PLAYLIST: Best Of 201x #4

Rindo de mim mesmo com os posts dessa playlist saindo cada vez mais tarde, mas aqui estamos com o quarto corte das melhores músicas da década. Se você é novo nesse blog, pode conferir na maravilhosa playlist do spotify o que já foi premiado nessa pequena honraria do blog, e hoje mais 20 músicas serão aclamadas por esse que vos fala. E vamos com os hinos:

61. Ayumi Hamasaki – Microphone (2010): Os anos 10 não foram muito legais pra discografia da Ayuzão, mas serviu o “Rock & Roll Circus” que é o meu álbum favorito dela (NEXT LEVEL fãs favor não tumultuar). E muito disso é por conta de “Microphone” que começa num órgão dramático dando toda a sensação de descontrole necessária pra se jogar e bater cabelo num dos melhores rockish da história da Ayu (Ela quase sempre acerta nesse estilo mas a mistura de instrumentos e tempos nessa música foi perspicaz pra se tornar uma das mais memoráveis dela).

62. Ayumi Hamasaki – Last Links (2010): Sim, DUAS músicas de Ayuzão DO MESMO ÁLBUM. E ainda tem mais para eu botar desse álbum, provando toda a iconicidade do Rock n roll Circus depois de 10 anos de lançamento. “Last Links” segue uma linha mais controlada, numa mistura já comum na discografia da Ayu de instrumentos sinfônicos com banda de rock beira de estrada, mas a execução torna toda a experiência única para mim. É uma melodia que cativa, e os vocais da Ayu estão emotivos no ponto certo, me fazendo viajar para outro mundo.

63. Wonder Girls – G.N.O: A aclamação merecida do “REBOOT” meio que ofusca muito do que o Wonder Girls já lançou na época em que a Sohee era a maior idol da história do K-pop, mas vale dizer que o “Wonder World” é outro álbum maravilhoso e icônico. A faixa que abre o álbum, “G.N.O”, é um farofão bravíssimo que já começa num ritmo mais acelerado e aí o instrumental vai ganhando mais e mais sintetizadores, tudo fica louco demais e o farofão que começa ótimo termina glorioso (E muito melhor do que boa parte dos farofões atuais).

64. Brown Eyed Girls – Sixth Sense (2011): O impacto que essa daqui teve. Como “Sixth Sense” era o primeiro comeback pra valer do grupo depois delas dominarem a Coreia com “Abracadabra”, a expectativa e pressão eram muito grandes. Mas estamos falando de Brown Eyed Girls, e se o público queria algo grande, elas entregaram algo ainda maior. “Sixth Sense” é o tipo de música que no primeiro segundo você já sabe que vai reiniciar sua mente e te deixar hipnotizado em cada parte. Tudo é perfeito e atemporal aqui, e até o fato de botarem as lendas para gritar em metade da faixa não me incomoda em nenhum momento, além de entregar todo o drama e impacto que a música exige (Narsha e Gain trocando high notes depois do rap da Miryo é provavelmente um dos maiores registros que teremos na música pop).

65. Kato Miliyah – AIAIAI (2012): Agora que eu descobri que o M BEST II entrou no Spotify, finalmente posso panfletar dignamente essa que é a música que eu mais ouvi na minha vida (E eu falo isso com tranquilidade). “AIAIAI”, segundo a própria Miliyah, é uma forma dela recriar e homenagear o rock japonês dos anos 80, e tudo nessa faixa me dá vontade de ir procurar o rock japonês dos anos 80 pra saber se é tão bom quanto essa música. É tudo tão agressivo e, ao mesmo tempo, tão sutil, que essa música me acerta duas vezes e eu fico entregue a essa maravilha. Está longe de ser o maior sucesso da Miliyah mas pelo menos tem o #1 all time na minha playlist.

66. NS Yoon-G – The Reason I Became a Witch (2012): Tem músicas que são tão icônicas que redefinem artistas. NS Yoon-G antes só era conhecida como a prima flopada da Jiyoung (ex-KARA), mas ela resolveu contar as razões de ser uma bruxa nesse pop/rock delicioso e piranhesco onde a cantora domina seus sentimentos e agora era fria e má para não ser mais feita de trouxa, e tudo mudou. Quer dizer, ela continuou flopada, mas agora batia ponto no Top 30 dos charts e entrava no radar da fanbase, e só faltou uma empresa mais competente para ela acontecer de vez (Ela lançou 3 EPs e 3 singles físicos em 7 anos de carreira, só BLACKPINK na YG pra vingar numa discografia cagada dessas).

