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Uma playlist delicinha de verão para aquecer corações que congelaram nesse inverno

E esse inverno, hein?? Não está perdoando ninguém com seu frio (Temos 12 graus por aqui, e na city de vocês?), e o pop japonês/coreano que geralmente exporta altos bops animados e contagiantes nessa época (Afinal lá é verão) anda meio… morno, né. Mas para vocês que ainda não se sentiram aquecidos com algum summer jam esse ano NÃO SE PREOCUPEM pois aqui temos uma playlist delícia revivendo grandes auges dessa que é a estação favorita de muita gente. Are you ready for this??

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Sunmi falou que BTS pariu o Kpop na América ou algo assim. Kpoppers estão putos.

Lenda do pop, ícone sul coreano e defensora dos LGBT rights nas horas vagas, Sunmi deu uma entrevista pra Billboard comentando sobre a turnê que vem fazendo na América e a ascensão do Kpop nos Estados Unidos. E no meio desse papo descontraído e entre uma xícara e outra de chá, surgiu esse trecho:

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Sunmi se transforma em um monstro das redes sociais para render likes e RTs em “Noir”

Sunmi lançou esses dias o single “Noir” antes de começar a sua “WARNING TOUR”. Num misto de “presente pros fãs” e “single pra turnê”, Sunmi traz a crítica social em torno do novo jeito de vida que as pessoas vem adotando com esse seu novo single, mas a crítica é bem mais consistente e menos superficial do que se pode imaginar com um tema desses:

O impacto de “Noir” não está exatamente na música. Embora a letra seja mais sóbria e crítica, a produção e o conjunto da obra remetem muito ao que ela já tinha feito no seu último EP “WARNING”, trazendo toda aquela ideia de pop intenso e melódico trabalhado em “Siren” só que de um jeito mais, digamos, sério. Pelo contexto em que “Noir” se encontra, faz muito sentido a música desse jeito: Ela não foi promovida na Coreia, sendo, basicamente, um single especial para a turnê mundial que Sunmi está fazendo, então “Noir” existe mais para deixar ainda mais explícito os novos rumos e sonoridade que Sunmi adotou como próprios dela (O que não é mentira, dentro do Kpop em si) do que ser um highlight na carreira dela.

Mas, como disse antes, não é na música que Noir tem seu impacto, e sim no MV recheado de crítica social e vulnerabilidade por parte da cantora. Muitos artistas vem mostrando maior preocupação em passar uma mensagem e serem relevantes, socialmente falando, mas poucos conseguem ir tão fundo à ponto de convencer que estão realmente interessados em ttazer um insight positivo para aqueles que os acompanham. Claro, nem toda crítica feita precisa do artista se inserindo como parte da situação em que critica, mas é muito interessante quando o artista se mostra vulnerável e fora da persona de ídolo que possui, conseguindo trabalhar isso à seu favor e transformando em arte. E, no caso de “Noir”, uma arte bastante atual, já que o MV retrata Sunmi como uma “attention seeker”, uma pessoa viciada em ter atenção nas redes sociais e algo que não foge muito da realidade da própria Sunmi na indústria (A própria ironiza a existência de “Noir” enquanto ela, como figura pública, precisa de fato dessa atenção e engajamento).

No MVSunmi faz de tudo pelos likes, RTs e seguidores, vendendo lindas e impactantes imagens para receber sua validação online. Isso começa com coisas simples e de pouco risco, como postagens fakes de paisagens e fotos #NoFilter sendo claramente manipuladas, mas, conforme ela vai saboreando e se deliciando com os corações que recebe, mais ela sente a necessidade de se expor ao público, se colocando em situações perigosas e com risco de vida apenas pelo espetáculo que ela vai entrrgar para os seus seguidores. Chega um ponto no MV em que Sunmi deixa de ser ela mesma para viver a persona que criou na internet, e os momentos de crise e conflitos internos começam a ser mostrados.

Porém, diferente do esperado, Sunmi não entrega uma solução para isso de forma que ela saia sã no final do MV. Pelo contrário, Sunmi termina o MV abraçando mais uma vez a sua persona “attention seeker” em uma espécie de “caminho sem volta”. No início do MV ela aparenta estar feliz e não ligando muito para as consequências, mas depois ela nota que destruir a sua essência a troco de agradar os outros não faz bem para ela. Porém tudo parece tão fora de controle e tão enraizado na vida dela que é mais fácil seguir jogando o jogo em que ela mesma se meteu, pois ela se expôs tanto que tudo que acontece com ela se torna um espetáculo que seus seguidores necessitam ver (E que ela sente necessidade de mostrar). É quando ela de ser  manipuladora e se torna mais uma manipulada.

Tenho para mim que “Noir” não critica a existência dos viciados em atenção em si, mas a forma em que as coisas se desenvolvem no mundo virtual. E isso vai além dos criadores de conteúdo, atingindo também o público geral, suas preferências de consumo e o que elas exatamente consideram entretenimento hoje em dia. “Noir” não me mostra que querer atenção nas redes sociais seja um problema, desde que seja de forma saudável. Afinal antes de ser interessante para os outros, você tem que ser interessante para si próprio e não deixar que o que vem de fora dite o que você faça. Se o show precisa continuar, Sunmi quer que você tenha o controle dele para não ter um final ruim.