O post por pix dessa semana é nostálgico. Afinal, já fazem mais de 12 anos que eu fui impactado pela existência do FEMM e a audácia de 2 garotas fingindo que são manequins e twerkando na tela do meu computador repetindo “Fxxk Boyz Get Money” até a exaustão. O pix de hoje me pediu para elencar as melhores músicas dessa dupla que abalou o mundinho de blogueiros e adjacentes na década, e o Top Top.jpg de hoje está aqui para trazer 10 músicas para conhecer/relembrar a magia desse pequeno grande grupo do J-pop. Sem mais delongas, vamos ao post:
10º lugar — Dead Of Night
Dubstep e suas variantes não são coisas que envelheceram horrivelmente na música pop, mas acho que ainda funciona no nicho eletrônico e em músicas onde isso é apenas um detalhe de refrão como em “Dead Of Night”. A música no geral tem uma melodia mais calma brincando com os sintetizadores mais lúdicos em um EDM mais energizante, mas o dubstep surge para dar uma força mais caótica para a música, que te permite enlouquecer e transcender no meio da coisa mais controlada dos versos. Ao mesmo que possui um brilho e charme de EDM mais inntrospectivo, tem aquele momento mais potente que faz a minha mente ter uma leve explosão, o que faz “Dead Of Night” ser marcante na minha playlist.
9º lugar — Kill The DJ
A primeira das várias farofas que emocionariam a lista de 7 melhores da Jovem Pan em 2010 que aparecerão nesse post, pois a graça e iconicidade do FEMM-Isation para mim vem exatamente delas pegarem tudo que havia de mais viciante no pop/EDM de 2010 e encapsular em uma tracklist. “Kill the DJ” é exatamente o que uma DEV ou qualquer variante dela que estivesse bombando nas casas noturnas do Reino Unido lançaria na época, e eu VIVO por essas farofas que existem apenas para elevar a sua mente para a pista. Se não tocarem essa música numa playlist especial FEMM, podem matar o DJ mesmo.
8º lugar — Faling For a Lullaby
“Falling For A Lullaby” vai nesse mesmo pique de farofa 2010 de “Kill The DJ”, mas ainda mais radiofônica. Eu consigo simplesmente ouvir aquela DJ famosinha da Mix TV falando “E vem aí essa dupla de cantoras que fingem ser manequins futuristas e estão aqui para trazer uma mensagem para os meros mortais, FEMM com ‘Falling for a Lullaby'” depois de tocar “I Gotta Feeling” do Black Eyed Peas pela 7ª vez no dia, e se elas tivessem vingado como ato global (E essa música fosse single ao invés de ficar escondida como b-track de um single de covers) COM CERTEZA tocaria até hoje por lá.
7º lugar — Countdown
Já era para essa febre y2k ter evoluído para o meio dos anos 2000 e as pessoas tentarem fazer a versão mais gostosa do que o Timbaland fazia para a Nelly Furtado e eu poder dizer que o FEMM estava muito a frente do seu tempo lançando a pedrada “Countdown”. É provavelmente o single “menos EDM” do FEMM na lista, explorando um pop mais sexy e uns toques hip hop mais profundos, mas tem um instrumental mais bem humorado nos versos que nos lembra que isso é uma música de festa e, na verdade, é o FEMM dando aulas de como curtir uma música na balada. Bem divertida, e o refrão desacelerado é um dos melhores da carreira do grupo.
6º lugar — The Real Thing
Toda a ironia do FEMM querer largar as redes para viver “a coisa real” nessa persona de androides espaciais é deliciosa, mas foi muito divertido acompanhar esses momentos mais “vulneráveis” onde o FEMM buscava se aproximar da humanidade em sua lore, o que deixa “The Real Thing” rica em termos de conceito. A execução é mais uma das várias farofas de algum programa de DJ de rádio do anos 2000 com uma abordagem mais suave e sentimental que outros pancadões desse post, mas letra e instrumental trabalham juntos para trazer um tom mais reflexivo e crítico sobre como socializamos com as pessoas nessa era digital (Válido até os dias de hoje, aliás). Simples e bastante eficaz, fazendo de “The Real Thing” um hino.
