Recebi um pix ontem pedindo para fazer uma lista com os 15 comebacks mais interessantes do ano até aqui, e eu dei graças a deus disso ter caído nesse fim de semana pois eu sabia que perderia boa parte da minha vontade de viver fazendo um post desse tamanho. Não por ser difícil selecionar 15 comebacks interessantes no pop coreano, mas por ser uma pessoa que não consegue focar em posts tão longos (Vocês não sabem o trabalho que tenho fazendo a lista de melhores músicas no fim do ano). Porém, eu SOBREVIVI para contar história e aqui estou para recomendar 15 comebacks que, se você não ouviu, talvez devesse ouvir. E se já ouviu, deveria ouvir de novo:
#01 Yves – LOOP (feat. Lil Cherry)
De todos os projetos do Loona depois que o grupo cantou para subir, o mais empolgante e promissor foi o comeback/debut solo/redebut solo da Yves com “LOOP”. Nos solos de garota do mês a Yves já havia entregado o negócio mais “gatinha alternativa que faz show em bueiro enfeitado para virar boate” com “New”, mas jamais imaginaria que ela fosse SEGUIR o conceito fora do Loona e mostrar para as básicas como é que se faz um deep house das esquinas mais homossexuais do Reino Unido. E ainda temos a presença mais mainstream que a mesopotâmica LIL CHEERY provavelmente terá em sua carreira, então é uma oportunidade única de vocês ouvirem a maior rapper da década. Que a Yves consiga pagar as contas da empresa dela para a mesma bancar mais lançamentos desse nível para cima no futuro.
#02 aespa – Supernova
Essa aqui eu vou ter que trapacear um pouquinho: O comeback DE FATO do aespa foi com “Armageddon”, mas essa música é um treco meia bomba esquecível e nem os fãs devem ouvir isso hoje em dia (Ainda mais pelo smash que “Supernova” foi. Em compensação, o pré-lançamento “Supernova” é toda a farofa caótica maximalista que o K-pop PRECISA ter para se manter vivo. Chega de conceitos minimalistas que no fim do dia ninguém nem lembra o que ouviu, queremos uma explosão sônica acertando em cheio meus ouvidos e dando vida da forma mais questionável (E, com sorte, emblemática) possível. Que o smash de “Supernova” tenha mudado a química dos figurões da SM a ponto do aespa servir algo tão bom quanto no comeback delas esse mês.
#03 Chungha – I’m Ready
Outra trapacinha marota já que a música oficial do comeback da Chungha é “Eenie Meenie” (Lembram?), mas “I’m Ready” é um grande exemplo não só de crescimento da Chungha como artista, mas de comprometimento com a música que quer fazer. Esse vídeo da performance é simplesmente babilônico, assistir a Chungha entregando carão, cheia de atitude e com uma coreografia forte é hipnotizante de tão bom e essa energia apocalíptica que o instrumental tem deixa tudo ainda mais icônico. Musicalmente e visualmente fascinante para mim, e a prova que a Chungha tem CULHÃO para entregar o The Cloud Dream Of The Nine da década.
#04 Kiss Of Life – Midas Touch
Enquanto meio mundo do K-pop estava apostando em sonoridades mais minimalistas e alternativas para servir conceitos/trabalhos Y2K, o Kiss Of Life foi por uma rota totalmente diferente servindo uma releitura perfeita de um popzão anos 2000 como grandes gostosas da época. O resultado: Uma das melhores músicas de 2024. Como grupo o KIOF já tinha mostrado que queria ir além do girlgroup rookie atual lançando músicas mais potentes, mas “Midas Touch” veio mostrando que as meninas querem MUITO ter esse destaque único entre os girlgroups mais novinhos do K-pop. Acho meio difícil você entender o quão abalativa “Midas Touch” é se você tem menos de 20 anos, mas quem viveu o auge da primeira metade dos anos 2000 sabe o que elas queriam entregar aqui, e funcionou MUITO bem.
