E chegamos a terceira parte do meu listão de melhores músicas do Asian Pop. Estamos chegando na metade da lista e, conforme as músicas vão avançando, mais vocês devem pensar “De onde caralhos esse viadinho descobre essas músicas?” enquanto ignoro solos da Irene, Tzuyu e Jennie que gatinhas mais básicas do que eu devem colocar no Top 10 de melhores músicas do ano. Mas temos uma penca de solistas que desovaram trabalhos melhores que elas em 2024, assim como alguns girlgroups japoneses e apenas UMA unidade de girlgroup coreano. Qual será esse girlgroup? Descubra agora:
70º lugar — BEYOOOOONDS – Hai To Diamond
BEYOOOOONDS segue sendo o girlgroup que descola as melhores demos na garagem do Hello Project, em especial quando tem uma demo disco a solta por lá. “Hai To Diamond” não é uma grande novidade para quem acompanha os girlgroups do Hello Project no geral, mas é um arroz com feijão da empresa muito bem feito, divertido e carismático, acertando em todos os quesitos de uma idol song japonesa. Não tem tempo ruim com “Hai to Diamond” e lá para o final ainda rola uma sequência de high notes potentes (Na medida do possível porque, bem, Hello Project né) que deixam a música ainda mais especial. Uma pena que o grupo parece meio escanteado em termos de promoção/orçamento, pois elas merecem o mundo.
69º lugar — Nicole – 5!6!7!8!
Mantendo o espírito disco vivo mas de um jeito mais cadenciado e sintetizado, Nicole Jung segue aproveitando os trocados que o retorno do KARA dá para seguir com sua ótima carreira solo. Ok, ela só lançou 1 single esse ano, mas “5!6!7!8!” é uma experiência tão deliciosa que durou na minha playlist o ano inteiro. A Nicole sabe muito bem usar essa interpretação mais horny para criar músicas sexy sem apelar para sussurros e gemidos, a produção de “5!6!7!8!” é envolvente e rebolativo nessa pegada synth e retrô, o refrão é uma graça e eu canto junto com ela. Uma ótima música que envelhece como um saboroso vinho a cada dia que passa.
68º lugar — charisma.com – Hoshizora Feeling (feat. Riyo Kurose)
Mais uma da Itsuka carregando sozinha o nome do charisma.com que eu amei esse ano, “Hoshizora Feeling” fecha essa involuntária sequência de músicas disco do post mantendo o nível lá no alto, misturando raps e vocais de uma forma super descontraída, relaxante e carismática, com uma execução ainda mais retrô e funky em comparação. Eu já adoro experiências que me fazem viajar pelo tempo, e “Hoshizora Feeling” faz isso de uma forma tão soft e dreamy que eu me sinto em outro universo ouvindo, sem pressões ou preocupações e apenas sentindo o ritmo da música conquistar o meu corpo. Uma música super cativante e essencial para qualquer playlist “feeling good”.
67º lugar — Fei – EAT THAT CAKE
O “TAKE A POSE” da ex-miss A Fei, como um todo, foi o trabalho que mais mudou a química do meu cérebro esse ano, muito pelo fator surpresa que as 3 músicas do single me deram. “EAT THAT CAKE”, por exemplo, abraça o EDM mais extravagante e autotunado possível enquanto a Fei solta umas frases de maluca querendo que VOCÊ coma o bolo dela, uma ideia que poderia resultar na pior música de todos os tempos mas, de alguma forma, dá a volta e se torna extremamente camp. O pancadão é, ao mesmo tempo, tão óbvio e imprevisível que eu quero ver onde é que a Fei vai chegar com essa música, e o resultado é um caos de oontz oontz icônico. Grande música.
66º lugar — The Deep – Girls Like Me
A grande virada da The Deep saindo dos y2k garage house trending para pancadões e farofões industriais de rave me abalou tanto que meio que engoliu todas as outras músicas dela esse ano para mim. Quando o batidão de “Girls Like Me” começa eu já me sinto mais metálica, meus pés ganham botas peludas e minhas roupas ficam rasgadas de um jeito descolado. Eu me sinto uma gayzinha suja e levemente alterada ouvindo esse farofão transcendental enquanto a The Deep cria o manifesto bissexual repetindo “Girls like meee and boys like me too” durante quase 3 minutos. A diva tem bom gosto e sabe fazer de uma produção independente algo incrível e mais memorável que muito trabalho mainstream.