67. Namie Amuro – Hands On Me (2013): Eu não levava muita fé no “FEEL” depois da cagada que foi o “Uncontrolled” e dos primeiros singles desse álbum não serem lá grande coisa, mas Namie Amuro mostrou que ainda sabe evocar um farofao sexual dos bons e lançou “Hands On Me” para calar a minha boca com o melhor uso de tamborzão invocando Olodum na história do Asian Pop, principalmente no drop do refrão que é só o tambor batendo para a alegria da pista de dança.

68. Perfume – Handy Man (2013): “Handy Man” é um dos exemplos de como o Nakata consegue ser um dos produtores mais interessantes da cena. Tem elementos nesse instrumental eletrônico que são propositalmente horrorosos, desconfortáveis e etc., mas que te puxam de um jeito que passa a funcionar. O mesmo vale para a forma que ele processa os vocais do Perfume, processados num único tom que parece chato mas te hipnotiza de um jeito que eu voluntariamente passo a curtir. Nas mãos de outro grupo e outro produtor “Handy Man” seria uma tragédia anunciada, mas no Perfume isso vingou perfeitamente.

69. Elva Hsiao – Shut Up And Kiss Me (2014): Eu adoro a forma como esse farofão tem tudo pra cair num dubstep pavoroso pronto pra me fazer odiar a Elva pra todo sempre até que chega o refrão e é a coisa mais pop diva pra viadinho fazer carão em pista que essa música poderia ser. E o refrão dá toda uma magia para o resto da música, virando um grande pop/dance de grande gostosa pronta pra arrasar na pista de dança, que é fácil um dos batidões mais legais na carreira da Elvinha e tinha um potencial enorme pra ser o meu mandopop favorito de 2014, até que chegou ela…

70. Jolin Tsai – PLAY (2014): Não dá pra não dizer que essa daqui não redefiniu a vida de quem ouviu, né. No primeiro batidão já chega a vontade de twerkar ouvindo, e aquilo vai aumentando e ficando mais icônico e isso só na intro, pois quando Jolin abre a boca vem uma mulher forte e determinada, mostrando que não está pra brincadeira e pronta pra chutar a bunda de quem não entrar no jogo dela. E os breaks pós refrão são maravilhosos do seu jeito, coroando uma faixa perfeita. É obrigação de todo viadinho que ouve pop asiático conhecer e aclamar essa música.

71. BoA – Clockwork (2015): Acredito que vocês escolheriam “Shattered” como a b-side do Kiss My Lips para entrar nessa lista, mas eu tenho um amor especial pelo tango saliente de “Clockwork”. Não tem nenhuma reinvenção aqui, é tudo feito para ser um tango clássico e intenso como se estivéssemos em Buenos Aires, e é tão bem feito que é realmente um clássico argentino sem ser argentino. Um grande acerto da BoA.

72. Lim Kim – Love Game (2015): A breve fase mais pop da Lim Kim é bem interessante. Em “Love Game” o instrumental é todo dinâmico e diferente pra ela, sendo quase dançante, mas aí entra esse vocal delicioso da Lim Kim como se ela estivesse entediada com tudo isso e isso dá uma química especial para esse single. É como se ela estivesse na minha frente me xingando de babaca e trouxa por 3 minutos e eu ali sendo um otário ouvindo tudo e pedindo mais. Só não sei se ela mesma curte esse single, já que depois ela SUMIU e ressuscitou com a persona mais cult/alternative/pronta pra agradar os 7 viadinhos underground fãs de, sei lá, Arca, que ela poderia ter.

73. SISTAR – I Like That (2016): Essa segue sendo a melhor produção do Black Eyed Pilseung pré-2018, e muito desse mérito vai pro próprio SISTAR que entrega muito bem esses números emotivos/dançantes com aquele toque provocativo que só os singles do SISTAR tem. Hyolyn particularmente tem seus momentos mais memoráveis nesse single, e é impossível resistir aos “I’m so fine” depois do segundo refrão. Como último single pra valer do grupo, elas mostraram que ainda estavam com tudo.

