Se eu falasse para o meu eu de 13 anos atrás “Ei, eu de 13 anos atrás, fica de olho no EvoL pois essas gatinhas aí vão entregar algumas das músicas mais interessantes que você vai ouvir”, provavelmente o meu eu de 13 anos atrás diria “Você está maluco! Claro que o SNSD será o maior girlgroup da minha vida! SONE para sempre!!!! (Mas The Boys lixo)”. Mas olha eu aqui, 13 anos depois, super atento aos trabalhos da BEBE YANA (Que salva a vida de gays kpoppers da ZIG a cada fritação) e da SAAY, que ontem lançou um novo single “Mood” e é bem melhor que os outros lançamentos da segunda (Então É CLARO que o MV só tem 6 mil visualizações):
“Mood” é descrita como um R&B mid tempo que fala sobre a jornada emocionante da vida de uma forma elegante e cativante, o que pode ser facilmente interpretada como uma jornada emocionante ao orgasmo dependendo do quão inspirado você está interpretando trechos como “need you only got me rollin’ / you and me, right here” e “let you inside me, find you”. Tem uma coisa no implícito que deixa a sua imaginação se levar que deixa um trabalho marcante (Se feito do jeito certo), despertando uma sensação única que
Eu gosto muito da profundidade de “Mood”. Essa sensação que a produção me dá de estar caindo num abismo de autodescobertas, sintetizadores pesados, a voz mais grave e performance instigante que a SAAY entrega… O conjunto é hipnotizante e realmente te faz sentir o “mood”. Tenho que destacar os elementos mais agudos que a música ganha em pontos depois do refrão que dá todo um drama e não deixa a música ser apenas um R&B mais passivo e sutil. É um trabalho chique, excitante, que qualquer fã de R&B deve curtir muito. “Mood” é uma música que tinha potencial para eu achar uma chatice, mas a SAAY tem o que é preciso para fazer a música ser uma das experiências mais prazerosas do ano.
A SAAY no geral fica de fora do radar de posts tanto por ela ter virado artista independente (O que dificulta o alcance dela em algoritmos) quanto por esse R&Bzão dela não ser exatamente o que engaja os leitores daqui, mas sinto que tinha que postar e aclamar “Mood” para ver se vocês dão uma chance para a gatinha (E, afinal, vocês não perdem nada também). É uma daquelas músicas que trabalha muito a sensação de excitação mais elegante, sofisticada, onde a SAAY me convida para sentir o humor dela e eu fico maravilhado e reflexivo ouvindo. Ouvir essa com uma luz bem baixa e sozinho no meu quarto deve mudar o meu ano de 2025 para sempre, então espero me recuperar logo da sinusite para viver essa experiência.
Contextualizando o EvoL (Para você que não é letrada em grupos velhos e flopados do K-pop), foi um girlgroup que surgiu em 2012 com “We Are a Bit Different”. Elas lançaram um EP, um single, uma galera chamando de cópia do 2NE1 como se fosse qualquer nugu da 3ª geração que era chamado de cópia do BLACKPINK e logo disbandaram com cada uma seguindo seu rumo. 3 delas viraram solistas, com a Jucy (Que era a menos flopada dentro do grupo) tentando uma carreira no Hip Hop (E acumulando até algumas participações no Show Me The Money), a Say virando SAAY e entregando essas pérolas R&B e a Hayana virando BÉBE YANA virando a gatinha das boates eletrônicas. Nunca ouvi nada solo da Jucy e, segundo a wiki dela, não lança nada há uns 7 anos, mas SAAY e BÉBE YANA estão aí entregando bops em seus estilos. Se você gosta de gatinhas ex-grupos flopados que, por algum motivo, ainda insistem em investir na música, vale a pena procurar a discografia dessas duas.
TÁ ZOANDO QUE A BEBÉ YANA ERA INTEGRANTE DO EVOL (ótima música da saay parece algo que a rina sawayama lançaria entre o who e o rina)
Escuta o novo lançamento do boynextdoor, mt bomm.
Adoro a Saay! <3
E Chanmina está de volta! \o/
A SAAY é muito incrível!!! Sou obcecada por ela desde ZGZG, e não me surpreende que Mood também seja muito boa!!
Ainda tenho que explorar mais a discografia da Bébe Yana, mas aproveitando o post do Dougie, caso algum leitor queira ouvir mais da SAAY, recomendo Circle, Talk 2 Me Nice, Overzone, Encore e Alarm que seguem essa mesma linha R&B! (mas acho que toda a discografia dela vale a pena, ela é muito subestimada)