Eu tinha feito essa review na época do álbum do (G)I-DLE e ficou guardada nos rascunhos. Eu jurava que já tinha postado isso aqui, mas comentaram no blog que eu não tinha postado essa review e, realmente, estava mofando no meio dos mais de 100 rascunhos que estão no meu wordpress. Então eu tirei a poeira desse post, ajustei uma ou outra coisinha e estou aqui para entregar a minha análise sobre o 2º full album do ITZY. Será que as crias fizeram um grande mousse com esse álbum? Vamos conferir:

Artista: ITZY
Álbum: BORN TO BE
Lançamento: 08/01/2024
Gravadora: JYP Entertainment
Nota: 70/100
“Born To Be” é o álbum mais ambicioso do ITZY no sentido de definir a personalidade do grupo em um trabalho forte. Como grupo, o ITZY é um dos mais inconsistentes dessa geração em minha opinião, seja pelo grupo não ter uma direção muito definida que me faça pensar em um trabalho com a cara do grupo ou apenas pelas músicas meia boca que afundaram o grupo nos últimos anos. Como um full album costuma chamar mais atenção e ser mais audacioso normalmente, “Born To Be” tenta corrigir tudo isso em um girlcrush cheio de atitude que tenta me convencer que o ITZY é um grupo pop relevante. Em partes, ele consegue.
“Born To Be” é basicamente 2 EPs juntos em um álbum. As músicas do grupo seguem mais ou menos a mesma ideia de popzões com uma energia mais intensa e girlcrush, com “Mr. Vampire” sendo um ponto fora da curva na execução mas que não foge muito desse conceito também. Os solos cumprem seu papel introduzindo a personalidade musical que cada integrante tem fora do ITZY, cada um tem seu estilo único que se destaca como algo diferente do que o grupo costuma lançar, mas dentro do álbum ele é um EP a parte que não conversa muito bem com as outras músicas nele.
Ambos os “2 EPs” tem pontos fortes e fracos. As músicas do grupo tem ótimas pérolas como “Untouchable” e “Dynamite” ao mesmo tempo que tranqueiras como “Born To Be” e “Escalator”, e os solos tem coisas bem legais como “Mine” assim como troços cansativos como “Run Away”. Esse sentimento de músicas muito legais com músicas muito dispensáveis é constante no álbum inteiro, o que acaba resultando em um álbum de passável a bom. O conjunto da obra não é um grande destaque que a própria JYP já entregou trabalhos mais conceitualmente consistentes e interessantes, mas é um álbum que tem sua força.
Dou meus créditos para o ITZY tentar fazer um trabalho emblemático aqui. Mesmo que ele não seja bom e/ou memorável em alguns momentos, o “Born To Be” tenta imprimir personalidade e ir além das músicas chicletes habituais de TikTok: Não temos uma variante de “Sneakers” ou “CAKE” nesse álbum, o que já é uma vitória. Acho que “Born To Be” funciona bem como um primeiro passo promissor. Tardio, levando em conta que o grupo já existe há uns 5 anos, mas antes tarde do que nunca, eu acho.
Faixa a Faixa
O álbum começa com a faixa título “BORN TO BE”, que segue soando para mim como alguma demo barata que grupos de 3º escalão como EVERGLOW lançariam para servir atitude girlcrush. Continuo achando o refrão muito ruim, assim como continuo acho os versos legais e a música no geral é o que está na média do girlcrush atual. Não é uma faixa para mim, mas tem quem goste. Já “UNTOUCHABLE” funcionou bem mais comigo, o batidão bem marcado e intenso é super performático e o refrão sing along é muito legal. A música toda é forte e empolgante, me dá vontade de dançar junto e é uma música onde produção e vocais estão em sintonia para criar um popzão bem legal, sendo o meu single favorito do ITZY desde “Wannabe”.
O último single desse álbum (Segundo, por ordem de lançamento) é “Mr. Vampire” e, embora eu não desgoste, é uma música que pedia um instrumental mais preenchido para elevar o nível. O piano conduzindo os versos junto a batidinhas mais suaves é interessante, o drop do refrão emulando Birthday da Somi é uma escolha questionável mas consigo aceitar dentro dessa música, e a energia mais leve e mistoriosa da música como um todo é intrigante, mas nada me prende ou me faz viver muito por essa música. Um fillerzinho divertido num primeiro momento, mas dispensável depois do 3º play. A primeira album track “Dynamite” surpreende no Miami Bass, é um batidão energizante e ousado que anima qualquer festa de K-pop por aí. Até fiquei impressionado por isso ser uma música do ITZY, não só por ser uma música bem legal mas que melhor trabalha esse lado mais explorador de gêneros do ITZY com um estilo que combinou muito bem com o grupo. Poderia ser single no lugar de qualquer um dos pré-lançamentos desse álbum.
E aí chegamos aos solos do álbum. O primeiro é “Crown In My Head” da Yeji, que é um EDM/rock de atitude bem padrão. É uma faixa que se esforça em ser intensa, tanto pelo instrumental e o template rock nele quanto pelos vocais emotivos que beiram o esganiçado da Yeji. Não sou muito fã dessa coisa mais gritada que o ITZY costuma lançar mas isso dá certo em músicas nesse estilo, embora ainda ache que “Crown In My Head” seja uma música fácil de cansar. O solo da Lia “Blossom” é a típica midtempo pop/R&B que tem em todo álbum de K-pop e acaba virando um fillerzinho simpático no conjunto da obra. Existe uma coisa mais colorida e charmosa que faz “Blossom” ser uma música mais acima da média (Acho que a interpretação mais soft da Lia nessa música brilhou muito), e acho que, por conta própria, é um dos destaques do álbum. Mas dentro da tracklist… Acho que “Blossom” funcionaria melhor em um álbum R&B.
