Top Top.jpg: 10 hinos asiáticos feitos pelas madrinhas dos gays

Junho chegou, e isso significa que é #PrideMonth! Um mês onde ser hetero é ilegal, e a comunidade LGBTQIA+ é celebrada e amada pelo menos um mês enquanto ainda luta por direitos básicos e de igualdade e respeito na sociedade. Muitos conteúdos estão sendo feitos para celebrar o Pride Month, e esse post é feito para celebrar isso de uma forma que gays amam celebrar: Com uma playlist safadíssima de divas pop que são adotadas como as madrinhas dos gays. Prontos para um festival de fritação, purpurina, brilho, voguing e closes certos? Então siga lendo esse Top Top!

Antes de tudo um disclaimer: Não vejam esse post como uma espécie de “Olimpíadas de quem fez mais pelos LGBTQIA+”, mas sim um post para divulgar músicas maravilhosas de artistas que são aclamadas e adoradas pela comunidade. Sabemos como as divas pop são amadas pelos gays pelos seus trabalhos ousados e fora da curva, e esse post tem a intenção de realçar todo esse trabalho e a simbologia dessas artistas como ícones pop e aliadas da comunidade. Com isso dito, vamos começar esse Top Top com ela:

10º lugar — BoA – Hurricane Venus

Começando a lista com ela, a rainha do K-pop e símbolo de poder para muitos da comunidade. BoA é a fodona que muitos sonham em ser com seu estilo único, coreografias poderosas e músicas incríveis, indo desde baladas intimistas até R&Bs safadíssimos e, claro, passando pelas farofas. Animando as playlists de vários gays ao redor do mundo com seus hits na Coreia e no Japão (E também aquele álbum de farofas para os Estados Unidos que não vingou), o que mais representa uma música para os gays na carreira dela é “Hurricane Venus”, com um monte de frases sem sentido, visuais extravagantes e um farofão que grita 2010 e agita qualquer um com mais de 20 anos por aí. Um farofão delicioso.

9º lugar — Namie Amuro – WILD

Mesmo com esse pequeno ato de homofobia que foi se aposentar e dropar versões de 1 minuto da sua videografia, Namie Amuro é uma das divas da avex que sempre fez a alegria desse povo animado que é o LGBTQIA+, especialmente quando ela estava afim de ser a rainha do pop e das pistas de dança. Daí surgiu “WILD”, com o engrish mais indecifrável e catastrófico da história recente, e com frases que deixam a experiência ainda pior… Mas esse é o jeitinho dela né?! E “WILD” serve um pancadão eletropop glorioso, sendo a favorita de boa parte dos gays que adoram uma farofa de boate. Ela sabia para quem estava lançando “WILD”, e foi perspicaz fazendo essa obra.

8º lugar — Elva Hsiao – Shut Up & Kiss Me

Outra que está com um pé na aposentadoria (A divulgação do Naked Truth tá PIOR que o Chromatica, vejam só), Elva Hsiao fez muito pela música pop em Taiwan sendo uma das principais cantoras do país durante anos. E a gata sempre deu o seu jeitinho de apoiar a comunidade LGBTQIA+ no país, além de servir músicas ótimas que seriam hits em qualquer CD pop da Wanessa Camargo. E em “Shut Up & Kiss Me” a gata aliou um farofão futurista com um MV que segue o mesmo padrão, com orçamento escorrendo, cenários iluminados, temática alien (Porque gays adoram alienígenas) e muito beijo na boca. Taiwan foi muito bem alimentada pela Elvinha com essa aqui.

7º lugar — Kato Miliyah – Emotion

Provando que essa lista é totalmente pessoal (Afinal tem mais de 5 gays que se importam com ela hoje em dia?), a queridinha japonesa desse blogueiro Kato Miliyah também bate ponto nesse post com uma de suas melhores farofas, “EMOTION”. Quando a Miliyah botou descamisados, voguing, coreografia sincronizada com garrinhas e aparelhos de BDSM em uma farofa EDM maravilhosa, é evidente que a gata estava mirando um único público. Pois é, menina, Narcisa Tamborindeguy poderia se materializar nesse momento gritando “Uma música para os GAYS!!!” pois “Emotion” é exatamente isso.

6º lugar — Chungha – Stay Tonight

Sendo a mais nova dinda dos gays nessa lista, Chungha chegou em sua equipe no ano passado e falou “Eu vou dar para os gays tudo que eles querem”… E aí nasceu “Stay Tonight”, uma farofa ballroom feita específicamente para LGBTs de toda a Coreia bater o cu no chão nas boates e casas noturnas de lá. Impressionante como essa música GRITA casa noturna, close, carão e voguing, e a Chungha entregou tudo isso e mais um pouco com essa música maravilhosa, MV maravilhoso e a melhor coreografia da vida da Chungha. Com “Stay Tonight”, Chungha avisou que seria a nova mãe dos gays, e ela simplesmente fez TUDO.

5º lugar — Uhm Jung Hwa – Watch Me Move

Saindo da nova para a velha guarda, temos uma das primeiras (E maiores) divas pop da Coreia do Sul dando seu nome no Top Top: Uhm Jung Hwa. E em seu último álbum “The Cloud Dream Of The Nine”, Jungzão mostrou todo seu poder, classe e iconicidade que faz dela uma grande referência para a maior parte das solistas que vieram depois dela, com esse house extravagante e puro com muita pose e queers sendo abençoados pela lenda servindo a maior diva pop que eu queria ser. Qualquer LGBTQ+ coreano conhece a Uhm Jung Hwa, e “Watch Me Move” mostra que é obrigação de qualquer pessoa que gosta de K-pop conhecer um pouco dessa mulher.

