Top Top.jpg: 10 músicas que dominaram minha playlist de 2021 mesmo não sendo músicas de 2021

2021 foi um ano bem nostálgico, com muitas músicas sendo revividas mundo afora através de virais e pelo TikTok sendo a mais nova mania da galera. E, claro, você não passou o ano todo ouvindo só os lançamentos horríveis dos nomes do momento e também reviveu pessoalmente algumas músicas que já são velhinhas mas que envelheceram como vinho para você. E o Top Top.jpg de hoje traz 10 músicas que não são de 2021, mas que estiveram me acompanhando nesse ano tão turbulento e caótico. Afinal, quem não curte reviver música boa né?!

10º lugar — Hebe Tien – Leaning From Drunk (2013)

A Hebe Tien possui umas músicas ótimas para tocar enquanto encho a cara com as bebidas mais questionáveis possíveis, e depois que comecei a trabalhar ela se tornou onipresente na minha playlist pois toda semana estou lá bebendo e refletindo sobre a vida. A minha favorita da Hebe é o popzinho delicioso de “Learning From Drunk”, que me faz viajar pelos pensamentos e com uma vibe tão catártica que eu me sinto em paz comigo mesmo terminando de ouvir.

9º lugar — Sori – Initial S (2020)

Essa daqui é a mais recente da lista e até tem um bom passe para estar numa playlist de 2021 sem ser em um post desses, mas “Initial S” deu uma surra tão grande em “Blinding Lights” que merece ser lembrada como um dos grandes atos de 2020 e que inspirou muita gente a ter sua própria “Initial S” em 2021. Tá, a Sori pode não ser popular a ponto de inspirar milhões desse jeito, mas é fato que “Initial S” é a melhor reinvenção do hit do The Weekend na Coreia usando apenas 10 reais e um aluguel de uma moto, e isso faz a Sori merecer qualquer destaque possível. Stream em Initial S galera, se a gente se organizar dá para a Sori comprar uma demo safada e anunciar o comeback ao K-pop.

8º lugar — Fin K.L – Now (2000)

“Now” foi o primeiro passo da transformação de Lee Hyori na grande sexy queen do K-pop, sendo aqui o momento em que o Fin K.L largou o conceitinho mais fofo e apostou em um conceito de gostosonas se vingando do macho escroto, sendo mais ou menos o que vocês chamariam de Girl Crush hoje em dia com a demo mais poderosa e sensual que grita Britney Spears em início de carreira (Um conceito que Lee Hyori foi bem fiel durante os anos 2000 depois que começou a carreira solo). “Now” é uma música deliciosa e uma das minhas faixas favoritas da 1ª geração do K-pop.

7º lugar — Cyndi Wang – Your Thunder Is On It’s Way (2018)

A Cyndi Wang ser quase uma quarentona e insistir em fazer pop fofinho virou parte fundamental para eu gostar dela como um contraponto das faixas de gostosona da Jolin Tsai e da Elva Hsiao em Taiwan. E “Your Thunder Is On It’s Way” é uma das melhores dela nesse quesito sendo, além de uma faixa pop bem construída, uma crítica social fofa sobre a sociedade cada vez mais egoísta e consumista em que vivemos. Apesar de eu não entender nada de mandarim e a Cyndi não ser tão hypada fora de Taiwan para conseguir um engsub safadíssimo, ela traz uma melodia tão gostosa e adorável que não tenho resistência nenhuma, eu adoro essa faixa e acabo fazendo essa coreografia de TikTok no refrão toda vez.

6º lugar — Loveholic – Loveholic (2003)

A pandemia nos obrigou a procurar muitas alternativas de nos sentirmos confortáveis em meio a esse caos que já dura uns 2 anos. E o Loveholic foi um desses meus pontos de conforto depois que descobri recentemente a discografia da banda no Spotify e também com a participação da Jisun no Sing Again. A faixa título e um dos grandes sucessos da banda é maravilhosa com os vocais da Jisun na medida para esse pop/rock extremamente reconfortante, e é uma recomendação perfeita para quem está curtindo esse revival do pop/rock anos 2000 feito pelo K-pop esse ano.