“Run Away” da Ryujin é uma chatice até chegar o refrão e ele ser o básico do punk rock nesses números de K-pop, então é fácil o solo mais fraco desse álbum na minha opinião. “Mine” da Chaeryeong é um synthpop envolvente e um pouquinho sexy que basicamente vende a Chaeryeong como aposta de diva pop. Parece o tipo de coisa que a Sunmi lançaria entre TAIL e Heart Burn, o que é um elogio pois adoro as duas músicas. O timbre da Chaeryeong é mais light e menos rasgado em comparação, mas ainda é um ótimo trabalho para quem gosta de números synthpop. Por fim, “Yet, But” da Yuna vai pelo caminho mais colorido e bubbly do synthpop, sendo basicamente a “POP!” do ITZY. É uma música focada em ser fofa e carismática de um jeito meio bobinho, e acho que consegue fazer isso muito bem. Uma faixa boa para não se levar a sério e ouvir para injetar uma dose de serotonina na minha vida, mas é outra música que não combina em nada com o resto do álbum.
[Meu ranking dos solos: Mine > Blossom > Yet, But > Crown In My Head >> Run Away]
O álbum poderia ter acabado nos solos mas ainda temos mais uma faixa, “Escalator”, que volta para toda a energia e atitude mais pesada/girlcrush das outras faixas do grupo. O pré-refrão imediatamente invoca memórias de “Helicopter” do CLC, o refrão gritado é bem mais ou menos e chega um ponto que a música é só uma barulheira sem muito nexo. Acho que elas acertam no sentido de antes uma faixa assim do que uma balada sem graça encerrando o álbum, mas ainda soa muito aleatória depois da sequência de solos do grupo (E por conta própria é um batidão bem meia boca também).
Concluindo…
“Born To Be” é um bom álbum de K-pop. Não é nada muito uau que fez o ITZY crescer comigo, mas já ouvimos álbuns de K-pop bem piores esse ano. E se eu fosse a JYP, olhava “Dynamite” com mais carinho para os próximos álbuns, pois acho que é aí que o ITZY se acha nesse conceito girlpower que (acho que) o grupo quer imprimir.
SAIU CARALHOOOOOO!! acabou que pegou na mesma vibe que eu tinha percebido de ter dois eps diferentes com os solos (embora honestamente os solos tenham sido a melhor parte pra mim). só vou discordar mesmo de runaway porque eu cadelo demais pelo vocal da ryujin (é meu timbre favorito do itzy de longe) e ouvir ela cantando injeta serotonina na veia (motivo pelo qual eu também consegui acostumar com o drop de mr vampire depois de muitas ouvidas, a ryujin no refrão está maravilhosa). o mais fraquinho pra mim acabou sendo o crown in my head, porque eu consegui ver qualquer uma delas entregando ele também. mas acho que isso é mais consequência do itzy ter sido muito formado ao redor da yeji, então é questão de eu saber exatamente como as outras iriam rebolar pra se adaptar ao que ela é boa fazendo.
outra coisa que é foda é que eu nem posso discordar da senhora teião, porque somando blossom com untouchable ficou claro que debutar a lia no itzy foi a decisão mais burra que a jyp já tomou na vida. a garota claramente precisava ser solo e as outras quatro ficam muito melhor sem ela, as vibes nunca bateram e agora ficou só muito mais na cara
Esse deve ser o melhor álbum do ITZY, não porque as músicas são boas, mas sim porque você consegue ouvir inteiro sem sentir vontade de ir na JYP exigir o disband desse grupo.
Mas vamos aos fatos, o hiatus da Lia foi a melhor coisa que aconteceu pra esse grupo, a Lia era o que arrastava o grupo pra baixo, e sem ela elas só cresceram, sinto que se a lineup original fosse as quatro, até as bombas que já lançaram seriam ouvidas com um pouco de carinho.
Engraçado que toda vez que algum integrante entra em hiatus fica um vazio enorme no grupo, ao ponto de preferir que todas fiquem de folga, tipo o Red Velvet sem a Wendy, mas o ITZY tem que ser diferente, pra combinar com o conceito antigo, o itzy ficou melhor.
Pq a lia arrastaria o GP pra baixo? A melhor fase do itzy foi justamente quando era as 5, e incluindo as mais hitadas, lia completa o itzy, e da pra ver q nas músicas novas do gp a voz dela faz falta, como pras próprias membros, sinceramente, acho q vcs só tem birra com a lia, pq ela de fato completa o gp
Você só diz isso porque é fã do grupo, mas se tirar de lado essa obsessão, você percebe que ela é a pior, ela não é carismática, a voz dela é totalmente substituível, mas principalmente a parte de dança, ela literalmente puxa o grupo inteiro pra baixo por conta de ser uma péssima dançarina, a melhor fase do grupo tá sendo sem ela, ela é péssima.
Meu ranking dos solos é o mesmo