. Hoje mais 15 músicas vão dar as caras nessa lista, incluindo virais, farofas para os gays, aguardados comebacks, grupos 48 e muito mais. Separa um tempinho de sua vida agora para ler esse blogueiro pois a parte 2 está no ar:

85. STAYC – Stereotype

A ascensão do STAYC foi muito legal pois foi com músicas que não tentam exatamente ser memoráveis. “Stereotype” não tenta impressionar com batidas fortes, letras intensas ou um conceito arrebatador, são apenas jovens colegiais aproveitando a vida e falando que são mais do que os estereótipos falam em uma melodia doce e simpática. Claro que boa parte disso é muito chupada do viral que catapultou o grupo (E vai aparecer mais pra frente), mas o STAYC faz algo que é raro de ver nos girlgroups atuais, e isso faz de “Stereotype” uma faixa marcante no meio do mar de lançamentos do K-pop, crescendo a cada ouvida e se tornando um dos destaques de 2021.

84. Hyuna – Good Girl

O destino foi muito feliz para a Hyuna, que adiou o comeback para 2021 e trocou a faixa principal para tirar um dos virais de início de ano na Coreia com “I’m Not Cool”, mas o destaque dela esse ano foi o que seria o single original dela em 2020. “Good Girl” é a Hyuna sendo uma gostosa debochada sem levar esse personagem a sério demais (O que estraga a experiência de “I’m Not Cool”) e sendo naturalmente atrevida e desbocada. “Good Girl” é puro entretenimento em uma faixa dançante e deliciosa de ouvir, com uma Hyuna leve e sem se preocupar em ser uma boa garota, entregando o melhor que ela consegue extrair como solista sem forçar a barra de mina fodona.

83. Oh My Girl – Dun Dun Dance

Outra faixa no esquema “Músicas que não tentam ser o principal da sua playlist mas te ganham por ser extremamente agradáveis de ouvir”, “Dun Dun Dance” é uma música extremamente confortante. Sendo mais ou menos uma versão fofinha de “Say So” da Doja Cat com isso de pop meets disco, “Dun Dun Dance” é uma faixa que não impressiona logo de cara mas a doçura dos vocais e a leveza do instrumental são cativantes demais e acabaram me ganhando esse ano. Eu fico curioso para ver o que o Oh My Girl vai entregar quando decidirem mudar a chave e sair dessa zona safe que elas mesmas criaram, mas “Dun Dun Dance” mostra que o Oh My Girl sabe fazer esse pop fofinho e adorável muito bem.

82. Momo Mashiro – Onegai Sequencer

O Nakata estava tão INSPIRADO em fazer música em 2021 que ele acertou com todo mundo que ele produziu nesse ano. Sorte da Momo Mashiro, que estava congelada na geladeira há uns 4 anos até que o Nakata finalmente decidiu lançar a menina ao J-pop e provavelmente a gente nunca mais verá de novo (Até a Natsume Mito debutou com mais buzz que essa coitada), mas entregou uma música muito legal sobre ser caixa de supermercado com esse instrumental que mistura as faixas boas do Nakata para a Pamyu com as farofas legais do Cosmic Explorer do Perfume. Na prática “Onegai Sequencer” não é a invenção mais criativa do Nakata, mas a Momo Mashiro consegue fazer essa música ser muito legal mesmo assim.

81. Chanmina – BIJIN

O que faz a Chanmina se destacar como mina fodona no meio de tantas minas fodonas do asian pop é que ela tem personalidade e, huh, vivência o suficiente para contar em suas canções. “Bijin” em letra, música e MV trazem uma Chanmina mais pessoal e forte protegendo suas inseguranças sobre beleza e o padrão imposto numa narrativa própria, onde ela passou por tudo isso e se expõe para transmitir uma raiva peculiar enquanto solta o seu rap e manda seu recado. “Bijin” é uma canção feita para você se conectar de forma mais profunda com a Chanmina sem perder a atitude e agressividade que a faz dela um dos atos mais interessantes da J-music.