#05 YOUNG POSSE – ATE THAT
Outro grupo que mostra que os responsáveis sabem MUITO bem o que estão fazendo é o YOUNG POSSE. Ok que as músicas não estavam convencendo antes, mas ATE THAT? Sério, eu consigo perfeitamente ouvir o barulho de introdução do Play Station 2 antes de começar o GTA San Andreas com essa música E esse MV. E as meninas são muito comprometidas em entregar uma coisinha mais camp e unserious, é divertido ver elas se divertindo cantando e interagindo no vídeo. No meio de um K-pop cada vez mais empenhado em servir um padrão estético, sonoro e se levar a sério para bater de frente com o pop de outros becos, “ATE THAT” (E o YOUNG POSSE como grupo) é um sopro de ar fresco para a gente lembrar que o K-pop é bagaceiro e está tudo bem.
#06 RESCENE – LOVE ATTACK
O RESCENE é o único girlgroup rookie que vale a pena acompanhar esse ano, então aproveitarei toda oportunidade que eu tiver para reforçar que você TEM que ouvir esse grupo. Especialmente “LOVE ATTACK” que é uma aproximação bem mais pop e intensa e sintetizada para o kpopper médio curtir e abraçar esse grupo. O RESCENE não tenta reinventar a roda do girlgroup habitual e eu acho que nem precisa, pois um girlgroup fazendo uma música pop muito boa e vibrante é mais do que o suficiente para brilhar esse ano. “LOVE ATTACK” é o tipo de K-pop que a gente DEVERIA ouvir mais vezes nessa indústria, então pontos para o RESCENE com esse comeback.
#07 Red Velvet – Cosmic
Depois de uns 3 ou 4 anos chutando e/ou não dando muita moral para os comebacks do Red Velvet, aconteceu: Eu deitei para uma música muito boa do grupo. A combinação de versos com o baixo marcadíssimo com o refrão synthpop é matadora (E agora que percebi como “Cosmic” e “Love Attack” do RESCENE compartilham essa mesma fórmula… dois hinos) e explora muito bem os vocais das integrantes na hora de entregar um refrão emocionante, que sobre o tom e me faz querer cantar junto com o grupo, além de ser visualmente fascinante. É uma pena que logo agora o Red Velvet vai mesmo para a vala do hiatus com esses rumores da Joy saindo da SM (Sabemos que qualquer que a SM tem de botar um girlgroup em hiatus quando está prestes a lançar outro girlgroup ela vai lá e USA) mas, se esse for o último comeback do grupo em um bom tempo, pelo menos fecharam um ciclo com chave de ouro.
#08 NewJeans – How Sweet
Eu não gosto muito de admitir quando uma música cresce muito rápido em mim mas nossa, eu fui do 0 ao 100 muito rápido com “How Sweet” do NewJeans. O grupo é muito bom em servir esse momento mais nostálgico em cima de sonoridades, e esse miami bass com energia de Planeta Xuxa me pega muito. Eu me sinto uma criança novamente vivendo sem preocupações as festas da família ouvindo essa música, então é claro que eu acabaria voltando e ouvindo de novo e de novo até admitir que essa música é um hino sim. Sei que tem uma galera que acha que elas ficam relançando a mesma música (Seja por má vontade com o grupo ou porque elas realmente tem uma energia bem parecida de interpretação de uma música para outra), mas “How Sweet” é uma das músicas mais únicas que o NewJeans entregou nessa carreira (Que pode ou não cantar para subir, vamos ver o que a HYBE e a ADOR ainda vão aprontar judicialmente esse ano).
#09 Lim Kim – ULT
A Lim Kim ficou mais fora do radar depois que passou a fazer umas músicas mais experimentais (De verdade, e não o que o K-pop chama de experimental) e desafiadoras para a minha compreensão, mas esse ano ela lançou a pedrada “ULT” e nossa, isso aqui abalou a minha vida quando soube da existência. Tudo nessa música é tão selvagem, os acordes mais secos do instrumental tradicional são agressivos e cortantes, a performance mais sussurrada da Lim Kim é invasiva e o refrão mais alto é, ao mesmo tempo, elegante e potente. A Lim Kim conseguiu transformar sua visão de música mais agressiva em um trabalho mais palatável, e provavelmente “ULT” é a coisa mais única que você ouvirá esse ano.
