Year End 100: As melhores músicas de 2019 no Asian Pop (85-71)

E voltamos com a segunda parte das melhores músicas de 2019, trazendo conteúdo e músicas de qualidade (Mais ou menos) para não deixar vocês se ocupando com qual música o Momoland vai plagiar no próximo comeback segunda feira. Nesse post vamos encontrar mais quinze músicas cortadas antes do BLACKPINK (Seria isso um spoiler dos próximos posts?), com muitos solos, músicas boas e nem tão boas assim mas que duraram e renderam bem na minha playlist de 2019. E voltando pra lista, em #85 temos…

85. TWICE – Breakthrough

Que ano pro TWICE, hein. Não só comercialmente já que vender centenas de milhares de cópias por EP já virou rotina pro grupo, mas musicalmente as lendas finalmente alcançaram aquela tão sonhada mudança de som que blogueiros relevantes imploraram por acontecer durante tanto tempo. E “Breakthrough” não serve só como um popzão de boate pros gays fazerem carão mas também é ótima para dançar, fazer coreografia e montar um grupo cover lindíssimo que vai durar por dois anos até os integrantes começarem a se odiar nos bastidores. Parabéns, TWICE, o ano de vocês em singles seria perfeito se não tivessem lançado qualquer besteira kawaii junto com essa música.

84. EXIT feat. NANA – Wanchan Summer Love

Uma mania que eu tenho que parar é de chamar de merda um farofão de verão. Pois eu vou me arrepender disso, eu vou lá ouvir 666x a música como se não houvesse amanhã e vou queimar a língua botando ela entre as melhores do ano. Inferno. Mas cá estamos com EXIT e alguma ex-WTF48 ironicamente lançando uma das farofadas de verão desse ano que mais ouvi (E que adoraria um downloadzinho ilegal mas Japão, né…).

83. G-reyish – KKILI KKILI

Outro besteirol de verão mas esse aqui eu já curto não ironicamente. Com as enpresas de Kpop fazendo o serviço de casa e conseguindo bancar MVs e comebacks com um orçamento aceitável (Seja por conta própria ou sugando o dinheiro dos fãs com Makestar e derivados) está cada vez mais difícil encontrar um grupo que claramente gastou 12 reais produzindo uma farofa de quinto escalão e outros 12 reais para produzir um vídeo na baixa temporada, entregando uma trasheira gloriosa e de alto entretenimento que nenhuma Big 3 teria capacidade de entregar, mas G-REYISH está aqui provando que a cultura nugu de verão ainda existe e está em boas mãos pelos próximos dois comebacks que esse grupo conseguir bancar até sumir sem maiores explicações. “KKILI KKILI” é resistência, amores.

82. Meng Meiqi – I Like You

Meiqi (Sim, uma das meninas que tirou férias do Cosmic Girls para fazer carreira na China) lançou essa “I Like You” de maneira bem aleatória servindo como tema de um programa de dança (?) lá na China, e eu achei essa música de forma ainda mais aleatória enquanto fazia minhas compras num site random de downloads, mas até hoje eu não me arrependo de ter achado esse farofão aegyo (O que seria o equivalente ao aegyo na China?) com uns breaks totalmente disfuncionais mas que, de alguma forma, me fizeram bater cabelo na primeira ouvida, sendo mais memorável na minha playlist do que qualquer coisa que o Cosmic Girls já lançou exceto Babyface.

81. Rocket Punch – Love Is Over

O meu amor por Juri Takahashi não deixou eu largar o Rocket Punch depois daquele single meia boca (Que eu simpatizo bem mais hoje em dia mas ainda assim), então eu fui ouvir o EP e, apesar de ser tão básico quanto, ainda é bem legal e me fez viciar nessa “Love Is Over”, mais um número de batida tropical KARDesco pois isso foi lançado no verão então por que elas não lançariam? A essa altura esse tipo de música é uma espécie de roleta russa onde você pode ou não simpatizar dependendo do seu humor no dia já que não tem mais muito jeito de inovar e quebrar tabus nessa sonoridade, mas elas tiveram sorte e competência fazendo essa aqui colar comigo (E claro que meu amor por Juri ajudou um bocado aqui).