80. SKE48 – Koiochi Flag

2021 foi o ano em que Matsui Jurina se graduou do SKE48 e deve ter dado gostosas risadas vendo Sakura Miyawaki mofar no porão da HYBE, então É CLARO que a música de graduação dela não seria uma tranqueira idol horrível como eu espero desse rancho de grupos 48. Quer dizer, “Koiochi Flag” ainda é uma tranqueira idol mas muito bem feita e produzida, pois Jurinão não é bagunça e fez o Akimoto abrir a carteira para fazer essa graduação acontecer. Como música, “Koiochi Flag” traz o espírito do pop clássico dos grupos 48 só que mais rápido e animado, me dando energia e felicidade ouvindo ao mesmo tempo que traz um engrish deplorável e até ofensivo de se ouvir, e isso sempre é uma glória se tratando de J-pop. Parabéns Jurinão, saiu do SKE48 com uma música muito legal.

79. AKB48 – Ne Mo Ha Mo Rumor

Indo na mesma pegada, “Ne Mo Ha Mo Rumor” também é uma faixa com mais energia e vontade de viver sem exagerar na dose que me faz simpatizar com o rumo que o AKB48 vem tomando, servindo a melhor performance que eu já vi o grupo entregar na vida. Apesar do destaque absurdo nessa menina de cabelo rosa que aparentemente é a nova fodona do AKB e do SKE48, todas as meninas estão ali com fogo no olhar exalando carisma em uma faixa empolgante e extremamente divertida, sem perder o carisma que fez o grupo acontecer no Japão. É uma pena que o AKB já foi engolido pelos grupos 46 nesse nicho de grupos idol japoneses, pois o grupo vem se esforçando muito em sair da zona de conforto e entregar músicas realmente legais como essa.

78. Taeyeon – Weekend

Pop meets disco realmente foi o momento no K-pop com várias gostosas tentando a sorte (E, quem diria, acontecendo) com seus números leves e refinados embalando as pistas dos anos 70 na Coreia em pleno 2021. Até mesmo a Taeyeon, que passou uns 10 anos se recusando a ser uma pessoa que transmitisse leveza e paz de espírito, conseguiu entrar na onda e trazer “Weekend” ao mundo com muito rosa no MV e muita doçura numa música despretensiosa sobre a chegada do fim de semana. “Weekend” está longe de ser um grande destaque na carreira da Taeyeon, mas é um dos melhores números mais pop dessa vida de solista que ela vem levando para manter qualquer esperança de um comeback do SNSD bem longe.

77. Sunmi – Narcissism

Uma música que cresceu muito na minha playlist esses dias e que virou uma das minhas faixas favoritas da Sunmi. “Narcissism” tem um encanto de faixa de fim de playlist que você ouve quando já está na sétima garrafinha de corote e você está a ponto de coringar rindo, chorando e liberando sentimentos aleatoriamente enquanto a música te leva a uma outra atmosfera onde nada mais importa e você pode ser bêbado livremente, e essa energia catártica faz de “Narcissism” uma canção incrível. Uma pena que a Sunmi só consegue lançar meia dúzia de músicas por ano, mas sou muito feliz pela qualidade de “Narcissism” ser maior do que até mesmo a faixa principal desse último EP dela.

76. Cyndi Wang – Mind’s Adventure

Músicas sobre a pandemia já encheram o saco mas ainda são válidas porque, bem, ainda temos uma pandemia comendo solta no mundo e é válido cantar para a galerinha se cuidar e se prevenir em casa. Nisso a Cyndi Wang fez a sua canção sobre ocupar a mente com o que puder dentro de casa para se manter seguro e são com uma farofinha eletrônica que me faz sentir confortável e esperançoso. “Mind’s Adventure” é uma faixa positiva que me faz querer ser positivo e combina muito bem com a Cyndi Wang como artista e todo esse lado mais fofo e adorável da cantora. Tem quem se sinta confortável e leve ouvindo um pop sem sentido sobre manteiga, já eu me sinto em paz ouvindo a Cyndi Wang falando para eu ficar em paz.

