E chegamos na penúltima parte das 100 melhores músicas do ano de 2025, com as músicas que foram icônicas e abalaram a minha playlist e são grandes destaques desse ano, mas que não foi o bastante para figurar na principal parte dessa lista. Hoje é dia de ver quais foram as 15 músicas barradas do Top 10 desse blogueiro, e o desafio dessa parte é: Será que você conhece algum desses hinos? Sem mais delongas, vamos ao post:
25º lugar — Ho Ngoc Ha – Dream Lover
Esse ano a minha comadre vietnamita Bich Phuong não lançou nenhum farofão homossexual inédito, mas a minha outra comadre vietnamita Ho Ngoc Ha não me deixou passando essa fome com a icônica “Dream Lover”. Fritação EDM frenético, misterioso e com um toque épico no refrão, com uma diva cantando de forma magistral e um break delicioso no final para soltar a franga e despertar minha performer do século adormecida? É lógico que eu amei essa música que já abalou deliciosas faxinas no meu quarto. “Dream Lover” é uma música grandiosa, e que o DTAP siga abençoado nessas produções eletrônicas que ele joga para todo o Vietnã.
24º lugar — 4EVE – Keep A Secret
Mais farofa EDM para você arrasar na boate, dessa vez vindo do grupo tailandês 4EVE. Você é capaz de guardar um segredo que está debaixo da minissaia do 4EVE? É isso que o grupo quer saber durante toda a música, enquanto batidas misteriosas, exóticas e sexy me fazem sentir sentimentos. Eu fico hipnotizado por essa produção, o ritmo que o grupo imprime é muito bom e o conjunto da obra é viciante, que me deixa até mais leve, despreocupado e um pouco libidinoso depois de ouvir, me dando vontade de sentir esse mesmo êxtase de novo e de novo.
23º lugar — MYERA – Data Baby
“Meu deus Dougie, pare de ser um homossexual safado botando farofas absurdas como se fossem as músicas do milênio” NÃO! Como seria a vida de vocês se não tivesse esse MYERA fervendo os bueiros em forma de boate em Shibuya com a crocantíssima “Data Baby”? Eu mesmo não fazia ideia da existência desse grupo, mas “Data Baby” é aquele tipo de farofa obrigatória para entusiastas de batidão de boate cantado por girlgroup. A vida é muito mais divertida e colorida quando fritações como essa surgem para me permitir ser essa bichinha renovada por música e dançar como se não houvesse amanhã.
22º lugar — Yeji – Air
É curioso ver que, enquanto todo mundo quer viver seu momento Brat, a Yeji foi um caminho Charli XCX mais “Crash” das ideias, partindo para um synthzão mais radiofônico e impactante, com batidas mais fortes e um refrão que explode em um pop brilhante e bem “K-pop”. Eu adoro o “Crash” e acho que músicas assim casam MUITO BEM com artistas da indústria coreana lançando, assim como a Yeji sustenta muito bem a música com um vocal adorável que acompanha a intensidade da produção. Não tem um momento de “Air” que eu ache menos que ótimo, e a Yeji se tornou minha solista favorita de girlgroup em 2025 sem muita intenção.
21º lugar — BENZKHAOKHWAN – FAKE NEWS
“FAKE NEWS” é a música mais “Sinto falta do K-pop de antigamente” que um ato tailandês lançou esse ano. Toda essa produção mais camp e esse jeitinho bem humorado de fazer pop é algo que uma Hyuna da vida lançaria no auge dela na Cube uns 12 anos atrás, e a BENZKHAOKHWAN pega bem esse espírito e canta sobre ficarem soltando fake news no nome dela e ela não estar nem aí, resultando em uma música super divertida e viciante, com um refrão absurdamente chiclete e rebolativo. “FAKE NEWS” é pop para gostosas periféricas sem vergonha e confiantes estourarem a coluna tentando botar o bumbum lá no alto, coisa que o K-pop nos deve há MUITO tempo.