80. MAX – Dracula

A avex arquitetando um retorno do MAX meses depois da Namie Amuro pendurar as chuteiras no melhor estilo “Quem não tem cão caça com gato” pelo menos rendeu um ótimo revival das lendas ao eurobeat que rendeu alguns hits lá pelos anos 90. “Dracula” na verdade é um remake de uma música da época, mas o MAX consegue botar seu estilo e carisma na faixa, o que me faz dar muita moral para o esforço que elas tiveram com esse comeback.

79. Taeyeon – Spark

Eu cheguei a achar que nunca mais a Taeyeon lançaria um single de comeback tão bom quanto o debut e já tinha largado a ainda-SNSD de mão com a carreira solo mas olha só, ela conseguiu. Pegou um instrumental que passeia entre o pop mais upbeat e um power ballad que Adele lançaria para arrebatar com as senhoras das rádios, segurou a mão no oversinging deixando vocal e melodia trabalharem juntos e *BOOM* tirou da manga um de seus melhores trabalhos até o momento. Com sorte a lenda permanece com esse estilo e vai reforçando seu catálogo de singles repleto de altos e baixos, mas sabemos que Taeyeon deve estar se coçando pra lançar mais um baladão repleto de high notes a qualquer momento né.

78. Lee Hi – No One (feat. alguém)

Também não tinha ido muito com a cara desse comeback da Lee Hi, mas como esse seria o unico comeback da bichinha esse ano e o carinha aí foi direto pro ostracismo depois que saiu do iKON eu pensei… Ah, vou dar uma chance. E aí o reggaezinho foi me envolvendo e me envolvendo até aceitar que essa é uma das melhores músicas da carreira da Lee Hi até o momento, e o drop agridoce com o tempo vai ganhando sua graça e razão de existir (Uma raridade se tratando de produções desse tipo na YG). Que daqui há 3 anos a Lee Hi consiga fazer algo tão bom quanto.

77. chay – Sabaku no Hana

Eu gosto da chay e todo o estilo e sonoridade remetentes ao retrô/pin-up, é algo que caracteriza bem ela como artista e tal, mas quando ela veio com esse R&Bzão delicioso e melódico totalmente fora da caixinha dela eu fiquei “MEU DEUS ELA FEZ ISSO MESMO E EU ADOREI”. Num ano em que as principais representantes do J-R&B não representaram tanto assim, chay foi lá e mostrou que pode não ser tão previsível quanto seus lançamentos estavam sendo.

76. Koda Kumi – Livin La Vida Loca

Um cover de uma música com 20 anos de existência ser um dos grandes auges da Koda Kumi esse ano deveria ser algo para a mesma pensar o que tá acontecendo para ela chegar nesse nível, mas como a) Eu curti o re(CORD) não ironicamente até certo ponto e b) Não tem como estragar uma música tão icônica quanto essa do Ricky Martin (E olha que ela tentou com esse break), “Livin’ La Vida Loca” acaba sendo um destaque 20 anos depois de seu lançamento nas mãos de uma cantora ideal para viver a vida loucamente ao som de um popzão latino, que poderia facilmente ser ampliada para um álbum e repaginar a imagem com quem ainda liga pra ela mas não vai rolar…

75. ITZY – CHERRY

Aparentemente o JYP tem um plano específico para a sonoridade inicial do ITZY, mas você já se perguntou algum dia o que aconteceria se a Beyoncé não tivesse lançado “Partition” e, ao invés disso, um grupo de jovens coreanas pegasse a demo e transformasse o hino urban da Bey em um pancadão pop? Provavelmente não, mas o ITZY foi lá e fez mesmo assim com “CHERRY”, a melhor música desse premiado ano de debut do grupo da JYP.