5º lugar — BoA – No. 1 (2002)

A melhor música da história do K-pop segundo o Melon, “No. 1” foi um vício que eu tive no início após essa música ganhar um hype pós-MAMA 2020, o aniversário de 20 anos de carreira da BoA e a minha vontade de conhecer algumas velharias delas que não fazia muita questão de ouvir antes. “No. 1” é uma música que está no top de músicas da carreira da BoA? Não para mim, mas é uma faixa tão cara de anos 2000 e com uma energia tão boa que me ganha pelo sentimento nostálgico e pelo quão adorável é ouvir a BoA novinha de cristo aqui, então faz sentido “No. 1” ter se tornado a música assinatura da carreira dela.

4º lugar — Koda Kumi – Lollipop (2010)

“Lollipop” é a minha piranhagem favorita da Kumi, seja pela piranhagem em si, pelo duplo sentido que corre a música inteira, o engrish tenebroso de perua socialite e até pelo nonsense da gata botando um cavalo para se matar correndo na praia ou se roçando com seus dançarinos nos figurinos mais questionáveis possíveis. Ultimamente quando eu penso em ouvir Koda Kumi para me sentir uma grande gostosa eu penso imediatamente em “Lollipop”, e esse foi um ano em que minha autoestima estava lá no alto, então eu ouvi MUITO esse hino a ponto de ser minha música mais executada no spotify. Hoje em dia tá difícil a Kumi engatar algo na minha playlist, mas com o legado dela eu já saio muito satisfeito.

3º lugar — Lee Jung Hyun – Wa (1999)

Desde o 1º dia que conheci “Wa” da Lee Jung Hyun eu tenho certeza que essa é uma das produções mais lendárias que o K-pop já proporcionou. Não tem como comparar “Wa” a nada que o K-pop produzia na época, os visuais, o trance torando, os vocais exagerados, a progressão do MV, absolutamente TUDO é único, chocante, transgressor e, o melhor de tudo, é MUITO bom. Eu termino de ouvir essa música e assistir o MV querendo ser a Lee Jung Hyun, e a maioria dos gays do techno alternativos e y2k são basicamente tentando fazer o que a Lee Jung Hyun fez aqui. Ela sabia que seria lendária depois que debutasse com “Wa”, e não a toa é um dos clássicos da 1ª geração do K-pop.

2º lugar — Kudo Shizuka – Doukoku (1993)

2021 foi um ano em que, quando era um desempregado e tinha tempo e energia pra isso, descobri muita velharia japonesa interessante de ouvir. A minha obsessão por uns meses foi a Kudo Shizuka, ouvindo os álbuns mais do que eu deveria e tal, mas a minha favorita dela é uma música que já me era familiar: Já conhecia “Doukoku” pelo cover que a Miliyah Kato lançou em 2012, e a versão original é igualmente maravilhosa com aquele toque de velharia (Afinal a música já tem quase 3o anos) que dá um charme e nostalgia ouvindo, como se eu fosse a minha mãe que ouve RPM até hoje. Obrigado Kudo Shizuka por alimentar o meu lado roqueira de ser.

1º lugar — Miki Matsubara – Mayonaka no door~Stay With Me (1979)

Eu também fui dominado pelo fenômeno que foi “Stay With Me” da Miki Matsubara no início do ano após viralizar no TikTok e virar o citypop mais quente do mundinho jovem cult desde “Plastic Love”, e que bom que isso aconteceu. E que bom que a música teve sua glória esse ano, pois não conhecia a Miki Matsubara e não fazia ideia dessa música deliciosa que me traz muito conforto sendo extremamente melancólica e agradável. Tem algo nessas faixas mais lentas de décadas passadas que me faz ir ainda mais fundo em sentimentos que desconhecia ter, e gosto muito de onde “Stay With Me” me faz chegar nesse quesito, o que me faz repetir a música de novo e de novo. Uma gracinha que dominou meu 2021 e o de muita gente ao redor do mundo.

Uma consideração sobre “Top Top.jpg: 10 músicas que dominaram minha playlist de 2021 mesmo não sendo músicas de 2021”

  1. Eu amo Stay With Me, porque me trás aquele sentimento bem de fim de festa ou aquele domingo a noite. A mesma sensação que tenho ouvindo algumas músicas do Tim Maia kkkkkkk

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