O que (não) aconteceu em 2020: SuperM

Dezembro é aquele clássico mês no K-pop em que a pauta é escassa pois o pessoal lá está focado em vingar 420 premiações e 78 shows de fim de ano, e os blogueirinhos e youtubers acabam se virando nos 30 para achar alternativas e se esquivar de coisas menos interessantes da época. Uma dessas alternativas é fazer uma retrospectiva com os eventos que marcaram 2020, e realmente rolaram umas coisas muito legais que valem ser revividas. Então, sempre que eu achar interessante, vou dar uma passeada sobre grandes eventos que marcaram esse ano que, apesar de ser praticamente congelado pelo Covid-19, não fez a indústria parar em nenhum instante.

Porém, em alguns casos, o pessoal tenta vingar o K-pop nos Estados Unidos e acaba não fazendo muito barulho por lá, como é o caso do SuperM:

Para quem não se lembra ou nunca ouviu falar (O que é bem possível) do SuperM: O grupo é uma superunit formada por integrantes de diversos grupos da SM com o foco em fazer sucesso nos Estados Unidos. Temos nessa unit: Taemin (SHINee), Baekhyun e Kai (EXO), Ten e Lucas (NCT/WayV), Taeyong (NCT/NCT 127) e Mark (NCT/NCT 127/NCT Dream), e eles são descritos como “Os Vingadores do K-pop”. A ideia, na verdade, tinha dois objetivos: 1) Divulgar os principais grupos da SM dentro do ocidente sem precisar divulgar todo mundo de uma vez e 2) Fazer concorrência pro BTS, afinal se tem público pra engolir um boygroup mais ou menos de K-pop nos Estados Unidos, dá para engolir dois, certo?

O problema é que a SM divulgou a delícia em 2019 como se fosse rolar um grande barulho com essa estreia. A divulgação foi massiva e grandiosa, como qualquer coisa que a SM divulga, numa aliança com a Capitol com altas pretensões. E quando o grupo estreou com “Jopping”, acho que todo mundo viu que não seria tão tranquilo assim. Mas a SM não é conhecida por desistir no 1º fracasso, então ela foi lá e preparou o 1º álbum de estúdio da unit, “Super One”.

Duas músicas foram performadas antes do anúncio do álbum: “Dangerous Woman” no programa do Jimmy Kimmel e “With You” em uma das milhares de lives globais que rolaram no início da pandemia. A primeira fez parte das promoções ainda do EP de debut do grupo, enquanto a segunda serviu mesmo como um presente para os fãs aguentarem a quarentena, além de ser lançada na playlist do Spotify “One World: Togheter At Home”. E enquanto “With You” não faz muito e é mais uma música pra fã ouvir, não entendi o por quê de “Dangerous Woman” não ser lançada como single. É a melhor música do álbum? Definitivamente não, mas é bem melhor do que muita coisa que serviu para divulgar o álbum nesse segundo semestre.

Em agosto a SM anunciou o lançamento do 1º álbum deles, com dois singles digitais como pré-lançamentos antes do álbum. O primeiro single foi a horrível “100” lançada ainda em agosto (E tá ainda pior hoje em dia). A música segue a linha de criar um som poderoso e batidas pesadas para mostrar todo o poder do SuperM invadindo a América, mas acaba tendo o mesmo problema de “Jopping”: Não consigo levar a sério, num nível que chega a ser um pouquinho constrangedor.

No dia 1º de setembro foi lançado “Tiger Inside”, o melhor single do SuperM até aqui. Tá, eu ainda dou uma pequena esboçada com o “Dinner’s ready, yeah” que aparece aleatoriamente na música, mas “Tiger Inside” pega mais leve nisso deles serem os fodões e parece uma versão melhor de “Kick It” do NCT 127. Não sei se quem acompanha o SuperM gosta dessa música (Afinal um dos supostos motivos para odiarem o grupo lá no pré-debut é que ele seria só uma forma de divulgar os mais hypados do NCT), mas eu achei bem legal. Eles poderiam seguir essa pegada mais equilibrada onde tem espaço para eles brincarem e usarem gírias toscas sem soar (tão) forçado para eles parecerem a coisa mais quente da Coreia, e isso seria uma coisa interessante para promover o 1º álbum na Coreia… Mas aí a SM inventou de lançar um híbrido:

“One (Monster & Infinity)”, assim como o nome entrega, é uma junção de duas músicas do álbum: Os versos meia boca de “Monster” e o refrão ótimo (Que salva uma música tão meia boca quanto) de “Infinity”, fazendo dessa música algo na média para um boygroup de K-pop. Aqui tenho dois pontos a se fazer: 1º Essa mistura ficou menos legal do que há 2 meses atrás; 2º SuperM não devia lançar uma música tão padrão de boygroup de K-pop para o hype que a própria SM cria em cima. Se isso pelo menos fosse acima da média seria entendível MAS NÃO, fecha os olhos que você consegue imaginar qualquer boygroup lançando uma música dessas (Sem precisar dividir em duas, como foi o caso deles).

Nos charts o grupo seguiu mostrando que estão fazendo muito barulho para pouco resultado nos Estados Unidos: Os singles acumularam 3 traços na Hot 100, não entrando nem no Bubbling Under como “Jopping” (Na posição 25 do Bubbling Under mas apareceu, pelo menos), e um segundo lugar no chart de álbuns da Billboard com pouco mais de 100 mil cópias acumuladas por lá (Menos da metade do EP do ano passado que debutou em #1 na Hot 200, mas não lembro se o bundle do “Super One” foi tão pesado quanto). Mas teve um lugar que o álbum vendeu muito bem: Na Coreia do Sul o grupo já acumula 500 mil cópias vendidas, onde eu chuto que foi um efeito da popularidade do NCT crescendo por lá, mas para as metas do SuperM vingar o K-pop no ocidente… Flop.

O resto do álbum é melhor do que o material promocional, com as já citadas músicas boas pelo post e boa parte das músicas indo mais pelo meu pensamento de não fazer o meu estilo do que achar horrível de fato. O problema do SuperM para mim está no fato de que a SM vende muito mal o grupo pois, além dos Estados Unidos não engolirem todo santo conjunto de homens como a Coreia engole, a fanbase estadunidense já tem o seu próprio grupo de vingadores do K-pop, e não sei se ficar insistindo nessa tecla vai ajudar o grupo em alguma coisa. Claro que existem muitas barreiras para um grupo asiático acontecer nos Estados Unidos e o trabalho é muito duro e requer muito tempo, mas não vejo o SuperM vingando qualquer coisa por lá do jeito que eles estão.

2 comentários em “O que (não) aconteceu em 2020: SuperM”

  1. Irei dar minha opinião apenas com base no que vejo_ se eles acontecer nos EUA como a SM quer vai ser uma surpresa e tanto, porque sinceramente? O único boygroup que eles vão dar moral lá vai ser o BTS, os fãs e os não fã não tem interesse em ver outros grupos que não seja eles ou Blackpink, para o lado das meninas. Os outros sempre se mantém ali, uma certa popularidade, mas nada comparado com o deles, pois ja ~abraçaram um grupo.

    Queria ser que nem a SM e não desistir das coisas, porque olha. Não gosto de sempre repetir a mesma coisa, mas eles tem anos que erram a mão nas coisas. Esse SuperM noto que a fanbase de outros grupos abraçam eles, mas os deles mesmo não?

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    1. Concordo plenamente acho que os EUA (e o ocidente em um geral) tem uma cota de “foras do padrão” que eles estão dispostos a aceitar, podemos ver que o blackpink faz um conceito muito mais pop, se tornando mais “aceitável” aqui no ocidente (e o BTS atualmente tem a cadeira de maior grupo masculino o que não pode faltar entre as gerações) não sei se eles estão dispostos a agregar mais kpop nas paradas, para mim isso pode acontecer quando BTS e blackpink disbandarem, daí eles vão procurar uns sucessores no que estiver hitando por aí, por enquanto a SM vai ficar chupando dedo com os vingadores deles kkkkkkkkkkkkk

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