65º lugar — Hwasa – NA
A ideia de música mais confiante e “love myself” já virou algo meio one note na carreira solo da Hwasa, mas a sonoridade certa pode renovar um conceito na vida de um artista e “NA” acerta muito com o housezão torando no meu ouvido, principalmente nos versos e no pré-refrão com base no teclado. Concordo que o refrão é a cara de música do PSY mas 1) Isso não é lá um problema para mim e 2) Isso não é um problema para a música, combina com a energia mais confiante que a música tem e dá um tom mais descontraído que um trabalho como “NA” precisa (E meio que a Hwasa vem buscando nessa nova fase dela com a PNATION). Eu mesmo me surpreendi com o quão duradouro esse comeback foi na minha playlist, então tenho que destacar como uma das grandes músicas desse ano para mim.
64º lugar — Ryu Sujeong – SHXT (feat. XYLØ)
Antes do 2ROX a carreira solo da Sujeong era uma coisa meio maria mijona com ela sendo mais uma daquelas que ia para um caminho mais “autoral” de cantora/compositora em um monte de música passável a “nossa que chatice”, então foi chocante ela aparecer com a XYLØ num conceito “ui amiga kkkkk não pega na minha xana” e com uma música provocante, desbocada e sexy como “SHXT”. A XYLØ está sexy, a Sujeong está sexy, a combinação das duas na música exala um tesão único que só duas garotas hétero mas curiosas conseguem exalar uma pela outra, com a produção reforçando ainda mais essa tensão prazerosa e culposa que a música tem. Não acho que a Sujeong seguirá nessa vibe com sua carreira solo, mas “SHXT” foi uma novidade muito bem vinda na vida dela.
63º lugar — Lisa – Rockstar
O principal problema dos singles do BLACKPINK é que a YG aparentemente abriga os produtores mais datados dentro da fórmula de música pop/hip hop épica para lançar músicas de girlgroup. Prova disso é que “Rockstar”, da Lisa, é praticamente uma música que o BLACKPINK lançaria, mas muito mais potente, impactante e moderna em sua execução. Um trabalho feito na intenção de ser lendário e mostrar o alto nível da Lisa voltando solo, e consegue isso com muito mérito. E “Lisa, can you teach me Japanese?” I said, “はい, はい” segue forte como um dos melhores versos se 2024, deixando “Rockstar” ainda mais memorável.
62º lugar — Koda Kumi – Heaven’s Kitchen
De rockstar para rockstar, os covers que Koda Kumi lançou no “UNICORN” são algumas das melhores músicas da velha. Um dos destaques foi o cover de “Heaven’s Kitchen” da Bonnie Pink traz a Kumi para o rock de garagem, e ela sabe como transformar uma mistura de sons de guitarra e bateria em um fodendo HINO. Kodão quis ser a roqueira quarentona mais punk e sexy que você tem que lidar e, bem, ela não só faz isso bem como me leva junto a esse lugar mais sujo e promíscuo onde só quero uma bebida barata e bater cabelo com o rock sendo salvo em um barzinho de beira de estrada. Se o material original da Kumi anda penando, pelo menos consigo ver o fogo no olhar ainda vivo nos covers.
61º lugar — XG – IYKYK
Se a skin R&B do XG não teve lá muito investimento esse ano, a skin filhas de viado foi muito bem alimentada com visuais “cheguei chegando” e deep houses que abalam a estrutura de qualquer homossexual em qualquer boate de playlist boa nos principais bueiros de São Paulo. “IYKYK” é um número jovem e descolado onde o XG moderniza uma sonoridade noventista com muito rap, versos rápidos e um ritmo frenético, que mantém a elegância mas traz uma adrenalina e extravagância tanto no instrumental quanto nas diferentes texturas que o grupo tem vocalmente. “IYKYK” é um trabalho que não traz nada exatamente novo, mas o XG é um grupo com personalidade tão única no pop asiático atual que faz essa música brilhar de um jeito bem especial.
60º lugar — The Deep – OPPA (feat. ASH-B)
“OPPA” seria um Top 10 fácil nessa lista se esse pancadão tivesse um minuto a mais pois eu tenho certeza que uma ponte e um refrão final para essa música seria a coisa mais apoteótica que eu ouviria esse fim de ano, mas esses 113 segundos oficiais também valem muito a pena. Os vocais desbocados da The Deep com o rap agressivo da ASH-B serviram uma ótima combinação, e a produção não te deixa descansar em nenhum momento com batidas pesadas, intensas e que me deixam ligado durante a música inteira. “OPPA” é um arraso memorável do jeito que é, mas fica aqui o meu pedido para a The Deep arranjar uma extended version babadeira dessa música.
