Todo artista tem aquela música que não ganha a devida promoção, fica meio escondida como album track ou b-side e acaba desperdiçando o potencial de uma música icônica que é fácil um dos auges da carreira. E o Lado B nasceu para comentar essas grandes músicas que o artista não fez questão de divulgar mas que eu ouvi e acho que merecem muita atenção.
E hoje, para dar uma colher de chá nesse comeback do aespa que todo mundo está chutando em tudo quanto é canto, vamos falar de “Count On Me”, a música boa do EP “Rich Man” que mostra como a SM ficou muito boa com isso de soltar R&B bom para todos os seus atos:
Uma coisa que a SM ficou muito boa em fazer nos últimos 10 anos é R&B. Dos artistas da empresa que eu ouço, isso começou ali no meio da década passada com a BoA recalculando rota como artista do gênero (E lançando os melhores álbuns coreanos da carreira no processo) e a evolução do lado velvet como lado R&B do Red Velvet, e isso acabou se tornando um ponto seguro para os artistas da empresa garantirem pelo menos uma música boa em seus projetos. Não a toa a empresa criou uma subsidiária especializada em produções e artistas R&B recentemente e faz a Min Jiwoon lançar singles consistentemente pelo selo.
O EP dela é uma delicinha, aliás. Vale muito o play.
Falando do aespa: Em um comeback onde nem a faixa principal fez muito por mim, “Count On Me” surge como uma salvação. Eu gosto muito dessa paz que sinto ouvindo, o instrumental é relaxante e a letra sobre uma garota frágil que acumula feridas e machucados mas sempre estará lá pela pessoa amada é triste e bem bonita. Toda a música tem uma construção mais distante e introspectiva, e você sente a dor passada por esse eu lírico junto da necessidade de viver algo que se assemelhe, minimamente, a algum tipo de afeto. Você sempre pode contar com elas não importa o quanto as machuque, em uma canção que te desperta sentimentos agridoces ouvindo.
Esses singles R&B de melodia e abordagem mais suave e fragilizada obviamente não seria vendida como uma música principal do aespa, mas é a que melhor cumpre esse papel de versatilidade e alcance do aespa que esses álbuns “multifacetados” querem ter. Isso fica ainda mais forte na performance vocal, que tira a vibração e atitude de uma title track padrão e apela para o emocional, com vocais lindos e um som elegante que deixa o refrão belíssimo, além de tirar o melhor de cada integrante. “Count On Me” é incrível, e não tem nada para eu pontuar como defeito nessa música (Diferente do resto do EP que, bem…).
“Count On Me” é uma música fora do que eu espero do aespa e a execução é super memorável. É perfeita para essa proposta de música triste e needy, daquelas para abrir um vinho e tomar mais tristinho no canto da cozinha. Não quero que isso vire um som de single do aespa (Acho que ninguém quer, na verdade), mas é interessante para o status de veteranas que elas possuem ter esse tipo de música mais madura e refinada para ouvir enquanto pensamentos rolam pela mente. Para mim, é a melhor música desse ano do aespa.
[…] hoje, seguindo o embalo de tirar leite de pedra de álbuns meia boca no K-pop, vamos falar de como a persona Pâmela Dark Punch do IVE ainda serve ótimos bops com “GOTCHA […]
Qualquer coisa é melhor que Rich Man
sera que ainda esse ano taeyeon volta com album
Tem que voltar, Sica, ela faz dez anos de carreira solo! Tá na hora de lançar o “My Decade” dela
A SM lançou a versão da turnê dela em físico, tem um package legalzinho, então acho que essa vai ser a comemoração dos 10 anos e se tudo der certo ela não renova com a SM na próxima.
O álbum da Jiwoon é realmente uma delícia de ouvir
Ta na hora.
E que venha com a qualidade que Purpose e INVU teve (tanto nas músicas quanto no álbum físico)
Único problema é a SM que parece que estar nem aí pra ela.
o aespa tem uns números r&b legais, mas com exceção de quando é mais teen/fresh (como thirsty, flights not feelings, bahama, i’m unhappy), maioria das vezes soa algo muito mal acabado. acho que as meninas tem vozes bem fortes, que nas titles bate panela se sobressaem muito, mas parece que quando chegam nesses r&b reduzem muito os vocais pra algo mais introspectivo. entendo a proposta de contraste, mas justamente no r&b se não tiver uma harmonia, uma diferença de vozes e até um beat característico, faz a gente ouvir e ficar hm, ok, próximo
não adianta, o diferencial e onde o aespa se sobressaí com maestria no k-pop atual é a proposta desse som mais pesado. tudo bem que de black mamba pra dirty work foi uma viagem, mas elas só refinaram o que já tinham como proposta. acho que faz parte cometer uns delizes e não que eu espere uma nova savage, nova drama, nova supernova (até porque todas essas nem tem muitas semelhanças), apenas tornar o que o aespa sempre teve como bom: a experiência
não é uma música ruim, mas acho bem básica até pra um r&b de k-pop… fiquei pensando como o red velvet daria um up nessa música com as vozes graves, agudas e as harmonias. se fosse pra eleger um destaque nesse ep escolheria to the girls que ainda é esse número mais fim de álbum, calmo o suficiente pra apreciarmos as vozes, mas forte o suficiente pra não soar uma balada
Angel #48 e essa são muito boas, não sei porque a SM não segue essa linha com elas, My World é o melhor álbum delas, Lucid Dream e Thirsty as melhores bsides, mas metem uma porcaria de Drift no álbum.
Mais uma merda radioativa