4º lugar — Koda Kumi – Taboo

E olha quem surge nessa lista para quebrar o TABOO! Sim, Koda Kumi merece ser destacada como a dinda da comunidade que ela é, sempre entregando os hinos mais rebolativos e salientes para sua fanbase se divertir na safadeza e libertinagem (As vezes até JUNTO com ela em seus shows).E “TABOO” tem tudo isso e mais um pouco: É homem pegando homem, mulher pegando mulher, banheirão, pessoas se roçando e mais um pouco. E claro, um dos melhores pop/dance do J-pop e a grande favorita de sua fanbase. A essa altura Koda Kumi já estava sendo cancelada pelo Japão, mas muitos LGBTQ+ não soltaram a mão dessa mulher e ela soube como retribuir.

3º lugar — Ayumi Hamasaki – XOXO

Ayuzão Hamasaki não poderia deixar de ser citada aqui, afinal a mulher é uma grande aliada dos LGBTQIA+ japoneses e sempre que possível faz uma participação em paradas e dá uma lacrada por nós em suas músicas. Mas com tanta música melhor no catálogo da mulher, por que XOXO aparece aqui? O principal motivo é para eu usar esse print maravilhoso de Ayu se estapeando com sua miguxa drag 2 metros maior que ela como capa desse post, mas também por achar “XOXO” um dos números recentes mais divertidos da Ayu. Em “XOXO” claramente não se leva a sério, vai para uma balada, bate cabelo, usa um look extremamente questionável e faz selfies se achando a gostosa… IGUAL UM GAY!! Eu não tenho dúvidas que ela mandaria um “Eu sou um gay no corpo de uma mulher” se conhecesse essa frase e é por toda essa bagunça e cafonice que eu amo essa mulher.

2º lugar — Lee Jung Hyun – Wa

Lee Jung Hyun talvez não seja um nome familiar para você, novinha da fanbase, mas tem que saber que essa mulher foi considerada a rainha do LGBT coreano por sua esperteza em trazer a música techno para a Coreia e ser o símbolo de visuais únicos, chamativos e extravagantes, sendo obrigação de toda boate LGBTQ+ tocar as músicas dela durante a noite. Não existia ninguém como a Lee Jung Hyun no K-pop, e toda essa ousadia é vista em um de seus trabalhos mais icônicos, “Wa”. Os figurinhos exóticos e o conceito alien (Olha esse conceito aqui de novo) são excitantes, empolgantes e, até hoje, extremamente marcantes e originais, e a Jung Hyun sabia que se tornaria uma lenda com esse trabalho que é memorável até os dias de hoje na Coreia.

1º lugar — Jolin Tsai – Womxnly

Eu sei que disse que essa lista não tem caráter político ou foi feita para medir quem fez mais pela comunidade LGBTQIA+, sendo apenas uma lista para apreciar grandes músicas pop de cantoras aclamadas pela comunidade. Porém, o primeiro lugar desse Top Top tem que ser Womxnly por ser uma música, acima de tudo, forte. A música é um tributo para Yeh Yung-Chih, jovem conhecido como Rose Boy que virou notícia pelo constante bullying que sofria por ser afeminado, e morreu aos 15 anos após ir ao banheiro de sua escola devido a graves cerebrais por conta de traumatismo craniano após sofrer um ataque cardíaco e ter um colapso. A história de Rose Boy é contada até hoje em Taiwan, e ele é visto como um símbolo de resistência na luta por direitos da comunidade LGBTQIA+ no país.

Em “Womxnly”, Jolin presta a sua homenagem ao jovem, lamenta a ignorância e perversidade da sociedade em questões de gênero e liberdade de se expressar, e cria uma música tocante e expressiva sobre ser quem você é, ser feliz com o seu corpo e desabrochar toda sua personalidade sem medo de represálias, pois a melhor vingança contra a crueldade é mostrar sua própria felicidade. “Womxnly” dá luz para letras do LGBTQIA+ que não tem espaço até mesmo dentro da comunidade, e Jolin mostra que quer usar a sua influência como uma das maiores artistas da Ásia para dar espaço para todas as pessoas serem felizes sendo elas mesmas. Uma música dançante e com uma mensagem impactante, que merece tranquilamente ser destacada no topo desse blog.

14 comentários em “Top Top.jpg: 10 hinos asiáticos feitos pelas madrinhas dos gays”

    1. Não sei de um local específico com os PVs da véia, mas sei que nas fanpages dela no facebook tem um monte de vídeos completos (Principalmente na Namie News Network)

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  1. Eu amo a Jolin.
    A lenda promove os álbuns tão bem.Faz mv pra todas as músicas.
    Aquela música onde ela canta sobre casamento homossexual e aquela bateção de cabelo do”Give me your satisfaction”também dariam certo aqui.

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  2. Se bobear, é capaz que desse pra fazer um top 10 inteiro só da Jolin, não? Womxnly inclusive nem é o único single/MV feito com a comunidade LGBTQ+ em mente, vide Fantasy e The Third Person And I.

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  3. Que lista boa Dougie, acho tão bacana que você ao mesmo tempo que escreve as coisas com o tom de humor e diversão, aborda um tema sério e que deve ser debatido. Muito tocante a história da primeira posição com a Jolin, não conhecia e é de cortar o coração que as coisas continuem dessa forma.

    Tinha um amigo que sempre debochava quando colocava Wild, dizendo que a Namie cantava tudo errado.

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