Year End 100: As melhores músicas de 2019 no Asian Pop (70-56)

Hoje eu percebi que demorei tanto para soltar minha lista de melhores de 2019 que ei só vou terminar essa delícia em 2020 sendo que temos músicas de 2018 ainda pra soltar nessa playlist. É a vida né, fazer o quê. Vamos para a terceira parte desse Top 100 com as melhores músicas de 2019 de acordo com esse blogueiro aqui, soltando agora as posições de número 70 até 56. E na septuagésima posição temos…

70. Kang Min Kyung – Selfish

Se tratando de Davichi eu já esperava que o debut solo da Kang Minkyung seria uma coletânea de baladões carregados e que qualquer coisa além disso eu estaria saindo no lucro. E daí eu ganhei “Selfish”, uma faixa que começa simples com os vocais doces da Minkyung acompanhados por alguns acordes e vai se desenvolvendo numa música mais alternativa e perfeita pra encher álbum hipster coreano, sendo uma diferente e agradável novidade para quem não esperava nada disso. Nada tão surpreendente quanto “Pattern” do debut da Haeri, mas ainda sim merece destaque num Top meu.

69. Moumoon – Hitotsudake,

Moumoon lançou esse ano um álbum que mais serviu como coletânea do projeto de playlists sazonais que a dupla vinha lançando desde 2018. Boa parte do material bom do álbum ficou no ano passado mesmo, mas esse ano eles me presentearam com “Hitotsudake,”, mais um popzinho mágico que junta a base acústica da dupla, os vocais adocicados da Yuka e elementos mais teatrais no instrumental, dando um resultado bem reconfortante para a música.

68. Little Glee Monster – I BELIEVE

Little Glee Monster é um grupo idol de Jpop focado em vocalistas, o que abre diversas possibilidades fora da caixinha em comparação com o que a gente tem de grupo idol normalmente no Japão. Essa I BELIEVE, por exemplo, é uma daquelas faixas motivacionais onde eles misturam batidas pop e instrumentos orquestrais e as meninas passam uma interpretação mais esperançosa e vibrante que necessita de um trabalho vocal mais elaborado, algo que poderia resultar numa merda pretensiosa bem grande com o grupo errado mas, nas mãos do Little Glee Monster, resultou em uma canção adorável.

67. Oh My Girl – Guerilla

Vocês não vão ver mais nada do Queendom nessa lista de fim de ano pois a maioria das músicas/covers perdem miito apelo pra mim sem as performances acompanhando. A única exceção a isso “Guerilla”, faixa que o Oh My Girl usou para a final do programa e que mostra não só a evolução musical que o grupo teve dentro do seu conceito aegyo como também uma música com a dramatização e misticismo no ponto certo e que é a identidade ideal pro grupo seguir. Infelizmente pra elas não tinha como o Oh My Girl bater a popularidade do Mamamoo no Queendom, mas no coração (E playlist) de muita gente elas saem como vitoriosas.

66. Chungha – Snapping

Eu admiro muito essa ideia da Chungha não tentar reinventar nada e ganha da concorrência por pura competência mesmo. Essa “Snapping” não difere em nada do que a gente tem como referência de música pop (Especialmente dos anos 2000), mas é viciante, redondinha e tem um refrão ótimo que dá vontade de dançar muito ao invés de qualquer drop que quebre o fluxo da música. É isso que a gente espera de um pop jam, e que bom que a Chungha tem plena consciência disso.

65. TWICE – Fake & True

No início eu achei essa Fake & True a faixa menos gloriosa dos ótimos singles do TWICE, mas esse house evocativo dos singles coreanos e essa batida de farofa noventista/Rhythm Of The Night me impede de passar por essa música e ouvir só uma vez porque é muito bom e a minha coisa favorita desse álbum japonês das TWICE. Elas acabaram com qualquer concorrência e argumento contra o grupo esse ano com um aproveitamento espetacular em suas faixas promocionais.

64. Jolin Tsai – Womxnly

“Womxnly” é provavelmente a letra mais forte e emotiva que vocês vão ver nesse top pois, além de trazer uma mensagem de liberdade de expressão da própria imagem, também é uma homenagem a um jovem taiwanês que foi encintrado morto no banheiro de uma escila por ser afeminado, então a música acaba ganhando um significado mais profundo e reflexivo. Ela só não é minha favorita do UGLY BEAUTY por conta desse instrumental meio básico que não ajudou a reforçar essa música na minha playlist, mas esse comprometimento da Jolin com a comunidade LGBTQ+ é algo admirável e que serve de exemplo para muitos artistas que acham que é só colocar um “YASS MANA ARRASOU VIADO” nas letras e já está fazendo um favor pra gente.

63. Pony – DIVINE

Esse ano a CL finalmente conseguiu sair do porão da YG e lançar umas coisas aí por conta própria, mas enquanto ela continuava pegando fungos no porão ela viu sua maquiadora PONY se juntar a MAC para lançar “DIVINE”, que acabei descobrindo mais tarde que não é a primeira música da gata, que não só tem bom gosto e contatos pra maquiagem como também para arranjar uma demo deep house gloriosa para alimentar playlists de viadinhos ao redor do mundo.