20º lugar — Koyote – Call Me
Acompanhar esse blog é saber que, em algum momento, soltarei alguma trasheira eletrônica de velhotes tentando reviver os anos 90 e falar “Meu deus, é a melhor música já feita”. A música da vez é “Call Me” dfo Koyote, que resgata a fritação trance das raves de Itaewon em 1999 e, bem, fervem gostoso. E o fato deles cantarem isso como se fosse um trotzão melodramático deixa tudo ainda melhor e mais charmoso. Que isso inspire alguém na Coreia a bancar um álbum nesse estilo para a Lee Jung Hyun fazer o comeback da década no K-pop.
19º lugar — HiiT Factory – Spitfire
Falando em batidão de boate dos anos 90, o EP novo do HiiT Factory simplesmente trouxe a “Be My Lover” japonesa e você simplesmente PRECISA saber disso. “Spitfire” sabe exatamente o que está fazendo e que público quer atingir (Tiazonas das baladas noventistas e homossexuais da rave), e serve essa nostalgia com perfeição, desde a vocalista abalando no refrão, o moço servindo raps aleatórios e o “YEAHHHH!!” que grita eurodance dos anos 90. O HiiT Factory transformando em arte essa vontade de fazer o Japão voltar para os 1997 na música (kkkkk como se o Japão tivesse superado essa fase em algum momento) é algo que merece muito mais reconhecimento.
18º lugar — Lexie Liu – Pop Girl
Eu amo a dualidade funcional de “Pop Girl”. Ela é DE FATO uma crítica ao modelo perfeito de ídolo pop em tempos de redes sociais e como nos empenhamos demais em não sermos nós mesmos para uma publicação na internet, mas também é muito divertida como um popzão mais fútil e descolado sobre ser uma gostosa popular das redes. Eu poderia levar a música mais a sério porque a composição da Lexie Liu é muito boa mas, sinceramente, “Pop Girl” brilha quando eu encaro a música apenas como uma farofa rosinha e pop para agradar garotas e gays mesmo (Aliás, “Girls and gays like me” é o verso mais importante do ano). Se tem alguém que pode ressuscitar o pop radiofônico, é a Lexie Liu.
17º lugar — Key – Hunter
Emular e/ou modernizar Michael Jackson ainda é um grande negócio para os homens da Coreia que querem lançar música pop. “Hunter” do KEY tem toda uma roupagem eletrônica mais caótica, mas tem um riff de guitarra que puxa a música para o lado mais retrô/funky (E a própria produção soa um pouco como algo que o Daft Punk faria ali junto com “Around The World”), e o Key sempre brilha nessa performance mais intensa e dramática que ele costuma servir em instrumentais com mais pressão. Quando a produção é boa, o Key cantando deixa ainda melhor, e “Hunter” acaba sendo icônica.
16º lugar — Baek Yerin – Mirror
Outro álbum que sinto que deveria mas não parei para ouvir esse ano foi o novo da Baek Yerin, mas “MIRROR” é incrível. Indo para um caminho funky/jazz mais tradicional, “MIRROR” é a Yerin aliando a elegância e refinamento do jazz com um ritmo pop que seduz qualquer ouvinte, criando uma faixa envolvente e viciante com momentos no saxofone e trompete mágicos. Perfeita como música para deixar no ambiente enquanto você bebe um whisky e você pensa pensamentos enquanto sente o groove.
15º lugar — no na – the one
Você achou que a surra de synthpop tinha acabado nessa lista? Pois aí vão mais duas pedradas que emocionaria a curadoria da rádio ANTENA 1 e ALPHA FM. O primeiro é do girlgroup sensação da blogosfera fundo de quintal no na, que me arrebatou com a adorável “the one” e essa interpretação mais suave, needy e encantadora. O fato delas cantarem essa música praticamente inteira na base dos sussurros ficou tão mágico que eu me sinto renovado e acredito novamente no amor, com um refrão que eleva essa magia e brilho ao máximo. O no na quis mostrar o charme de ligar uma rádio e dar de cara com um synthpop romântico embalando sua noite de terça, e fez isso maravilhosamente bem em “the one”.