74. AOA – Give Me The Love (feat. TAKANORI NISHIKAWA) (2016): Uma coisa muito boa nas faixas inéditas que o AOA jogou pro Japão é que elas não fogem muito do que elas poderiam fazer na Coreia. “Give Me The Love” é um popzão safado para manter o cu empinado e rebolativo que elas já entregavam aos montes na Coreia, só que nessa elas cantam em japonês e tem um tiozão rosqueiro fazendo ponta aí. Sem o TM Revolution fazendo participação essa música subiria fácil pro Top 10, mas ainda segura lindamente a coroa de melhor single japonês do AOA (Dos, tipo, 3 singles inéditos que elas lançaram lá)

75. Kaji Hitomi – Cover Girl (2017): “Cover Girl” é maravilhosa. É uma trilha sonora de filme mais povão dos anos 80 que seria considerado cult hoje em dia e acabou caindo no colo da Kaji Hitomi, uma gatinha que não caiu na tentação de ser uma cantora/compositora com violão nas costas e acabou amargando o Top 200 da Oricon. Mas tá valendo, entregou uma das músicas mais legais e em sintonia com minha playlist que eu posso esperar da nova geração de solistas J-pop.

76. Yves – New (2017): E o projeto de solos do Loona segue servindo músicas icônicas do que agora que estão todas juntas, né?! “New” já carregava certa pressão por ser o single que veio depois do Odd Eye Circle botar o nível do projeto lá em cima, e o synthpop mais minimalista que apostaram pra nona garota do mês entre as 12 garotas que lançaram solos durante 12 meses não só segurou muito bem a coroa na época como me faz perguntar que caralhos a Blockberry está esperando pra transformar esse no som principal do Loona (Uma música como “New” seria um follow up lindíssimo para “Butterfly” ao invés da coisa broxante que elas soltaram esse ano).

77. Hyolyn – Dally (2018): Em poucas palavras, “Dally” é o maior hino piranhesco do Kpop moderno. Descrevendo melhor, o R&B é maravilhoso, o vocal gemido da Hyolyn é a coisa mais prazerosa que você deve ouvir no K-pop e até a participação do GRAY é on point, elevando o nível da música como um motherfucking urban jam. E nós sabemos que você pode servir a nova Dally ao invés das xaropadas recentes, Hyolyn.

78. DIA – WooWoo (2018): O grande hino de verão de 2018 que fez até a Tinashe se pronunciar por tão lendário que isso foi. Sim, estou fingindo que não foi por conta do sample descarado de “Superlove”, afinal esse é o primeiro single ótimo do DIA onde a MBK finalmente tomou vergonha e parou de tentar fazer do DIA o grupo mais esquecível do K-pop (Pena que durou uns 2 singles ótimos antes do grupo sumir).

79. Sunmi – LALALAY (2019): Essa daqui cresceu tanto comigo com o MV e o quão hipnótico é assistir a Sunmi entregando o seu Sunmipop, que a própria música vai vingando mais e mais a cada ouvida. O drop do refrão é propositalmente perturbador, que me deixa instigado e curioso pro que vem a seguir, e a bridge depois do segundo refrão é simplesmente mágica. Já era pra Sunmi solo ser maior do que é hoje em dia, mas mas pelo menos musicalmente ela segue não decepcionando.

80. DAOKO, Miyavi – Senkyaku Banrai (2019): Começamos com rock… Terminamos com rock. Não tinha lá muito interesse em ouvir algo do Miyavi, mas essa parceria dele com a DAOKO não só me impressionou como fez a própria DAOKO lançar seu melhor single desde ShibuyaK, com a mistura do rockzão expressivo e frenético dele com um toque de Shibuya e os vocais peculiares e deliciosos dela. Continuo não me interessando no que o Miyavi vem lançando (Talvez dê uma chance pro álbum que ele lançou esse ano), mas tenho que dar muito mérito para ele reviver a DAOKO na minha playlist.

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