Top Top.jpg: 10 nomes femininos que poderiam fazer parte da classe média do K-pop

Um dia desses a Folha de São Paulo decidiu traduzir uma matéria do The New York Times falando sobre a “classe média do pop”, um conceito criado para um homossexual chamar meio mundo de cantoras pop de fracassadas definir aqueles artistas que não fazem sucesso de fato, mas tem alguns números relevantes e uma fanbase para apoiar e acompanhar os charts. Pelo jornal, essa é uma ideia BEM ampla, indo desde cantoras que possuem um ou mais hits mas não tem um nome que cause impacto no pop, passando pelo Troye Sivan e indo até aquelas que só existem no twitter mesmo, mas em todos os casos são nomes que, de alguma forma, você já ouviu falar em algum momento da sua vida cronicamente online.

Daí surgiu a dúvida: E se existisse uma “classe média” no K-pop? Isso me despertou a dúvida que tirou o meu sono por dias. E como eu sou o The New York Times da classe kpoppeira (kkkkkk finge porra), decidi fazer um Top Top.jpg com 10 girlgroups que poderiam ser parte dessa “classe média”. Um passeio por gerações, girlgroups flopados e muita passada de pano em seus fracassos, coisas que todos amam. Vamos lá?

10º lugar — Billlie

Desses grupos mais novos no K-pop, acredito que dê para encaixar o Billlie nesse conceito de Classe Média. Classe média baixa, mas classe média: Embora não tenham uma música que sequer conheceu o Top 200 do Circle, o grupo conseguiu emplacar Tsuki como personalidade da mídia na Coreia, “GingaMingaYo” virou uma música relativamente conhecida e seus álbuns vivem beirando as 100 mil vendas, um número pequeno demais para ser realmente relevante mas grande demais para considerá-las como grupo nugu. Existe um público que acompanha o grupo e uma integrante popular nele, então podemos livrar o Billlie do status de nugu se existisse o conceito classe média no K-pop.

9º lugar — fromis_9

Situação parecida com a do Billlie, mas com números mais fortes. O grupo conseguiu emplacar Jang Gyuri (Que saiu recentemente do fromis) como atriz, e desde a transferência para a HYBE/Pledis o grupo vem conseguindo vendas maiores, com seus álbuns vendendo aproximadamente 200 mil cópias e “We Go” se tornando uma música conhecida na Coreia. Acho que é meio tarde demais para o grupo conseguir aquele smash hit que eleve o grupo para as cabeças, mas elas vivem agora uma situação bem melhor do que nos tempos de Stone Music/Off The Record.

8º lugar — Momoland

O grupo que viveu o auge com “Bboom Bboom” e meio que morreu menos de 1 ano depois, mas conseguiu milkar o máximo possível desse hit antes de cantar pra subir, além de ter integrantes populares como Nancy e JooE durante sua existência. Foi um ano que pagou contas e rendeu números para o Momoland, e mesmo que depois de 2018 o sucesso comercial tenha basicamente desaparecido, o grupo ainda tinha sua relevância na internet e conseguiu se manter até chegar nos fatídicos 7 anos de carreira. Pelo menos a comadre JooE segue tentando emplacar carreira como cantora.

7º lugar — Brave Girls/BBGirls

Outro grupo que teve um ano de ouro em 2021, com o sucesso imparável de “Rollin'” alavancando e dando outros hits para o grupo naquele ano, como “We Ride” e “Chi Mat Ba Ram”. O Brave Girls (Que agora é BBGirls) é mais um girlgroup que foi sumindo dos charts conforme o hype do viral passava, mas foi o suficiente para criar um público que acompanha fielmente as meninas até mesmo nessa atual fase de BBGirls, onde elas vivem um novo começo na Warner Korea enquanto o Brave Sound tenta tirar leite de pedra com a marca antiga do grupo.

6º lugar — Lovelyz

O Lovelyz teve uma jornada mais devagar em comparação aos outros grupos, onde nem tudo aconteceu ao mesmo tempo: Elas conseguiram um sleeper hit logo no 1º ano de carreira com “Ah-choo”, que virou a música assinatura do grupo. Com o passar dos anos elas tiveram outras músicas populares, o que foi consolidando uma fanbase fiel para as meninas. E, no Queendom, elas ainda conseguiram emplacar a Mijoo como a sub-celebridade mais quente da Coreia. Tudo isso manteve o Lovelyz como grupo que estava sempre ali e de alguma forma chamava atenção, mesmo não fazendo sucesso de fato para se tornar um grupo de primeiro escalão.