62. Airi Suzuki – ESCAPE

Airi Suzuki é a minha mais nova esperança do Jpop entregar uma solista comprometida com as farofas pop ao invés de rodar o Japão com um violão nas costas. E até agora a ex-C-ute não me decepcionou, com essa ESCAPE evocando a farofa latina nossa de cada dia e sendo diferente justamente por botar um batidão delícia em cima da coisa toda (Isso não faz a música ser melhor que outras reinvenções latinas de artistas asiáticos, mas sem dúvidas ajuda a ficar na mente). Ah, e o álbum que ela lançou há uns 10 dias está muito legal também.

61. BLACKPINK – Don’t Know What To Do

E olha eu aí, botando uma música do BLACKPINK no Top 100 depois de ficar dando tamancada nelas quase toda semana nesse ano. Mas eu não tenho culpa se elas combinam muito bem com essa coisa mais EDM de pista europeia e só fazem hinos fortes e emocionais nesse estilão, com “Don’t Know What To Do” entrando no seleto trio de farofas boas delas junto com “As If It’s Your Last” e “Forever Young”. Com sorte o YG passa a investir em números desse estilo e desencana do mina fodona concept (kkkkkkkkkkkkkk ó eu aqui jurando por coisas que nunca vão rolar).

60. BEYOOOOONDS – Nippon no D • N • A!

BEYOOOOONDS é a nova aposta do Hello!Project que, pelo menos comercialmente, parece ser a mais promissora da empresa desde o Morning Musume (Elas já emplacaram um #1 na Oricon logo no debut). E embora o Triple A-Side delas seja bem legal e justifique o #1, a mais legal e que vale uma posição nesse top é esse hino nacionalista no qual elas mostram todo o orgulho de ser japonesas num instrumental frenético como todo bom bop que o H!P se propõe a fazer.

59. Perfume – Nananananairo

Perfume foi outro act japonês que usou 2019 como ano comemorativo ao invés de trabalhar pra valer, e nisso ganhamos pouco material inédito do trio, mas que valeu a pena com essa “Nananananairo” fazendo aquele clássico combo “Tiazonas kawaii + batidão eletrônico” que o Perfume costuma mandar bem sempre que possível (E quando o Nakata se ajuda pra ajudar elas também). O principal destaque é o segundo break da música que não tem NADA a ver com a música e você fica “WOW eu não esperava isso, Nakata você é um gênio mesmo”, mas que fique bem claro que eu espero o Perfume jogando pra valer em 2020 e nos redimindo daquela coisa meia bomba que foi o Future Pop.

58. MFBTY – Dream Catcher

Eu poderia incluir mais músicas do MFBTY nesse top de fim de ano se eu não fosse tão cadelinha de pop music, pois tanto esse EP mais recente quanto o último álbum duplo do Drunken Tiger (Tiger JK) são muito bons e valem muito a pena ouvir. A minha preferida do MFBTY esse ano foi “Dream Catcher”, que traz um flow pesadíssimo e um instrumental que mistura urban e a clássica guitarra rock no melhor estilo e que justifica porque eles possuem um lugar único na cena hip hop coreana.

57. Jin Akanishi – Señorita

Com a ascensão da música latina/reggaeton nos serviços de streaming fica cada vez mais comum ver quem não é latino se aproveitar da tendência. E para quem já tem histórico nisso como o Jin Akanishi fica ainda mais fazer uma faixa safadissima com muito gemidão e sussurros fingindo ser alguma técnica de canto pronta pra tocar nas rádios latinas de Miami. É uma pena que o mundo prefira dar moral para o Justin Bieber nesse quesito né.

56. Tomomi Itano – LOCA

Tomomi Itano segue decepcionando todos aqueles que juravam que ela ia sentar no trono que Namie Amuro abdicou há uns dois anos com um monte de midtempo sem graça sendo lançada como single, mas em seu último EP ela, por alguma razão, roubou e regravou em cima da demo de “Señorita” da Camila Cabello e finalmente lançou um bop aceitável pros gays desde o “Get Ready”. Será que ainda dá pra ter esperança na gata?

E chegamos a mais um fim de post. No próximo corte vamos superar a barreira da metade da lista e teremos uma expectativa maior sobre quais os maiores hinos desse ano de 2019. Até aqui rolou alguma injustiça pra vocês? O que vocês esperam de agora em diante? Qual será o boygroup que ganhou o privilégio de aparecer no Top 50 de uma playlist de fim de ano minha e vai aparecer no próximo corte? Não deixa de comentar aí. E até a próxima parte (Ou o post do comeback do Momoland, o que eu decidir que vai vir primeiro).

2 comentários em “Year End 100: As melhores músicas de 2019 no Asian Pop (70-56)

  1. Womxnly é maravilhosa! E o MV, mesmo simples, passa a mensagem com muita leveza e emoção.

    O interessante da Jolin é que, enquanto muitas cantoras pop se declaram aliadas da comunidade LGBTQIA+ mas a contribuição delas é rasa quando a gente avalia, a Jolin dá a cara a tapa colocando os temas relacionados a essas pessoas em visibilidade e se coloca de lado quando a atenção vem, pra que a atenção seja dada a quem realmente precisa. Achei muito legal quando ela deu uma entrevista pra Billboard e, quando o entrevistador comentou sobre a legalização do casamento gay em Taiwan e o papel dela levantando essa bandeira, ela respondeu que o papel dela foi muito pequeno e que o mérito era todo das entidades que atuam nessa área.

    Humildade é essencial (entenderam, Gaga e Anitta?).

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