59º lugar — f5ve – UFO
As novas rainhas dos memes f5ve também me emocionaram com as músicas esse ano e a forma mais instantânea que elas bateram em mim. “UFO” resgata o pop/EDM mais radiofônico com uma esquisitice e exagero do Hyperpop, elas são aliens e vão alienar o ouvinte com esse refrão delicioso. O batidão bem álbum do FEMM na música inteira, é extremamente divertido de ouvir e tem seu lado mais excêntrico que é super cativante. “UFO” é super viciante, me deixa feliz e me faz dançar do início ao fim. As vezes uma música divertida e unserious é tudo que você precisa em uma noite qualquer, e “UFO” cumpre muito bem esse papel.
58º lugar — Yves – DIM
“DIM” tinha tudo para ser apenas um simpático e filler r&b com batidas trap na vida da Yves, mas a forma como a segunda parte da música surge e catapulta “DIM” para um outro nível é uma coisa mágica. O drum n bass acompanhado de uma melodia mais melancólica e delicada, que depois some deixando apenas as batidas secas e marcantes, e tudo isso sem a Yves precisar abrir a boca para cantar uma palavra. É uma virada tão inesperada e tão intrigante que, quando menos percebo, já estou ali apaixonado pelo que a Yves entregou em “DIM”. Dos dois ótimos EPs que a ex-Loona lançou esse ano, “DIM” é definitivamente a melhor b-track dela.
57º lugar — IVE – Ice Queen
É uma pena que a esquecível “HEYA” tenha sido o carro chefe do IVE esse ano, pois o próprio EP delas tinha coisa bem melhor para ser single. Das album tracks do “I’VE SWITCH”, a minha favorita é “Ice Queen”, que brinca com o místico e o selvagem em um batidão pop dark hipnotizante. Acredito muito que a evolução do som synthpop do IVE passa por ideia mais dark e profunda de entregar músicas de girlgroup mais fortes, e “Ice Queen” mostra muito bem como o IVE e os produtores por trás do grupo tem essa visão. Junta isso com versos envolventes e um refrão com ritmo mais quebrado (no bom sentido) e pesado, e temos uma faixa incrível. Sinto que o IVE se tornará um grupo lendário quando a piranhagem for legalizada na música pop coreana novamente.
56º lugar — lecca – GAME
Eu conheço mais artistas de reggae japonês do que deveria, e desses a minha favorita é a cantora lecca. Esse ano ela lançou um novo álbum, e o destaque do “LIBERTY ERA” para mim é a faixa GAME, que encapsula muito bem tudo que a lecca tem de melhor nesse nicho reggae/dancehall, além dessa voz imponente que a cantora imprime e deixa uma música como “GAME” ainda mais revigorante. Eu amo esse timbre mais carregado da lecca, amo o instrumental repleto de tambor, e essa sensação de liberdade que a música me dá é simplesmente incrível. Se algum dia eu aderir a erva, com certeza colocarei essa música como trilha de fundo do meu primeiro trago.
parando pra olhar essa lista e já chegando na parte 3….. esse ano foi bem fraquinho, né?
Dose dupla de The Deep… fica a torcida pra “Taste” entrar no top 10.
Falou de solistas básicas no início do post e colocou a Nicole no top 100, essa que só lança música genérica
Pra mim esse ano meu top 10 foi (não tem ordem específica, todas pra mim são igualmente boas):
1 – Cosmic
2 – Virtual Angel
3 – Midas Touch
4 – Supernova
5 – Classified
6 – Last Drop (Red Velvet)
7 – Shhh!
8 – Run for the Roses
9 – Cliché (Viviz)
10 – Armaggedon
Senti que só o Kiss of Life dos grupos da nova geração lançou alguma coisa boa, os outros pareceram todas a mesma coisa.
run for the roses tem um refrão desperdiçado porque ele é tão bonito mas descredibilizado com aquela batida patética nivel itzy
tudo o que o babymonster lança é lixo nao reciclavel, os blinks deveriam agradecer a discografia curta das faves porque provavelmente seriam musicas delas
cosmic é soty mesmo, nada se nivela a beleza dessa musica
Eu super apoio você fazer um Pior ao Melhor do KARA, a Nicole é muito diva sempre vai ser a maior Jung de todas.
Rockstar é uma ótima surpresa mas Moonlit Floor surrou muito, pena que a letra é péssima mas deixando de lado essa fic que virou verdade ou ainda é uma fic já que ela não escreveu nada….
Ice Queen podia ser muito boa, mas esse pré refrão ou refrão, antes dos woo woo woo wooh, acaba com a música para mim, mas o IVE vai voltar as origens pelo que mostraram no Gayo Daejeon, 2025 é o ano delas, ou do aespa de novo já que vão fazer comeback daqui a pouco.