14º lugar — Kim Wan Sun, Seulgi – Lucky
O segundo é “Lucky”, da lenda viva do K-pop Kim Wan Sun e da integrante do Red Velvet Seulgi, assinado pelo JYP que deve ter vivido o auge de qualquer gay coreano podendo produzir um throwback desses para a Kim (E provavelmente uma forma de “pagar” a participação dela em “Changed Man”). “Lucky” vai por um caminho mais dançante e colorido, com uma performance meiga de gatas curtindo o momento, mas a ideia de você sentir a vibe e dançar conforme os sintetizadores surgem na música sem qualquer preocupação é a mesma. Eu me sinto renovado ouvindo “Lucky”, e fico muito feliz de poder conhecer essas lendas do K-pop fazendo o que gostam de fazer sem se preocupar em estar na trend.
13º lugar — dia maté – ina (feat. Regine Velasquez-Alcasid)
A coisa mais encantadora de “ina” é a sensibilidade. Uma música house sobre brilhar e ser feliz sendo queer não é novidade, mas a música claramente mira aquele público mais velho, que pode não se sentir como parte dos eventos e festividades da comunidade, e traz uma mensagem da gente SEMPRE poder brilhar pois a felicidade, glamour e arraso não se perdem com o tempo. Uma música que me faz refletir e fazer as pazes comigo mesmo, vejo o meu valor e vivo feliz sem me preocupar com o julgamento alheio. “Ina” acerta em cheio na mensagem, é uma música brilhante e tem o meu MV favorito de 2025.
12º lugar — Nao Kawamura – Hologram
A melhor recomendação aleatória do algoritmo do YouTube em 2025, “Hologram” é praticamente o que “MIRROR” da Baek Yerin fez, só que no Japão, sem jazz e mais eletrônico. Essas músicas mais “feel the groove” são deliciosas para você criar um momento só seu, com uma luz colorida e uma bebidinha para você se perder nos pensamentos e deixar a música te guiar para um lugar especial, e “Hologram” é esse tipo de canção que une uma elegância da produção e dos vocais com uma vibe mais relaxante, que recarrega minha energia e “limpa” a mente de um jeito único. Se eu tivesse um bar mais chique em qualquer bairro burguês daqui de São Paulo, “hologram” seria presença obrigatória na playlist para os clientes ouvirem.
11º lugar — Galchanie – Baby Tee
A Galchanie é uma artista que não tem medo de ser gostosa assim como todas as tailandesas que vimos nessa lista, mas esse misto de atrevimento e inocência que ela entrega na performance de “Baby Tee” é o que faz dessa música tão especial. Ao mesmo tempo que esse jeitinho meigo de cantar dá certo para um R&B romântico e leve como esse, tem um toque mais atrevido que me permite dançar de forma bem rebolativa e pagar calcinha do mesmo jeito que ela faz no MV, e a Galchanie parece estar bem com isso. “Baby Tee” provoca com o fofo, encanta com o adorável e vicia no primeiro play.
não tô acreditando que as chatices da jolin tsai ficaram acima de air da yeji
no na rookie do ano very superstitioussss
Bem boa essa “Hologram”, acho que não conhecia. A do HiiT Factory também, nem sabia que tinham lançado um álbum. Agora, zero ideias de qual K-Pop tu colocou no top 10, porque os que lembro que tu colocou naquele top de primeiro semestre já caíram todas.
HUNTERRRRRRRR <33333333 e não esperava lucky aparecendo tão alto…… agora sobre o top 10 considerando que você disse que gala não é sua música favorita de 2025 eu já desisti que o top 1 vai ser hachiko, a menos que algo da the deep tenha conseguido chutar o fujii kaze do #1