Night Tempo reúne varias gatinhas japonesas para alegrar as city poppers da fanbase com “Ladies In The City”

O Night Tempo é um nome que você, gatinha kpopper que está provocando blinks no twitter porque o Aespa ganhou um daesang em qualquer premiação por aí, talvez desconheça. Bem, eu também desconheço esse senhor, então fiz uma rápida pesquisa e descobri que ele é um produtor sul-coreano que ganhou fama na cena eletrônica japonesa nos últimos anos por remixar diversas músicas da era showa japonesa. No Spotify o remix mais popular dele é de “Remember Summer Days” da Anri, mas talvez você já tenha esbarrado no remix de “Stay With Me” da Miki Matsubara, lançado na época em que a música era o maior viral do TikTok e todo mundo estava caçando a versão original no Spotify:

Pois bem, todo esse conceito de modernizar o City Pop dele rendeu o 1º álbum de inéditas do produtor “Ladies In The City”, e ele é fácil um dos melhores álbuns do ano. Não vai rolar uma review completa do álbum pois (Ainda) não tenho tempo para me esforçar a fazer um negócio bem trabalhado em troca de 30 views no blog, mas vou falar um pouco dos 3 singles que esse álbum rendeu que são excelentes e vão figurar na lista de melhores músicas do ano no blog:

“Wonderland” já foi divulgada nesse blog, e essa parceria com a Bonnie Pink é a minha favorita do álbum. Concordo que os vocais da Bonnie Pink são bem medianos e ela não é uma grande vocalista, mas acho que isso acaba casando com a aura mais soft e música de fundo de lounge que a música tem. “Wonderland” é o tipo de música que me transporta para outra dimensão ouvindo, me fazendo esquecer que tenho problemas e boletos para pagar e ter como única preocupação ficar bêbado pelos becos da zona sul de São Paulo enquanto uso um vestido azul e saio rodando na rua sem medo de ser assaltado. E é isso que o MV transmite também, elevando a experiência da música como um todo. Fascinante.

“Love Actually” é o 1º single do álbum, e talvez essa faça mais a alegria de vocês. A Crystal Tea não é uma vocalista tão melhor que a Bonnie Pink, mas ela interpreta a música com um pouco mais de profundidade e o farofão house dessa música casa muito bem com as farofas house que os girlgroups de K-pop estão lançando hoje em dia e a gente costuma aclamar como se fosse algo totalmente único e original. E “Love Actually” ainda tem uma pitada mais experimental com o Night Tempo brincando um pouquinho com os processadores e sintetizadores da música, fazendo ela realmente ser algo único e original. Uma faixa muito legal.

Por fim temos “Night Light” em parceria com a Sayumi Michishige, que é a gatinha japonesa que ilustra o twitter do blog pois é a mulher mais bonita que já passou no esquema de pirâmide que é o Morning Musume. Aqui vocês não podem esperar vocais pois Sayumizão é uma artista que canta com a beleza mesmo, mas é algo totalmente dentro do city pop que qualquer gatinha que simpatiza com o estilo ou acha que o SOUL LADY da Yukika é o maior álbum já feito vai adorar. “Night Light” é para você andar pela cidade e pensar na vida enquanto as luzes da noite iluminam seu caminho.

O “Ladies In The City” é um álbum que ainda conta com diversas parcerias de cantoras para emular toda a energia que um álbum de música eletrônica no Japão poderia ter nos anos 80/90. Além das 3 citadas no post, nomes como Sayaka Yamamoto e Miyu Takeuchi também são destaques no álbum por serem ex-integrantes do outro esquema de pirâmide japonês que é o AKB48, e também representantes originais da onda New Wave/City Pop japonesa como Maki Nomiya e Mariko Tone. Para quem gosta dessa onda única que o J-pop viveu nos anos 80 e 90 e está sendo revivida pela galera mais alternativa nos dias atuais, podem ouvir esse álbum sem medo pois é uma das experiências mais prazerosas que tive ouvindo pop asiático em 2021.

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