74. SAAY – ZGZG

Essa SAAY era de um grupo obscurissimo chamado EvoL numa época em que todo girlgroup que fazia uma farofa girl power era comparado com o 2NE1 (Mais ou menos o que rola hoje com o BLACKPINK). Desde que o grupo morreu ela conseguiu se virar lançando diversos singles, mas foi com ZGZG que ela conseguiu fazer algum barulho e, bem, não posso deixar de razão já que é um popzão anos 2000 delicioso que provavelmente uma Meghan Trainor da vida emularia sem muito brilho. Ela provavelmente nunca mais vai bater ponto nas minhas recomendações do Youtube para saber dos seus lançamentos, mas ZGZG já valeu a pena.

73. Jessi – Who Dat B

Um dos grandes eventos de 2019 no Kpop foi o início dos trabalhos da P-NATION, a empresa do PSY que abrigou idols desvalorizados em suas empresas antigas. Uma dessas era a Jessi, que saiu puta da vida na YMC e ganhou uma nova chance na P-NATION com “Who Dat B”, algo que é meio zona de conforto se tratando do que a Jessi costuma lançar mas que ainda é um bangerzão do K-Hip Hop para quebrar o cu se sentindo a boss bitch. “Who Dat B” seria tragicômica se fosse lançada por, sei lá, a rapper do Oh My Girl, mas Jessi tem a saliência necessária para fazer a música acontecer.

72. Hyuna – FLOWER SHOWER

“FLOWER SHOWER” não é um dos retornos mais triunfantes (Ou mais bagaceiros, num bom sentido) que a Hyuna poderia ter, mas se encaixa perfeitamente naquela linha mais sutil de sonoridade que ela talvez queira equilibrar com as farofas quebra cu clássicas da cantora. Eu gosto de como a música funciona como algo mais inventivo e fora da caixa pra Hyuna mas que, ao mesmo tempo, é simples e se preocupa em colocar os elementos certos no momento certo. Que seja daí pra cima nos próximos lançamentos pela P-NATION.

71. Sulli – Goblin

O debut solo da Sulli deve ter pego muita gente de surpresa, não só por ela ter lançado música antes das ex colegas de ex grupo mas também pela sonoridade mais pop diferentona que deu uma carreira pra Lily Allen e um tema tão único a ser abordado. E “Goblin” acaba sendo um abraço da Sulli no ouvinte de tão confortável que eu me sinto ouvindo essa canção. Sulli tinha uma carreira promissora se seguisse nesse estilo.

Por hoje é só, moçada. No próximo post teremos uma farofada das bem recheadas com latinidades, rap de primeira, militância e etc., e tudo isso sem a presença do (G)I-DLE no Top 100 (Opa, mais um spoiler). Então se hidratem muito nesse calor e até o próximo post.

4 comentários em “Year End 100: As melhores músicas de 2019 no Asian Pop (85-71)

  1. Sério que o (G)I-DLE não vai aparecer no top 100? Elas tiveram umas músicas bem bacaninhas este ano…

    Enfim, adorei ver a Sulli sendo lembrada (não só como uma forma de mantermos ela viva em nossas memórias, mas também porque Goblin é realmente muito boa). E Kumiko cantando Ricky Martin não tem como dar errado, né? Ainda mais com MV com ela descendo pendurada do teto já no começo; mais Kumiko que isso, impossível.

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  2. Eu amoooo Goblin, deve ter sido uma das músicas que eu mais ouvi esse ano e as outras duas músicas lançadas pela Sulli também são ótimas, todas as três são gostosinhas e reconfortante de ouvir

    E Breakthrough é ótima assim como o álbum japonês &Twice, dois dos três singles são muito bons (Happy Happy completamente descartável ali, é talvez o único erro do álbum). Acho que em questão de qualidade só perde pro Fancy you mesmo

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