5º lugar — Oh My Girl

A 1ª temporada do Queendom foi ótima para definir quais grupos eram classe média no K-pop, e acho que o grupo que mais represente o status classe média das ex-Queendom é o Oh My Girl: Apesar de viver um grande fenômeno em 2020 e 2021, não era como se o grupo tivesse saindo do status classe média para ir as cabeças. O Oh My Girl é um combo de situações, conseguindo seus hits na carreira e atingindo vendas relevantes de álbuns, mas que não move montanhas como outros grupos da 3ª e 4ª geração moveram/estão movendo. Um grupo que desperta interesse, de qualquer forma, e tem um público fiel para apoiar as meninas.

4º lugar — Rainbow

Na 2ª geração a Coreia criou o “NaDalRain”, bloco formado por Nine Muses, Dal Shabet e Rainbow onde eram grupos que, basicamente, todo mundo conhecia e comentava mas não eram a favorita de ninguém, o que é uma ótima definição de classe média para esse post. Desses 3 grupos, acredito que o mais forte e relevante seja o Rainbow por ter a façanha de ser classe média não só na Coreia como também no Japão. “A” virou a música assinatura do grupo, que também teve números e posições relevantes com algumas músicas e a estrela de Jaekyung que brilhou como it girl periférica do grupo.

3º lugar — After School

Também na 2ª geração do K-pop existiam os girlgroups que eram populares e tinham hits, mas não tinham o nome poderosíssimo para mover a indústria ou uma fanbase engajada para botá-las no topo, que dá para encaixar no conceito de classe média do post. Podemos colocar Secret, EXID, miss A, AOA, entre outros nesse balaio mas, acho que o girlgroup que representa melhor essa situação é o After School: O grupo tem um grande hit na Coreia com “Because Of You” e uma canção assinatura com “Bang!” e uma fanbase mas, comparado aos girlgroups representativos daquela época, elas ficavam como classe média mesmo (Tanto na Coreia quanto no Japão).

2º lugar — Jeon Somi

A Somi… o que falar da Somi? Saiu do I.O.I com o status de estrela do grupo, mas a passagem inexistente pela JYP acabou atrasando a carreira solo da fofa. Hoje, na THE BLACK LABEL, ela consegue sua relevância no streaming, consegue bancar a influencer na internet e descola um ou outro hit na Coreia, mas nada muito forte ou expressivo se compararmos ao auge de Sunmi e Chungha, por exemplo. Talvez agora, com o sucesso de “Fast Forward”, as coisas caminhem melhor para a Somi mas, por enquanto, ela é o melhor exemplo de classe média que temos em carreira solo atualmente.

1º lugar — Loona

Acredito que o Loona seja o melhor exemplo de grupo classe média que parecia existir apenas na internet. Todas as características de um grupo classe média estão nelas: Vendas de álbuns razoavelmente boas, entradas na Gaon/Circle, a ascensão de Chuu ao estrelato como figura do entretenimento e dos direitos dos trabalhadores e o fato de ficarem cada vez mais endividadas no cheque especial fazem o grupo ser a representação quase perfeita da classe média. A fanbase no grupo parecia só existir na internet, mas era engajadíssima em divulgar as meninas e consumir o grupo, então acho que é bastante válido colocar as meninas nesse primeiro lugar.

7 comentários sobre “Top Top.jpg: 10 nomes femininos que poderiam fazer parte da classe média do K-pop

  1. Nossa isso me lembrou aquilo de parede inquebrável que saia, e quando colocaram o SISTAR ou foi o Girl’s Day no mesmo nível do SNSD, 2NE1 e WG foi uma GUERRA, eu amaaaaava essa época.

      • Ia ser tão sexy se fizessem outra dessas agora, a guerra que ia ter quando colocassem o twice como grupo de terceiro escalão, eu ia rir

    • Nossa, bons tempos esse em que a parede inquebrável existia! Só servia pra acirrar as brigas entre os fandons. Eu como fã do Sistar amei quando colocaram as gatas do ladinho das SNSD, que odiava na época, e agora gosto kkkk

      A vida de uma senhora kpopeira capota, não girar. Saudades dos velhos tempo, afinal na minha época era melhor!

  2. Esse termo criado pela Folha me faz pensar se a carreira internacional da Anitta também poderia ser classificada como “classe média do pop”… os fãs dela, justiça seja feita, são muito bons no que diz respeito a fazer ela parecer uma cantora de grande sucesso (mesmo que na prática ela atualmente esteja penando até no Brasil pra conseguir emplacar alguma música).

    Bom top 10, a propósito.

    • Sim, pelos fãs eu jurava que a Mereanitta era uma lenda, muito conhecida.

Os comentários estão desativados.