#10 YooA – Rooftop
Hoje em dia ninguém lembra direito que o Oh My Girl (ainda) existe, então eu honestamente nem lembrava que a YooA também tinha voltado solo esse ano com “Rooftop”. Mas um dia desses apareceu essa música nos recomendados do YouTube e uau, que música deliciosa. Mais um exemplo de que o pop 2000 está vivíssimo, com YooA vivendo sua fantasia de diva pop gostosona e entregando uma demo que facilmente seria lançada por uma Britney Spears ali entre o segundo e terceiro álbum dela. Nem lembro se aclamei esse comeback devidamente quando saiu, mas agora vou fazer e justiça e adotar na minha playlist até eu cansar de ouvir.
#11 Nayeon – ABCD
Se YooA teve seu momento Britney, Nayeon teve seu momento Christina Aguilera lançando esse pancadão que estaria em casa na fase negra da X (Reparem que praticamente todas que tiveram seu momento pop anos 2000 foram devidamente citadas aqui pois é o conceito mais legal que o K-pop reviveu esse ano). “ABCD” é dançante, sing along, o refrão é brilhante e me dá vida ouvindo. E a Nayeon está mais gostosa do que nunca aqui, o que é um grande atrativo na hora de assistir o MV. Até agora, o melhor single envolvendo o TWICE até aqui.
#12 Ryu Sujeong – SHXT (feat. XYLØ)
No início do ano a ex-Lovelyz Ryu Sujeong lançou um EP em parceria com a XYLØ sob o nome 2ROX, com uma temática de amigas descoladas e bad girls que podem ou não brincar de casal no off, o que rendeu músicas interessantíssimas para ela. O groove mais sexy e desbocado de “SHXT” é o carro chefe desse projeto, sendo o que eu queria ver a Sujeong fazendo como follow up de “Tiger Eyes”, especialmente pela Sujeong estar muito mais solta e atrevida interpretando essa música, assim como a XYLØ entregando uma parceria ideal que deixa tudo mais marcante para mim. Se você não conhece absolutamente NADA da Sujeong e não quer cair numa música de maria mijona aleatoriamente, “SHXT” é perfeita para você.
#13 LE SSERAFIM – CRAZY
Eu realmente fiquei na dúvida entre colocar “EASY” ou “CRAZY” nesse post pois, bem ou mal, são dois comebacks memoráveis do LE SSERAFIM, mas vamos deixar para chutar “EASY” no post certo. Hoje, vamos falar que essas meninas deram uma abalada com o farofão homossexual “CRAZY” e essa coisa desbocada, estilosa que abalaria boates e festinhas de K-pop com muito yasss, worrk e cuntyyyy e seja lá as palavras que a comunidade gls anda usando ultimamente. “CRAZY” é uma música que se permite enlouquecer, ser boba, divertida e brat, e acho que é por esse caminho que o LE SSERAFIM deveria seguir como grupo pop.
#14 HyunA – Q&A
Eu sei que hoje vocês preferem fazer um balança caixão na Hyuna do que ouvir outra música e eu mesmo não ouvi muito esse comeback mas, honestamente, os 10 streams que dei em “Q&A” foram muito mais memoráveis que boa parte do que o K-pop desovou esse ano. Ela realmente resolveu ser artista no momento em que o público quer mais é jogar pedra na geni, mostrar referências de Wong Kar Wai e uma estética mais relevante que tudo que ela fez na PNATION, junto a uma farofa eletrônica que emocionaria as mais cadeado das gays da fanbase, a melhor dela desde “BABE”. É uma música ótima se você não tem problema em separar a pessoa da artista.