5º lugar — Samishii Nettaigyo
Eu sou muito grato pelo álbum de covers do FEMM ter motivado o jovem Dougie de 18 aninhos a garimpar velharias da música japonesa e abrir todo um novo universo para minhas playlists, mas não acho ele muito bom no geral e quase nada ali é melhor do que as versões originais. PORÉM, o cover de “Samishii Nettaigyo” da dupla Wink foi genial não só pela repaginada EDM/disco estilo “Le Freak” do CHIC que a música ganhou na versão delas, mas pelo próprio Wink ter o carisma em vídeo de duas manequins que combinou perfeitamente com a marca do FEMM (A ponto delas basicamente recriarem o MV frame por frame). Uma transformação caótica e moderna que merece muita atenção.
4º lugar — Private Dancer
“Private Dancer” não é a minha música favorita da fase 2.0 do FEMM, mas acho que é a que melhor representa o que elas queriam fazer com esse “Upgrade”: Uma música eletrônica forte, com batidas mais pesadas e um drama que fizesse o FEMM ir além da farofa para as pistas. “Private Dancer” soa como se o FEMM quisesse mais intimidade com o ouvinte mas sem perder o espírito e poder das pistas de dança, isso vai ganhando camadas que te envolvem durante a faixa e se torna brilhante quando o pancadão chega em seu ápice no final da música. De toda a lista, “Private Dancer” é a que mais facilmente entraria em qualquer playlist de boate eletrônica/rave por aí hoje em dia.
3º lugar — Fxxk Boyz Get Money
Tem um pouco de “Ah, não vou botar isso aqui em 1º lugar, seria muito previsível” com esse 3º lugar? Talvez, mas a real é que “Fxxk Boyz Get Money” não é a primeira música que eu penso quando quero ouvir FEMM. Isso não impede de ser GENIAL e uma forma criativa de fazer um hip hop/trap de mina fodona que só pensa em foder garotos e ganhar dinheiro, uma frase que tem diversas formas de interpretação que funcionam do mesmo jeito nessa música. É como se a Alyssa Edwards do Drag Race fosse uma música: Tudo é tão errado e travado que simplesmente dá volta, se tornando incrível e hipnotizante. E quando você se dá conta, está descendo até o chão gritando “Fxxk Boyz Get Money” com elas em loop no refrão. As 50 pessoas que acessaram esse post no Asian Mixtape tiveram suas vidas mudadas para sempre quando deram play nesse MV, e eu fui uma dessas pessoas.
2º lugar — Come & Go
A minha faceta preferida do FEMM é quando elas simplesmente deixam o autotune torando em um pancadão EDM, o que influenciou muito na hora de definir as duas primeiras posições desse ranking. “Come & Go”, por exemplo, não é uma música que ouvi mais do que “Fxxk Boyz Get Money”, mas eu gosto muito de como essa me faz transcender com esse instrumental eletrônico. A letra ser um fecho em cima do boy lixo me incomodou num primeiro momento mas, com uma produção deliciosa como essa, eu também bancaria a Taylor Swift manequim e mandaria o crush ir a merda na maior paz. “Come & Go” me faz ignorar o mundo e mergulhar nesse mar artificial de sintetizadores e processadores que esse hino possui.
1º lugar — Party All Night
A minha coisa favorita em “Party All Night” é que é uma música feita, unicamente, para festejar a noite toda. Uma conclusão meio “duh, é o nome da música”, mas eu quero dizer que essa é a música perfeita para quando eu preciso dissociar dos problemas com uma farofa para me preocupar apenas em curtir a noite. Ou quando estou muito feliz e preciso de uma farofa para extravasar essa felicidade. Ou quando quero apenas uma música para me arrumar quando vou para uma festa. Ou quando sinto que o meu mundo vai acabar e preciso de uma música para viver hoje como se fosse o último dia da minha vida. Tem mais situações, mas acho que deu para entender o que eu quero dizer. “Party All Night” é um pancadão autotunado que qualquer playlist da Jovem Pan ou Energia 97 tocaria ali na virada dos anos 2000 para 10 em loop, e isso me faz TÃO bem, sabe?! O FEMM é um grupo tão bom que todo mundo que já ouviu tem uma música favorita, e “Party All Night” é a minha.