75. CL – SPICY

2021 foi o ano em que a CL finalmente conseguiu lançar seu álbum de estúdio, e mesmo com o “ALPHA” não mudando tanto assim a minha vida (Não tanto quanto a dos mais fãs, pelo menos), “SPICY” segue como a coisa mais quente da CL na minha playlist. “SPICY” consegue ir além do trap, é alternativo, ousado e único, sendo uma música que só alguém com tamanha presença e personalidade quanto a CL consegue segurar sozinha. “SPICY” é o tipo de música que tem tudo para dar errado na voz de uma gatinha mais básica, mas a CL sustenta tão bem que vira um dos grandes atos de 2021 para coroar um retorno que era tão aguardado pelos fãs da 2ª geração do K-pop.

74. Kato Miliyah – Devil Kiss

O grande acerto da Miliyah como artista é que, quando está afim, ela sabe ser moderna. “Devil Kiss” nada mais é que um popzão mais acústico que está em alta com os jovens, e a Miliyah executa isso de uma forma mais profunda, indo além do violão e inserindo elementos no instrumental que deixam essa música com mais conteúdo e com mais coisas a se prestar atenção. No mais, “Devil Kiss” é mais uma faixa para a playlist de ouvir bêbado no meu quarto, e o fato da Miliyah ser minha fave amplia o poder dessa música comigo para outros níveis. Óbvio que não é o melhor que a Miliyah consegue fazer, mas mostra que a mulher é artista e merece mais do que 10 pessoas acompanhando a carreira dela atualmente.

73. Cosmic Girls – Unnatural

Um girlgroup de segundo escalão servindo farofão house para as gays virou padrão para o K-pop atual? SIM. Eu aclamo toda vez que vem um farofão desses como se fosse a melhor música da história? CLARO! “Unnatural” só não está mais alto porque o próprio WJSN entregou uma música ainda mais espetacular para mim, mas fica aqui o registro que girlgroups apostando em EDM/House classudo para mostrar maturidade e evolução sonora sempre será um acerto para esse blogueiro de fundo de quintal.

72. STAYC – ASAP

Quando eu falei que ASAP apareceria mais na frente nessa lista, acho que vocês não esperavam que fosse aparecer NA MESMA PARTE que Stereotype né? Mas enfim, ASAP é uma faixa pegajosa e contagiante, que num primeiro momento você fica “Hum, simpática essa faixa” e não demora muito até eu já me sentir uma adorável e descolada jovem pronta para servir a coreografia que viralizou horrores na Coreia. “ASAP” consolidou o STAYC como um dos grupos mais legais de se acompanhar nessa nova geração do K-pop, e torço para que o futuro dessas meninas seja ainda mais brilhante.

71. Ayumi Hamasaki – 23rd Monster

Não sei até que ponto Ayuzão Hamasaki aprendeu bem o ditado “Em time que está ganhando não se mexe” e onde começa o fato dela estar refém da própria discografia por conta dos fãs mais insuportáveis que soltam a mão em qualquer tentativa dela largar o que fazia lá nos anos 2000, mas pelo menos vem rendendo muita música boa na praça. “23rd Monster” é um rockzão gótico saído direto da galeria de rockzões góticos que Ayu desovou ao longo da carreira, mas para mim essa é a melhor faceta da cantora e eu aceito/aclamo toda vez pois eu sempre fico admirado pela qualidade e entrega da Ayu nesse tipo de canção. Se Ayu vai reciclar mesmo o que tem na discografia, pelo menos vai reciclar o que tem de melhor.

3 comentários em “Year End 100: As melhores músicas do Asian Pop em 2021 (Parte 2)”

  1. Adoro que eu não fui a única pessoa no planeta Terra a aclamar essa música Momo mashiro. Ela é smash até hj na minha playlist.

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