#15 IVE – Accendio
Por mim o IVE não largava do batidão pop porque elas sabem fazer isso muito bem, especialmente nessa pegada mais fierce e dark de músicas como “Accendio” que é um dos melhores singles do ano até aqui, e esse conceitinho misturando Sailor Moon com Netas das Bruxas que não conseguiram queimar deixaram as monas ainda mais patricinhas, o que é um elogio pois Wonyoung precisa mesmo carregar nas costas o título de it girl no momento com coisas assim. É meio que uma pena que a Starship esteja muito afim de mostrar versatilidade com músicas mais questionáveis desde o ano passado, mas o IVE será sempre bem vindo quando acordar afim de salvar o pop como fez aqui.
Menção honrosa: Lisa – Rockstar
A carreira solo da Lisa é definitivamente um dos momentos mais relevantes do ano, mas colocar nesse post poderia desencadear uma discussão super relevante e importante sobre ela dever ser considerada ou não K-pop (Já que ela não é coreana nem canta coreano), uma das várias pautas super necessárias que abalam a vida de muita gente na internet, então eu decidi deixar aqui como menção honrosa mesmo. De qualquer forma, a Lisa fora da YG é uma artista bem mais interessante e promissora, e ROCKSTAR é o grande exemplo da potência e personalidade que ela pode servir como artista na música pop.
sério … quando a CUship vai perceber q literalmente ninguem quer saber se o IVE tem talento ou são versáteis artisticamente ?! os coreanos querem elas lançando batidão synth classudo gls e n essas pau molices tipo EITHER WAY/MERDDIE/HEYA pqp q empresa fubanga ta jogando a galinha dos ovos de ouro dela no ostracismo com essa forçação de barra😴
espero q o fracasso do ultimo cb tenha ensinado algo a eles e voltem a lançar musica de vdd q ninguem esquece dps da primeira ouvida
por mais ACCENDIOS e menos HEYAS !!!
Starship deve ter percebido q heya foi fracasso pro nível do ive e devem voltar pra synth pop próximo cb
minha lista seria algo bem parecido, eu só chutava as da Lim Kim e Sujeong (por não conhecer até então), HyunA (muito boa mas nem lembro que aconteceu) e Rescene (boa mas não é pra tanto), e trocaria elas por Virtual Angel do ARTMS, TTYL do Loossemble, Supersonic do fromis e Impossible do RIIZE
Nem prestei atenção que as serafinas estavam na lista, o rajadão que elas tomaram foi tão grande que eu não me lembrava do comeback delas.
Justiça seja feita, as serafinas podem ter vários defeitos, mas elas entregaram um dos melhores singles do ano em “Crazy”.
Te adoro brave mas eu discordo
Cosmic é muito boa mas se fosse para ser a música de hiatus ou disband, eu preferiria outra música, Cosmic mostra que elas tem muito mais a oferecer, elas deviam sair da SM e abrir a gravadora delas ou entrar na empresa da Jennie, a Irene é praticamente a amante dela então facilita.
A lista está ótima, tirando a Nayeon, essa tentativa dela de ser a Jenny from the Block não funciona com ela, passou anos sendo tidinha, debuta solo como tidinha, e no primeiro comeback coloca a mão na xereca para tentar pagar de grande gostosa, essa música com a Jihyo seria uma delícia
Não me conformo que a Coreia e os oncea cagaram pro debut da jihyo absurdo justo a mais mais do grupo
E também cagaram para o ABCD nem a mão na xoxota deu buzz para a MC Pop
Ainda esperando o seu envelheceu como vinho: Feel my Rhythm e Zimzalabim
Cosmic realmente é uma maravilha de música, red velvet quando acerta não tem pra ninguém
Uma menção honrosa que com certeza está no meu top 10 foi o comeback da BIBI com Bam Yang Gaeng lá em fevereiro, especialmente com o single Sugar Rush.
ATE THAT, pra mim, top 10 de 2024.
E sério candidato a VOTY, junto com “Tamamono Mae” do Wednesday Campanella (se bem que o Wednesday Campanella é J-pop e não K-pop, mas enfim) e “Taste” da The Deep (feat. h4rdy e honey).